Depois daquela viagem

Valéria Piassa Polizzi

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Juventude e doenças sexualmente transmissíveis

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AIDS no Brasil

"Desde o início da epidemia, em 1980, até junho de 2012, O Brasil tem 656.701 casos registrados de aids (condição em que a doença já se manifestou), de acordo com o último Boletim Epidemiológico. Em 2011, foram notificados 38.776 casos da doença e a taxa de incidência de aids no Brasil foi de 20,2 casos por 100 mil habitantes.


Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2011, último dado disponível, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.


A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998. Em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.


Quanto à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV.


Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 2002, era 6,3 por 100 mil habitantes, passando para 5,6 em 2011 – queda de aproximadamente 12%. Na comparação regional, verifica-se que o Sudeste apresenta comportamento similar, enquanto que as regiões Norte, Nordeste e Sul apresentam tendência de aumento. O coeficiente da região Centro-Oeste encontra-se estável.


O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo)."

(Disponível em: www.aids.gov.br/pagina/aids-no-brasil

Acesso em: 07/04/2016)

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Características da adolescência que favorecem a infecção pelo HIV

Existem algumas características comportamentais, socio-econômicas e biológicas que fazem com que os jovens sejam um grupo propenso a infecção pelo HIV. Dentre as características comportamentais, destaca-se a sexualidade entre os adolescentes. A atividade sexual na maioria das vezes se inicia na adolescência, sendo que, cerca de 50% dos jovens norte-americanos já tiveram relações sexuais aos 17 anos e apenas metade desses jovens relata uso de preservativo na última relação. Muitas vezes, a não utilização dos preservativos está relacionada ao abuso de álcool e outras drogas, os quais favorecem a prática do sexo inseguro. Outras vezes os jovens não usam o preservativo quando em relacionamentos estáveis, justificando que seu uso pode gerar desconfiança em relação à fidelidade do casal, apesar de que, no mundo hoje, o uso de preservativo nas relações poderia significar uma prova de amor e proteção para com o outro. Observa-se, também, que muitas jovens abrem mão do preservativo por medo de serem abandonadas ou maltratadas por seus parceiros. Por outro lado, o fato de estar apaixonado faz com que o jovem crie uma imagem falsa de segurança, negando os riscos inerentes ao não uso do preservativo.


(Disponível em: http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3867/-1/a-aids-na-adolescencia.html

Acesso em: 07/04/2016)

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Relatos de Jovens com HIV

Muitos dos jovens que possuem DST, como os do vídeo, afirmam ter contraído a doença na sua primeira vez, principalmente, por duvidar da possibilidade de contrair alguma doença, pela falta de informação ou ainda pela segurança no(a) parceiro(a).

Após contrair a doença, uma das maiores dificuldades encontradas foi aprenderem a lidar com o problema e compartilha-lo com seus familiares e amigos. O livro “Depois daquela viagem” é mais um bom exemplo de depoimento, mostrando a dificuldade de prosseguir sua rotina sendo soropositivo, enfrentando preconceitos, hospitais, e seu aceitamento interno.

Histórias Posithivas - Jovens com HIV: Sonhar é possível

Resenha Crítica

“Depois daquela viagem” de Valéria Piassa, é um livro de depoimentos de uma jovem portadora do vírus HIV, aos 16 anos. Caso compartilhado por muitos jovens, a obra causou muita polêmica quando foi lançado em 1997.

Foi sua primeira vez, seu primeiro namorado. Naquela época AIDS era doença de homossexuais, de drogados ou de prostitutas. Quem diria que uma menina “de família” contrairia tal doença. Porém, ela provou ser algo mais frequente do que parece. Ela mal sabia o que era sexo, o que eram as DST’s, muito menos camisinha. A inocência dela foi o principal fator que a expos a esse perigo.


Entre contar para a família, esconder dos amigos devido ao preconceito, enfrentar hospitais e estudar, o livro muda nossa perspectiva acerca da seriedade do que ficou conhecido como “o mal do século XX” e quem o tinha. Quebrou tabus e mostrou que dá pra sobreviver com alegria mesmo em condições difíceis.

Sobre a autora...

Valéria Piassa Polizzi, nasceu em São Paulo no ano de 1971, é uma escritora brasileira. Em seu livro "depois daquela viagem" ela fala sobre sua história de quando tinha 16 anos e pegou o vírus da AIDS. Seu livro foi lançado em vários países, principalmente na Europa e na América Latina, atualmente escreve e da palestras.


(Disponível em: pt.wikipedia.org/wiki/Valéria_Piassa_Polizzi

Acesso em: 07/04/2016)