Jornal de Parede - Edição de Agosto

Projeto Escol(h)as em Boa Hora - Ateliê de Artes e Cultura!

Editorial

O Projeto Escol(h)as em Boa Hora decidiu trocar o papel e a impressão por uma versão digital no mês de agosto. Este mês os holofotes estão direcionados para o Ateliê de Artes e Cultura que é uma das atividades mais diversificadas no próprio projeto. Desde a Música que já abrangeu, à Culinária passando pelas Manualidades/Desenho, Karaoke, Dança, Moda/Fashion e ainda Graffiti.
O objetivo deste Ateliê passa por estimular a criatividade, companheirismo, auto-estima e ainda trabalho em equipa de todos os participantes que passam por esta atividade.
Esta edição contém entrevistas, opiniões, comentários, palavras cruzadas e muito mais. Não percam o que vem aí!

Monitor CID@NET,
Jorge Grave
Projeto Escol(h)as em Boa Hora

Entrevista ao Monitor de Dança - Patrick Simões

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Escol(h)as em Boa Hora: Boa tarde. Gosta de nos dar aulas? Porquê?

Patrick Simões: Boa tarde. Gosto de vos dar aulas porque é a continuação do meu trabalho. Porque é aquilo que eu faço no meu dia a dia, durante o ano todo. Dou aulas de dança. Se tu perguntares se é fácil trabalhar convosco e com os alunos mais velhos da EPADRV então a resposta é: um pouco diferente. O vosso projeto é um bocadinho diferente das minhas turmas. Os meus alunos inscrevem-se mesmo para a dança porque já sabem para o que vêm. Então existem jovens que gostam mais e outros que gostam menos. Mas gosto porque dá para despertar o bichinho dentro de vocês.

Escol(h)as em Boa Hora: Porque é que seguiu a carreira da dança?

Patrick Simões: Porque eu desde pequenino ouvia hip-hop, aproximadamente desde os 8 anos, e gostava muito. Na altura chamavam-lhe rap, porque o hip-hop é toda a cultura que está à volta e gostei, depois fui fazer o meu curso para ser professor de Educação Física. Quando cheguei à Universidade havia apenas uma saída profissional do meu curso que dava para professor de ginásio, de aeróbica, step e também havia possibilidade de dar aulas de hip-hop. Eu gosto de juntar algumas coisas como o desporto e o rap mas comcei por trabalhar 3 anos em ginásios. Dava todas a modalidades: step, aeróbica, etc mas fui-me cansando um bocadinho das outras modalidades. Tirei um curso de coreógrafo e dediquei-me só à dança.

Escol(h)as em Boa Hora: Quando é que começou a dar aulas de dança?

Patrick Simões: Foi há 5 anos, em 2007. Comecei com o meu projeto, aulas e participação em concursos finais, há 5 anos, mas ensinar a dançar já foi há 7, 8 anos.

Escol(h)as em Boa Hora: Porque é que gosta de dança?

Patrick Simões: Porque é uma forma de me exprimir e gosto de me mexer. Eu pratiquei futebol, basquetebol, atletismo e voleibol e de todos eles gostei principalmente do basquetebol, porque participei durante 6 anos e o que gostava mais era de conseguirmos fazer movimentos que não fazemos no dia a dia . No nosso dia a dia temos os movimentos um bocadinho limitados, passamos o dia inteiro na carteira a escrever, a ver, a teclar porque não usamos o máximo potencial que o nosso corpo tem. Eu com a dança vi que conseguia fazer coisas como aquelas que eu vos insinei e quando vi isso pela primeira vez fiquei de boca aberta. E assim decidi que também queria conseguir fazer o mesmo.

Escol(h)as em Boa Hora: Porque é que não seguiu a carreira de professor de educação física?

Patrick Simões: Porque ser professor é muito complicado hoje em dia para não dizer quase impossível. Simplesmente não há lugar. Há muitos professores de educação física que estão desempregados e que têm de fazer outras coisas, como dar aulas de futebol, e como eu estava no desemprego pensei fazer uma coisa que me agradasse e dediquei-me a ela a 100%.

Escol(h)as em Boa Hora: E porque é que não quis de escolher outra coisa para além de desporto?

