Tempos Modernos

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Jovem é preso após comprar drogas com dinheiro roubado no bairro Vinhosa

Uma auxiliar administrativo de 26 anos foi surpreendida ontem, por volta das 19h50, na Rua Vinhosa, no bairro Vinhosa. Um jovem arrancou de suas mãos a bolsa contendo R$ 243 em dinheiro, documentos e cartões bancários. Devido a violência a vítima ficou com dores no braço.

A Polícia Militar foi acionada e o suspeito foi localizado descendo o Morro do Castelo, onde teria comprado cinco pedras de crack com parte do dinheiro roubado. Quando percebeu a aproximação da viatura, o jovem engoliu a droga.

Através de imagens de uma câmera residencial, os policiais confirmaram o envolvimento do então suspeito, identificado como José Rodolfo Leite de Souza, de 21 anos, residente na Rua Zoelo Sola, no bairro Frigorífico. Os policiais encontraram a bolsa da vítima no Colégio São José, que se encontra desativado. Com a guarnição o jovem confessou o roubo, porém, durante depoimento se resguardou no direito de permanecer em silêncio.

José Rodolfo Leite de Souza foi preso em flagrante por roubo e ficou detido na Delegacia Legal de Itaperuna.

Reportagem de Jorge Luiz

Editorial

O estado de dependência física e psicológica levou o indivíduo a perder o limite entre o homem e o animal. Seus instintos falaram mais alto e o fizeram a roubar para alimentar sua depencência. A droga causa no homem a chamada zoomorfização, que é a aproximação do homem ao animal, pois suas atitudes refletem apenas seus instintos, suas vontades.

Casal acusa concessionária BMW de racismo contra filho de 7 anos no Rio

Uma ida à concessionária da BMW Autokraft, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde de sábado (12), deixou o casal Ronald Munk e Priscilla Celeste indignado. Pais de cinco filhos, foram à loja acompanhados do caçula, de 7 anos, que é negro e adotado, em busca de um automóvel novo para família. Enquanto conversavam com o gerente de vendas sobre os carros, dizem ter sido surpreendidos com uma atitude preconceituosa do funcionário quando a criança se aproximou dos três. O BMW Group enviou uma nota ao G1 em que pede desculpas ao casal.

O casal contou como foi a conversa do gerente. "Ele disse: 'Você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja. Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes'", contou a professora Priscilla, lembrando que o gerente não havia se dado conta de que o menino era filho do casal.

“Imediatamente peguei meu filho pela mão e saí da loja. Somos clientes da concessionária há anos. Inclusive temos um vendedor que sempre nos atende. Esperamos dias por uma retratação, não tomamos nenhuma atitude imediata e não acionamos a polícia para preservar nosso filho”, acrescentou.

Ronald, que é consultor, conta que não é a primeira vez que acontece esse tipo de situação com seu filho, e que indagou o gerente sobre a sua atitude.

“Cheguei a perguntar o motivo daquela reação. Quando eu afirmei que aquela criança negra era o nosso filho, ele ficou completamente sem ação, gaguejou e pediu desculpas. Sem entender nada, nosso filho chegou a questionar por que não aceitavam crianças naquela loja já que havia uma televisão passando desenhos animados”, diz o consultor.

Na nota da assessoria de imprensa, encaminhada nesta quarta-feira (23) ao G1, o BMW Group informou que tomou conhecimento do fato em e-mail enviado por Ronald e Priscilla, em janeiro deste ano. Veja a íntegra da nota abaixo:

Nota da empresa
"O BMW Group gostaria de esclarecer que tomou conhecimento dos fatos relatados na matéria abaixo, através do e-mail enviado em 16/01/2013 pelos Senhores Ronald e Priscilla Munk e prontamente solicitou esclarecimentos à concessionária Autokraft através de uma notificação entregue na mesma data.

O BMW Group informa ainda que nenhum funcionário seu esteve presente na data do acontecimento narrado, não podendo dessa forma atestar a veracidade dos fatos relatados por parte dos clientes, tão pouco da concessionária.

Confirmamos que o BMW Group, apesar de não ter conhecimento dos fatos, em respeito aos seus clientes, enviou mensagem aos mesmos, desculpando-se pelo ocorrido e explicando a sua relação jurídica e comercial com a concessionária, a qual é regida pela lei nº 6729/79, que proíbe o BMW Group de adotar qualquer postura que influencie a gestão administrativa da concessionária e desautoriza a empresa a intervir ou influenciar nas atividades diárias de seus concessionários."

Retratação da BMW
Ronald e Priscilla aguardaram quatro dias por uma retratação da concessionária. Segundo eles, a pretensão não era acionar a Justiça, e sim não deixar que esse fato acontecesse novamente e com outras pessoas. Decidiram, então, enviar um e-mail para a BMW Brasil relatando o ocorrido.

A reposta veio rapidamente através do gerente regional de vendas. No e-mail, a empresa diz lamentar o fato ocorrido, pede desculpas pela situação e enfatiza que o compromisso da BMW é prestar um atendimento com excelência.

O casal agradeceu a resposta, sobretudo por reconhecer que o fato realmente ocorreu nas dependências da loja, mas não achou que somente isso era suficiente. Os pais exigiram então uma reposta sobre quais medidas seriam tomadas em relação ao funcionário e como a empresa agiria para que esse fato não acontecesse nunca mais.

Sete dias após o incidente dentro da loja, um novo e-mail com o assunto “desculpas” foi enviado ao casal, desta vez por um representante da Autokraft. Nele, a empresa se diz ciente do ocorrido e afirma que o gerente da loja “entendeu que o casal não estava acompanhado por qualquer pessoa, incluindo a criança. E já que ela estava absolutamente desacompanhada na loja, o funcionário teria alertado o garoto que ele não poderia ali permanecer e que tudo não passou de um mal-entendido”. O correio é finalizado com a seguinte mensagem: “Tenho imenso prazer em tê-lo sempre como cliente amigo”.

Editorial

O que leva o vendedor a agir dessa forma? Os esteriótipos criados pela sociedade para julgar uns aos outros, fizeram com que o vendedor agisse de forma preconceituosa. A raça negra é parte desse preconceito tanto pela sua diferença racial quanto pelo seu status na elite brasileira. A sociedade assim corrompe o próprio indivíduo, fazendo com que ele pense e aja de forma influenciada pelas idéias da sociadade. Dessa maneira, o indivíduo acaba agindo de forma marginalizada, não somente pelos ideais criados pela sociedade, mas também por ele mesmo.

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