Rodrigo Francisco

Diretor do Teatro M.de Almada, 12 de maio, BE Elias Garcia

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A Companhia de Teatro de Almada

A Companhia de Teatro de Almada nasceu em 1978, quando o Grupo de Campolide (fundado em 1971 por Joaquim Benite) se instalou no teatro da Academia Almadense, aí mantendo-se até 1987 e inaugurando em 1988 o Teatro Municipal de Almada, sito no antigo mercado de abastecimento municipal, e em 2006 o novo Teatro Municipal Joaquim Benite, dito Teatro Azul: um projecto audaz dos arquitectos Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, concebido de raiz para o funcionamento da Companhia e prossecução do seu projecto teatral, no contexto de um programa de desenvolvimento regional integrado (Rede Nacional de Teatros e Cine-teatros municipais). Com a morte de Joaquim Benite, o fundador da Companhia, esta passou a ter como Director Artístico Rodrigo Francisco, seu assistente desde 2006. Entre as características principais do trabalho desenvolvido nos últimos anos pela Companhia de Teatro de Almada, merecem referência:
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Rodrigo Francisco, encenador

Formado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa, estreou-se

na escrita para teatro com Quarto minguante (2007), que conheceria uma versão

televisiva e duas traduções – em Espanha, pela revista Primer Acto, e em França, pelas

Éditions l’Oeil du Prince. Escreveu ainda Tuning (2010), peça nomeada pela SPA para o

Prémio de Melhor Texto de Teatro Português estreado nesse ano. Fez a sua formação

teatral com Joaquim Benite, de quem foi assistente de encenação em textos de Molière,

Saramago, Bernhard, Brecht, Shakespeare, O’Neill, Feydeau; e nas óperas A clemência

de Tito, de Wolfgang Amadeus Mozart, O doido e a morte, de Alexandre Delgado, e A

rainha louca. Encenou Falar verdade a mentir (2011), de Almeida Garrett, Dança de

roda (2012), de Arthur Schnitzler, Negócio fechado (2013), de David Mamet, Um dia os

réus serão vocês: o julgamento de Álvaro Cunhal (2013), a partir das transcrições do

julgamento de Cunhal em 1950 (uma ideia original de Joaquim Benite) e Em direcção

aos céus (2013), de Ödön von Horváth. Recentemente, assinou a dramaturgia e a

encenação de Kilimanjaro (2014), um espectáculo construído a partir de vários textos de

Ernest Hemingway, e foi assistente de encenação de Luis Miguel Cintra em Hamlet

(2015), de William Shakespeare, numa co-produção inédita entre a Companhia de

Teatro de Almada e o Teatro da Cornucópia. É director artístico da Companhia de Teatro

de Almada e do Festival de Almada.