Atividade de Pesquisa e Análise

Violação dos Direitos Humanos

Violação dos Direitos Humanos - Artigo 18: Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento

Quando falamos de Direitos Humanos, é indispensável falar sobre a liberdade de pensamento e expressão. O artigo 18 é aquele que, no documento da Declaração Universal dos Direitos Humanos, fala e esclarece este assunto. Entretanto, é notória a violação deste direito tão essencial. Como e por que isso é feito? O que podemos fazer para resolver ou, ao menos, reduzir o problema?

A intolerância, o ego e a falta de compreensão e aceitação são os principais fatores que levam a violação do direito a liberdade de pensamento e expressão. Em pleno século XXI, ouvir ou presenciar algum relato de violência, que envolva questões como religiosidade, sexualidade, maneira de agir ou pensar, não é algo incomum. Isso se deve ao grande estado de incapacidade humana de aceitar, entender, compreender o próximo, o desconhecido, o diferente. Esta falha, que ainda há de permear a sociedade por mais alguns anos, pode levar a casos simples de discussão, ao mesmo tempo em que leva a casos mais graves, como o preconceito étnico, cultural e religioso.

Não há um exagero em relação ao preconceito? Ou seria apenas mais um fato isolado?

Não. Apesar de muitas vezes não sermos expostos a esse problema com clareza, o preconceito sempre esteve (e se nada for feito, sempre estará) por aí, embaixo das cobertas, oculto em mentes fechadas, mas está ali, e mais perto do que parece, para ser exato. Enquanto lê este artigo, alguns milhares de inocentes são recriminados pela sua opção sexual, outros milhares pela sua crença religiosa e outros milhares pelo seu tom de pele. E o que estes fizeram ao mundo? Absolutamente nada. Estão sendo tratados desta maneira repudiosa e egocêntrica apenas por serem o que são, e nada mais.

Acabar com os problemas relacionados à liberdade de pensamento e expressão é possível?

Sim, sempre foi e sempre será, desde que a população esteja apta pra tal. E o fim deste problema começa na educação dos jovens, dos nossos filhos, dos nossos netos. Não é saudável, e muito menos sensato, privar os jovens da visão do que é diferente. Apesar de que, no fundo, não somos tão diferentes assim. Eu posso ser branco, você pode ser negro, outro pode ser homossexual e alguém mais pode ser devoto às práticas do candomblé. Mas no fim, somos humanos, e nada nos tira esta identidade.

Criar programas de conscientização, manifestações sem violência, que buscam a igualdade entre cor, sexo e religiosidade, pode ser outro passo para melhorar alguns aspectos.

O que ocorreria caso a Declaração Universal dos Direitos Humanos fosse amplamente cumprida?

Sem dúvida, o mundo seria um lugar muito melhor para se viver. Entretanto, ainda falta muito para atingir este estado de “utopia” que, por enquanto, parece mais uma ideologia. Mas, se trabalharmos juntos para que este sonho se concretize, talvez esta ideologia não seja tão fictícia assim, e talvez a utopia não esteja tão distante. E é de pequenas ações que praticamos que podemos retiramos grandes alianças de confiança, uma rede de cooperações que, se bem feitas, podem mudar o mundo e, por fim, “fazer valer” os direitos que nem deveriam estar escritos, mas engajados na mente de cada indivíduo. A intolerância, a falta de compreensão... não são um monstro de sete cabeças, afinal.

Alunos: David Ricardo (09); Lucas Santos Duarte (24); Matheus Blanco (31); Pedro Henrique Elias (34); Vitor Calvette (37)

Turma: 1º ano J