Vanguardas Europeias

Semana de Arte Moderna

Artes Visuais - Cubismo

O cubismo é um tipo de arte considerada mental, ou seja, desliga-se completamente da interpretação ou semelhança com a natureza, a obra tem valor em si mesma, como maneira de expressão das ideias. A desvinculação com a natureza é obtida através da decomposição da figura em seus pequenos detalhes, em planos que serão estudados em si mesmos não na visão total do volume. Desta forma, um objeto pode ser observado de diferentes pontos de vista, rompendo com a perspectiva convencional e com a linha de contorno. As formas geométricas invadem as composições, as formas observadas na natureza são retratadas de forma simplificada, em cilindros, cubos ou esferas. O cubismo nunca atravessou o limite da abstração, as formas foram respeitadas sempre. As naturezas mortas urbanas e os retratos são temas recorrentes neste movimento artístico.

fonte: http://www.infoescola.com/artes/cubismo/

Tipos de cubismo

  1. Cubismo Analítico: caracterizado pela decomposição das figuras e formas em diversas partes geométricas, é o cubismo em sua forma mais pura e de mais difícil interpretação.
  2. Cubismo Sintético: é a livre reconstituição da imagem do objeto decomposto, assim, este objeto não é desmontado em várias partes, mas sua fisionomia essencial é resumida. Algo muito importante nesta etapa é a introdução da técnica de colagem, que introduz no quadro elementos da vida cotidiana (telas, papéis e objetos variados), o primeiro a praticar esta técnica foi Braque.

fonte: http://www.infoescola.com/

Artes Cênicas - Expressionismo

Movimento alemão de vanguarda, começou no teatro por volta de 1909. Mostra o lado trágico, tenso e exagerado dos sentimentos humanos de forma grotesca (filmes de terror fizeram fama nessa época), sob influência dos pensamentos de Nietzche, Schopenhauer e Marx (política esquerdista/socialista). Como características, podemos citar:

- Quebra da linearidade do texto - voz em off, flashbacks, coro (explica o texto dentro do espetáculo - metalinguagem teatral).

- Interpretação exagerada - parece amadora, mas é propositalmente grotesca; muita maquiagem e expressões faciais intensas.

- Música de fundo exagerada, intensa, sombria.

- Iluminação para criar contraste claro-escuro.

- Cenário composto de partes como que improvisadas para dar impressão de amadorismo, exagero.

fonte: http://resumosgalois.blogspot.com.br/2010/09/artes-cenicas-de-expressionismo-ate.html

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METROPOLIS (1927)

Metropolis é uma mega cidade no ano de 2026 onde os poderosos vivem na superfície enquanto os operários trabalham duramente para manter o funcionamento local na chamada “cidade dos operários”, localizada na base daquela enorme estrutura. O governador local, Joh Fredersen (Alfred Abel), solicita ao inventor Rotwang (Rudolf Klein-Rogge) o desenvolvimento de um robô, buscando substituir o trabalho humano no futuro. Paralelamente, Maria (Brigitte Helm), uma espécie de líder espiritual, fala aos operários sobre a vinda de um mediador que irá salvá-los e pede que eles evitem o uso da violência. Mas o robô de Rotwang assumirá a forma de Maria para semear a discórdia entre eles. Só que Joh não imaginava que seu filho Freder Fredersen (Gustav Fröhlich) se apaixonaria por Maria.

Fonte: http://cinemaedebate.com/2010/08/05/metropolis-1927/

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Característica Expressionista

Em “Metropolis”, Fritz Lang apresenta um visual assombroso, que definiu os padrões do gênero ficção-científica, entrelaçando arranha-céus (que na época praticamente inexistiam na Alemanha), ruas apertadas e carros voadores, aplicando a regra básica do expressionismo, onde o visual imponente dos prédios sufoca o espectador, transmitindo a angústia da vida naquela grande cidade e o sofrimento dos pobres trabalhadores que sustentavam aquela sociedade. E é interessante notar como o aspecto físico tem função narrativa, já que os operários, localizados no nível mais baixo de Metropolis, de fato sustentavam a fatia rica da cidade com seu trabalho duro. A arquitetura, aliás, tem função narrativa em praticamente todos os filmes do expressionismo. “Descer” fisicamente realmente significava ser rebaixado, estar abaixo na pirâmide social.