Patrick Simões: Os meu pais perguntam-me o mesmo! Porque eu tinha cabeça para tirar outras coisas mas sempre gostei de desportos. Se vires as entrevistas do atores e dos desportistas, vais ver que desde pequeninos o sonho deles era aquilo. E desde que tinha a vossa idade, esse era o meu sonho. Não fui para educação física fui para a dança mas mantenho-me dentro da área da atividade física.

Escol(h)as em Boa Hora: Como é que se sente no palco?

Patrick Simões:
Nervoso!!! Fico com cólicas, não como nada… Sinto-me como vocês! Custa-me encarar o público! Mas agora menos porque já tenho alguma experiência. Não só comigo mas também com os meus alunos. Fico preocupado porque quero que lhes corra bem e penso se planeei tudo para que eles se possam divertir.

Escol(h)as em Boa Hora: Como se chama o seu projeto?

Patrick Simões: No início, o projeto chamava-se Projeto Hip-Hop Dance @ School. O objetivo era ir de escola em escola aqui na zona de Vagos, Mira e Cantanhede. Propor aulas gratuitas no horário de Educação Física de, pelo menos, 1:30h por turma, para que toda a gente pudesse experimentar aulas de dança. Isto porque desde que cheguei a Portugal, em 1993, a Educação Física não passa de futebol, voleibol, basquetebol, atletismo, natação, em algumas escolas, e pouco mais. E o desporto é bastante mais do que isso. E eu via os rapazes a praticar futebol, as raparigas a praticar basquetebol ou voleibol. E depois alguns no atletismo e algumas raparigas não iam a lado nenhum. Então eu pensei: eu gosto de dança e é uma coisa que as raparigas normalmente gostam.

Escol(h)as em Boa Hora: E qual é o nome do projeto?

Patrick Simões: É Gurilla. Este nome nasceu assim de uma brincadeira numa festa e estava a mostrar uma fotografia a uns miúdos da vossa idade e um rapaz disse que a fotografia estava "gorila". Eu gostei da ideia e eu mostrei o nome aos meus alunos e eles gostaram também da ideia e decidimos chamar Gurilla ao projeto.

Escol(h)as em Boa Hora:
Obrigada pela entrevista. Boas danças!

Ateliê de Artes e Cultura - Culinária

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O Projeto Escol(h)as em Boa Hora tem um espaço para a Culinária também. Essencialmente nestas Férias de Verão, os participantes têm um espacinho para dar asas à imaginação com os alimentos e de sentir um pouco dos bastidores do prato que se encontra quando chega a hora do almoço.

Segundo a Catarina Nunes ela já aprendeu "a cozinhar e a fazer comida e gostei de fazer carne à bolonhesa, arroz com ervilhas". Já o Renato Almeida gosta deste Ateliê porque "em casa quase nunca tenho a oportunidade de o fazer".

Para além de trabalhar a responsabilidade com as ferramentas que existem na cozinha, os jovens aprendem a trabalhar em equipa e a ter a recompensa do seu trabalho logo que metem o garfo à boca.

Ateliê de Artes e Cultura - Desenho e Manualidades

O Ateliê de Manualidades é uma das atividades com mais história no projeto. Desde quase o seu início, esta atividade tem participantes que a frequentam com regularidade e afinco.
Por isso, nestas férias, contamos com um contributo especial que surgiu de uma parceria com uma monitora de uma outra atividade.
Nessa atividade, designada A Escolh@ é Minh@, pudemos contar com a presença da Designer Vânia Henriques num Workshop de Desenho de Retratos.
Assim, neste verão, houve tempo para a Vânia ser entrevistada por nós!

Escol(h)as em Boa Hora: Será que é possível desenhar um quadro com vários retratos de pessoas?

Vânia Henriques: É sempre possível aqui na escola. É tudo possível se os alunos quiserem e cá estou eu para os orientar.

Escol(h)as em Boa Hora: Porque é que decidiu dar aulas de desenho?

Vânia Henriques: Primeiro porque é a minha grande paixão porque sou artista plástica e gosto muito de desenho. Gosto muito de meninos como vocês e juntei o útil ao agradável, desenhar e ensinar.

Escol(h)as em Boa Hora: Quantos estilos de desenho existem?

