Rachel de Queiroz

"A vida é uma tarefa que não pode ser dividida com ninguém."

RACHEL DE QUEIROZ

Rachel de Queiroz GOIH (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira.1


Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões.2 Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994, na ocasião do centenário da instituição.

"Minhas mulheres são danadas, não são? Talvez seja ressentimento do que não sou e gostaria de ser." - Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz foi uma mulher que viveu de e para o ofício de escrever, o que era raro para o seu tempo, e continua sendo nos dias de hoje. De qualquer modo, seja representando a mulher como ser oprimido, atado às amarras da ideologia patriarcal, que subjuga o sexo feminino, seja criando figuras engajadas no processo de transformação social, que reivindicam o direito de preservação da identidade, seja ainda representando mulheres liberais, capazes de decidir o rumo que desejam imprimir à própria história, o fato é que a tradição da literatura de autoria feminina está consolidada no Brasil, e sem dúvidas a escritora cearense contribuiu decisivamente para essa consolidação. Rachel de Queiroz é autora de uma literatura cujo foco se encontra na terra e nas mulheres de sua região, nos embates com que se deparam, por isso considerada autora “regionalista”. Porém, o fato de ter como cenário o interior nordestino não impede que a sua obra tenha um alcance nacional, na medida em que revela e denuncia as mazelas de uma sociedade conservadora e injusta, regida pelos valores arcaicos da estrutura patriarcal, que não se restringiam ao sertão nordestino. A literatura da autora se constrói, assim, pelas brechas possíveis entre a luta da nova mulher (nordestina, mas não só) que busca se impor, e a ideologia patriarcal que tenta encerrar a mulher no espaço da casa e dos afazeres domésticos, cíclicos como a ameaça da seca que paira sobre seus corpos.

MINISÉRIE MEMORIAL DE MARIA MOURA

Adaptada da obra homônima de Rachel de Queiroz, apresenta a saga de uma mulher contra a submissão feminina na sociedade patriarcal do século XIX.
memorial de maria moura 7