As atuações em “Metropolis” são exageradas e caricatas, em parte porque no período era assim que se atuava, até pela dificuldade da falta do som (e da voz), mas muito por causa das características do expressionismo, que buscava externar de forma marcante os sentimentos dos personagens. Mas existe uma exceção. Maria, a pacífica líder espiritual dos operários, é interpretada com muito charme por Brigitte Helm, que também faz o papel do robô criado pelo cientista Rotwang a pedido de Joh Fredersen. Note a diferença na expressão de Helm quando interpreta o robô, sempre mais caricata, e quando interpreta Maria, com traços mais suaves no rosto.



A bela mensagem deixada por “Metropolis” (o cérebro e as mãos se encontram através do coração) fecha com chave de ouro esta obra-prima do cinema. Fritz Lang, antes de deixar a Alemanha, brindou os cinéfilos com este presente magnífico, que impressiona pela qualidade técnica e pela temática, que ainda hoje, mais de oitenta anos depois, continua atual.

Fonte: http://cinemaedebate.com/2010/08/05/metropolis-1927/

Musica - Futurismo

Os futuristas introduziram os ruídos em suas composições, postas para acabar com as limitaçoes aos timbres e ruidos, para Russolo a música tinha alcançado uma complexidade tão grande que ele concliu que a incorporação do ruído como parte da língua musical era a etapa lógica seguinte, armado com esse tipo de idéias Russolo criou o manifesto a arte dos ruídos, falando sobre a incorporação de sons como estouros, explosões, sussurros, sons de materias como a madeira e o metal, vozes de animais e de homens, gritos, gemidos… Os ritmos que indicou eram infinitos, mas havia sempre um elemento rítmico preliminar a uma parte. Existiam outro ritmos perceptíveis, mas são secundários.

Russolo e um outro Piatti Futurist projetaram os instrumentos chamados “Intonarumori” com uma espécie de alavanca, que eram das classes dos sons e foram projetados especialmente para desempenhos destes tipos de composições, com esse instrumento fez varios concertos.


Luigi Russolo não era o primeiro futurista para criar um manifesto na música. O primeiro manifesto era o Manifesto dos músicos Futuristas escritos em 1912 pelo compositor Balilla Pratella. com pontos como:
“Os músicos devem abandonar os conservatórios e os academies e compôr seu trabalho em uma atmosfera da liberdade completa.”

Os músicos Futuristas acreditaram que antes de tudo a música deve expressar a alma da sociedade para que foi composta. Durante a volta do século, viram esta alma nos avanços tecnologicos novos do tempo: o automóvel, os trens, os navios, e aviões.

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Giacomo Balla\Luigi Russolo - Macchina Tipografica

Luigi Russolo – Macchina Tipografica (1914)

O manifesto foi uma carta de Russolo a outro compositor italiano onde ele argumentava que, com o nascimento e disseminação das máquinas no século 19, nascia o “barulho” como matéria-prima não só de ruído do cotidiano dos centros urbanos, mas também da música. Deste modo, a composição musical formal (ou erudita, que no começo do século XX era justamente a música mais popular do mundo) deveria assimilar os fundamentos dos ruídos, do barulho e do maquinário industrial em sua estrutura, uma ruptura aos preceitos românticos e clássicos instrumentais e de partituras vigentes nos últimos séculos.