Vânia Henriques: Isto tudo depende do estilo de cada um. Na minha opinião gosto do estilo figurativo e o abstrato mas outros gostam mais de desenhar coisas monstruosas e outros gostam mais de desenhar coisas mais doces. Há muitos estilos de desenho. O meu estilo favorito é o figurativo, como disse, ou seja, o desenho de paisagens ou retratos.

Escol(h)as em Boa Hora: Será que se podem fazer desenhos extraordinários com a nossa capacidade de desenho?

Vânia Henriques: Sim, porque quando nós desenhamos, nós desenhamos pela cabeça. Desenhamos, pensamos e tentamos transpor o que temos da cabeça para o papel. Normalmente não é desenhar por desenhar, pensamos o desenho na nossa cabeça e vamos desenhando, vai mais de acordo com a nossa personalidade.

Escol(h)as em Boa Hora: Dos materiais que já criamos qual foi o mais difícil de fazer?

Vânia Henriques: Dos materiais que já fizemos talvez foi os garrafões o mais difícil. Porque estávamos a trabalhar com material reciclável e achei que era um desafio trabalhar com materiais que fossem um bocadinho diferentes do que é habitual. Mas foi muito giro.

Escol(h)as em Boa Hora: Que curso frequentou para poder ensinar a desenhar?

Vânia Henriques: Tenho vários cursos, mas o curso principal que frequentei foi Artes Plásticas. Como eu já sabia que queria tirar artes, então fui para Secundário tirar Artes Visuais. Depois quando tirei o 12º ano, concorri para a universidade para tirar esta licenciatura.

Escol(h)as em Boa Hora: Os alunos que participam na atividade desenham bem?

Vânia Henriques: Eu vejo aqui muitos talentos escondidos. Eu posso dizer que todos nós sabemos desenhar. Muitas vezes nós é que não estamos inspirados. Mas todos os seres humanos estão preparados para desenhar e eu posso dizer que todos vocês sabem desenhar bem.

Ateliê de Artes e Cultura - Cinema e Karaoke

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O Ateliê de Artes e Cultura de Cinema e Karaoke é justamente isto. Um Ateliê onde os jovens podem aumentar a sua cultura através de duas formas distintas.

Através do Cinema, para além de facilitar o acesso a vários títulos da 7ª Arte, os jovens exploram sempre o assunto e o tema do que viram. Assim promove a cultura geral de cada um e ajuda a criar um ponto de vista onde a opinião partilhada é uma realidade.

O Reino dos Céus, Happy Feet e Alvin e os Esquilos 3 foram os filmes que os jovens mais gostaram.

Já através do Karaoke, os participantes conseguem, para além de aumentar a cultura musical, divertirem-se bastante aliando assim o dever à diversão. A atividade simula um concurso de música onde existem apresentadores, jurados e claro, participantes.

A jovem Gabriela Morgado tem uma opinião muito forte acerca destas atividades:
"O cinema serve para aprendermos línguas diferentes e o karaoke serve para afinar a voz."

O Renato Almeida é claro quando diz que "tenho a oportunidade de ver filmes que eu nunca vi", acerca da atividade do Cinema, e acerca do Karaoke refere "tenho a oportunidade de cantar músicas pela primeira vez e de conhecer outras novas".

Palavras Cruzadas

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1 - Esta já lá está :)
2 - Faz mexer as pessoas
3 - Estilo de Dança
4 - Nesta atividade vemos um filme
5 - Abre o apetite
6 - Aprendemos a ficar mais bonitos/as
7 - Aumentar a minha criatividade e originalidade
8 - Aprendemos a cantar e encantar

Edição

Jornal de Parede Edição de Agosto - Ateliê de Artes e Cultura

Edição:

Jorge Grave e Solange Ventura

Co-Edição:


José Marques
Tiago Nunes
Gabriela Morgado
Lídia Santos
Inês Ribeiro
Renato Almeida
Catarina Nunes
Rafael Alves
Sara Sousa
Diogo Mirassol
Sérgio Silva
Diogo Oliveira
Beatriz Oliveira
Diogo Nogueira

Realizado, Produzido e Editado no CID@NET

Jornal de Parede - Ateliê de Artes e Cultura
Projeto Escol(h)as em Boa Hora
Agosto de 2012

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