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Acusado de matar ex-mulher em shopping é condenado a 18 anos de prisão

Fernanda Grasielly de Almeida Alves foi morta a facadas pelo ex-marido no Terraço Shopping, no Cruzeiro

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Victor Medeiros Borges, assassino confesso da ex-mulher, Fernanda Alves, morta a facadas enquanto trabalhava em uma loja no Terraço Shopping, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado. O julgamento terminou às 22h30 desta quarta-feira (22). Os jurados acolheram os qualificantes do Ministério Público, que incluiu motivo torpe e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A pena calculado foi de 19 anos, no entanto, como o Victor confessou o crime, teve o abatimento de um ano da pena. A defesa afirmou que irá recorrer.

Durante o depoimento, o acusado confessou que não aceitava que Fernanda estivesse com outro namorado. Victor contou que a intenção era cometer suicídio na frente da vendedora, na loja em que ela trabalhava. Porém, quando Fernanda revelou que estava em relacionamento com outra pessoa, Victor teria perdido o controle.

A promotoria mostrou a faca com sangue para o réu e perguntou se tinha sido com aquela faca que ele tinha matado a vendedora. Victor abaixou a cabeça e não conseguiu olhar a faca. A acusação também mostrou várias fotos em que Fernanda aparecia ao lado de outras pessoas. Porém, os rostos de todos os homens que apareciam nas fotos estavam queimados com a ponta de cigarro, o que comprovaria o ciúme excessivo do acusado.

Mais cedo, o depoimento do irmão do acusado Cleiton Borges causou polêmica no tribunal. "O Victor só pode ter feito isso porque algo o impulsionou", afirmou o rapaz, que disse que o réu era "um cara de bem com a vida". O juíz Fábio Esteves questionou "Então ela foi responsável pela própria morte?". O irmão respondeu: "Ela não foi responsável pela morte, mas poderia ter evitado se tivesse terminado o relacionamento definitivamente. Ele não queria dividir ela com outra pessoa".

Uma ex-funcionária afirmou, também em depoimento, que recebeu uma ligação de Victor e disse que não sabia de Fernanda, pois não trabalhava mais no shopping. Victor respondeu que quem estivesse perto de Fernanda corria perigo. A testemunha telefonou para Fernanda alertando-a da ameaça quinze minutos antes do crime.

O crime
A vendedora Fernanda Alves, 25 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro, segundo a acusação. Ele invadiu a loja em que ela trabalhava e desferiu golpe de faca. Fernanda correu para a área do provador, mas foi atingida por outra facada na nuca. A vítima ainda conseguiu correr para fora do estabelecimento, gritando por socorro, mas caiu atrás do balcão de informação

Entre facas e beijos.

Até onde vai o ciúmes?


Fernanda foi mais uma vítima inocente do ciumes excessivo, Victor, seu ex namorado não aceitou o término do relacionamento, o que ocasionou a morte dela e, são casos como estes que nos fazem refletir sobre o limite do ciúmes.


O fato de Fernanda estar com outros homens deixou Victor indignado, ele saiu de si por um sentimento que no inicio era amor. Por que alguém com uma vida aparentemente estável cometeria um crime como este? Seria, posse, amor ou o que?


Matar sua ex namorada só lhe trouxe mais dor, racionalmente seria muito melhor aceitar ve-la com outros homens, do que sofrer com a sua morte. O psicológico do homem muitas vezes faz o sentimento falar mais alto que a razão e, agindo assim, crimes ocasionados pela falta de controle, como estes, continuarão acontecendo. Até que ponto vamos chegar?

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Suspeito admite estupro de 11 vítimas: 'Pedia que elas orassem por mim'

Preso pela 2ª vez, ele diz que, se for solto, pode voltar a cometer crimes.

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Um homem de 26 anos, que está preso em Águas Lindas de Goiás, confessou ter estuprado 11 pessoas nos últimos dois anos. “Eu pedia para orar por mim, porque tinha muita vítima que se dizia evagélica ou católica. Então, com certeza, elas entendiam. Por isso que eu pedia", declarou o jovem.


Ele estava em uma parada de ônibus de Brasília, na tarde de quarta-feira (5), quando uma pessoa o reconheceu e fez a denúncia anônima. O suspeito foi preso e levado para a delegacia de Águas Lindas de Goiás, onde 11 vítimas, entre elas duas adolescentes, já o reconheceram.


O delegado da cidade, Fernando Gama, acredita que esse número possa aumentar. “Algumas mulheres ligaram e virão reconhecê-lo. Pode surgir até mais vítimas”.

Essa é a segunda vez que ele é preso. Em junho do ano passado, ele chegou a ficar alguns meses detido, mas após ter sido solto pela Justiça, teria voltado a praticar os crimes. "Não sabia por que estava fazendo aquilo”, afirma.


Na delegacia, ele disse ser doente e admitiu que poderia voltar a cometer novos estupros, caso ganhe a liberdade novamente. “Se for para voltar [para a rua], eu preciso fazer um tratamento, porque é bem perigoso acontecer de novo", afirmou.


De acordo com as investigações, os estupros começaram há dois anos e eram cometidos sempre da mesma forma. Durante a noite, o jovem abordava as vítimas em paradas de ônibus próximas à BR-070, que corta Águas Lindas. Conforme a polícia, ele fingia ser assaltante e levava as mulheres para matagais próximos à rodovia.


"Se eu estivesse caminhando pela rua e visse uma mulher sozinha, meu coração acelerava. Eu atacava. Eu sabia que ia ter consequência, mas não pensava. Depois do ato é que batia o arrependimento", alegou o suspeito.


O delegado informou que pedirá ajuda ao Ministério Público para manter o suspeito preso até o julgamento. De acordo com a Polícia Civil, caso ele seja condenado pelos 11 estupros, a pena pode chegar a 50 anos.

Traumas ou perturbações?

O suspeito, provavelmente, estuprou as vítimas devido a traumas psicológicos ou que sofreu na infância. Abuso infantil/sexual, falta de afeto paternal, pressão do meio, são diversas situações que afetam o indivíduo, de tal modo que, o mesmo pode vir a perder a lucidez, ficando sem controle de si mesmo, o que leva-o a agir por puro instinto/impulso, como foi o caso.