“O som musical é muito limitado em sua variedade qualitativa de tons”, diz Russolo no manifesto. “As orquestras mais complexas se resumem a quatro ou cinco tipos de instrumentos, variando em timbre: instrumentos tocados por arcos ou puxões, por sopros no metal ou madeira, e percussão. Segue a música moderna acerca este pequeno círculo, esforçando-se em vão para criar novas amplitudes de tom. Este ciclo limitado de sons puros deve ser quebrado, e a infinita variedade de ‘barulho-sons’ ser conquistada“.

  1. Rugidos, trovoadas, silvos, explosões e tiros;
  2. assobrigos, grunhidos e sopros;
  3. sussurros, murmúrios, chiados, balbuciação, borbulhas;
  4. gritos, estalos, zumbidos, crepitações, atritos;
  5. barulhos obtidos por batidas em metais, madeiras, superfícies, pedras, cerâmica, etc;
  6. vozes de animais e pessoas, gritos de animais e pessoas, berros, lamentos, uivos, soluços,, sustos, apreensões, etc.
Kraftwerk - Computer World

Kraftwerk - maio de 1981

Computer World é o oitavo álbum de estúdio criado pelo Kraftwerk, lançado em 1981. Foi lançado em alemão como Computerwelt. O álbum lida com temas como o surgimento dos computadores na sociedade.
Música futurista - El despertar de una ciudad (Russolo)

Luigi Russolo - 1914

Música composta por Russolo para os intonarumori, instrumentos produtores de ruído que ele inventou. O ruído é apresentado como o material de uma nova música, liberta do sistema temperado, que explora a totalidade do campo sonoro.

Características do Futurismo:


- Desvalorização da tradição e do moralismo;

- Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;

- Propaganda como principal forma de comunicação;


fonte http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/futurismo.htm

Os reflexos no Brasil: Semana de Arte Moderna e Modernismo 1º Fase

A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, teve como principal propósito renovar, transformar o contexto artístico e cultural urbano, tanto na literatura, quanto nas artes plásticas, na arquitetura e na música. Mudar a produção artística, criar uma arte essencialmente brasileira, embora tendo como referência as tendências europeias. Essa era basicamente a intenção dos modernistas.

Durante uma semana a cidade entrou em plena transformação cultural, sob a inspiração de novas linguagens, de experiências artísticas, de uma liberdade criadora sem igual, com o consequente, rompimento com o passado. Novos conceitos foram desencadeados e talentos como os de Oswald de Andrade na literatura, Víctor Brecheret na escultura e Anita Malfatti na pintura.

O movimento modernista no Brasil se dividiu em fases. A primeira fase caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do movimento renovador e pela divulgação de obras e ideias modernistas. O movimento Pau-Brasil defendia a criação de uma poesia primitivista, construída com base na revisão crítica de nosso passado histórico e cultural e na aceitação e valorização das riquezas e contrastes da realidade e da cultura brasileiras.

Na literatura, temos como exemplo o livro "Remate de Males", de Mário de Andrade, publicado em 1930. Reúne diversas composições do autor, em vários estilos, escritas durante os anos 20, desde o vanguardismo até a lírica equilibrada e contida, passando pelo nacionalismo. Na pintura, temos como exemplo a obra “ Carnaval em Madureira”, de Tarsila do Amaral, na qual é uma retratação de uma uma cena comum do Brasil sob o ponto de vista da artista.

Poema - Poética (Manuel Bandeira)

Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente

protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário

o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja

fora de si mesmo

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante

exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes

maneiras de agradar às mulheres, etc

Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

Análise

O poema Poética é um manifesto modernista - metapoema = poesia que fala de poesia.

Muitas propostas da “fase heróica” do Modernismo (1922-1930) estariam incorporadas à sua poesia, entre elas: a fusão prosa/poesia, versos brancos (sem rimas), versos livres (sem métrica), nova utilização de sinais gráficos (linha pontilhada para indicar a respiração, por exemplo), o diálogo, o humor negro e a linguagem coloquial.