Poesia contemporânea brasileira

A definição

"O que se chama de contemporânea é, sobretudo, aquela feita após a terceira fase do modernismo (1945) até os dias de hoje. A poesia é arte e a função da arte é questionar a realidade, fazer refletir e desestabilizar, ou seja tirar-nos de nossa zona de conforto, diferente do entretenimento que acolhe, conforma, faz esquecer o indesejável da vida e do cotidiano. É a expressão da subjetividade por meio da linguagem verbal, ou seja, das palavras e tem o papel de humanizar o ser humano."


fonte: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1516005

O gênero

''A poesia contemporânea é a reação da sensibilidade ao capitalismo de consumo que tira do homem moderno o individualismo, o torna anônimo, parte insignificante de uma grande massa consumidora. Cabe ao poeta dar ao homem comum a importância de ser único, incomparável e excepcional, oferece um novo olhar para a realidade, prega um novo comportamento desse homem, uma nova relação com o seu tempo, com o materialismo exacerbado e marcante em sua vida. A poesia contemporânea nos possibilita sentir, de forma verdadeira, o mundo e não apenas fazer parte dele como uma peça dentro de uma grande engrenagem. Olhar como, pensar como, ser, um outro que não nós, isso nós dá a sensação de completude e, ao mesmo tempo a percepção de sermos únicos e incomuns no mundo. A poesia nos liberta das garras e amarras do real racional e permite a transcendência do nosso corpo individual e físico para um corpo espiritual e coletivo, a poesia é, como diz Adélia Prado, uma manifestação religiosa. É, então, um constante exercício de reaprendizagem de novas possibilidades de ver um mesmo mundo.
Esteticamente, é quase impossível definir a poesia contemporânea porque ela é eclética, se apresenta de diferentes formas, pois o mundo hoje é assim, múltiplo e fragmentado, o homem moderno é, ao mesmo tempo, inúmeros e também um só em inúmeras partes.''


fonte: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1516005

Principais vieses

''A poesia descritiva: Dá ênfase no cenário objetivo, geralmente urbano, o poeta faz descrições das coisas, das pessoas e dos lugares que o cercam, talvez em uma busca de localização e inserção no mundo. É o tipo de poesia muito comum na internet.
A poesia hermética: Dá voz ao inconsciente, visando dizer aquilo que ninguém sabia que se precisava dizer, isso está nas entrelinhas no texto. É a mais apreciada pelos críticos, uma vez que é mais difícil de entendimento por utilizar metáforas incomuns.
A poesia memorialista: O saudosismo foi um movimento estético da literatura portuguesa no início do século XX, a saudade é considerada um traço marcante da alma portuguesa, talvez por nossa herança esse tipo de poesia é ainda muito prestigiada pelo grande público. O texto resgata o passado de forma nostálgica, mas com um novo olhar sobre ele, renega o presente e o futuro, deixando a sensação de que tudo no passado era melhor.''


fonte: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1516005

Autores

As poesia vanguardistas das décadas de 60 e 70 aqui expostas fazem referência aos pós-modernistas Haroldo e Augusto de Campos, além de outros poetas que escreveram poesia de vanguarda nessa época. Vamos apresentar agora, alguns autores contemporâneas que fazem poesias genuinamente contemporâneas e que abandonam o vanguardismo das décadas passadas.


Observem o salto estético e semântico entre as poesias dessas distintas épocas!




Autores contemporâneos:

Ana Martins Marques

Livros: A Vida Submarina (2009), Da Arte das Armadilhas (2011) e Poesia.br (2012, coletânea)




Angélica Freitas


Livros: Rilk Shake (2007), Um Útero do Tamanho de Um Punho (2012) e Poesia.br (2012, coletânea)


Fabiano Calixto

Livros: Algum (1998), Fábrica (2000), Um Mundo Só para Cada Par (2001), Música Possível (2006), Pão com Bife (2007), Sanguínea (2007) e Poesia.br (2012, coletânea)



Marília Garcia

Livros: Encontro às Cegas (2001) e 20 Poemas para o seu Walkman (2007)

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Poesia contemporânea 01
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