Gazeta Solidariedade

Ações solidárias em prol do bem comum

O que é ser solidário? Será que é apenas se importar e agir pelo outro? Apenas uma definição de dicionário não é suficiente. Assim, procuramos o lado prático da palavra, identificando e notificando algumas ações solidárias, dentre os mais variados campos de atuação, desde saúde até política.


Saúde

Um trabalho solidário realizado pela Universidade de Brasília que poucos conhecem é o “Doce Desafio”, este consiste em ajudar diabéticos e seus familiares a conseguir boa qualidade de vida. O projeto oferece cursos didáticos sobre a doença, higiene pessoal, alimentação, insulinização, controle glicêmico e atividades físicas, nas quais os participantes podem escolher entre diversas modalidades de exercício, como: hidroginástica, dança de salão, caminhada, musculação, entre outros. Os voluntários responsáveis por esse projeto são pessoas comuns de diversas áreas do conhecimento e são capacitados para as atividades e palestras.

Outro trabalho voluntário presente em Brasília é o exercido pela associação de Voluntários do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Criada em 1999, ela responsável por diversos serviços dentro do Hospital, envolvendo crianças e adultos. Dentre esses serviços os pacientes internados usufruem de bens como: estórias, lanches, cabeleireiros, pedicures e manicures.


Programa Doce Desafio

Esporte

Parte 1


Percebemos logo no inicio do filme Invictus, a divisão racial causada pelo apartheid, um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional Da na África do Sul, no qual os direitos da grande maioria dos habitantes (maioria negra) foram vetados pelo governo formado pela minoria branca, o que é intolerável. Nos dias de hoje o apartheid é inexistente, mas o preconceito racial ainda é presente na região

Com a entrada de Nelson Mandela na presidência da África do Sul, o país teve a chance de mudar essa divisão ocorrida pela raça. Ele proporcionou a interação de negros e brancos através do esporte rugby, o que ocorre muito na atualidade, a interação de diferentes grupos sociais e étnicos pelo esporte.

Invictus - Trailer (legendado)
Parte 2



"O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.
Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol. Atitudes intolerantes são comuns em partidas de futebol, tanto na relação torcida e time ,quanto dentro de campo entre torcida e torcida . No link abaixo pode-se observar torcedores do palmeiras revoltados por terem sofrido gol:

Após gol do Corinthians torcida do Palmeiras joga objetos no gramado!
Parte 3



A maioria dos esportes por si já é uma forma de inclusão social pois enfatiza bastante a parte do trabalho em equipe, afinal, são divididos em time. E mesmo assim, os atletas de esportes de prática individual precisam de ajuda para treinar, precisam de apoio, porque todos nós sabemos que ninguém chega ao topo sozinho. Logo, por precisarem uns dos outros, vão percebendo que ninguém é melhor do que ninguém, independentemente de suas raças, classes, entre outros. Todo esporte ensina direta ou indiretamente a disciplina, o foco, o respeito e, acima de tudo, a humildade. Esses são critérios necessários não somente no esporte, mas também na vida. O maior medo de uma pessoa diferente é ser "zoado" pelos outros que são julgados "normais" por sua diferença. Tudo o que ela quer é ser normal, ter amigos, sair para as baladas assim como todo mundo, mas por ser diferente não se sente confortável para isso. Ninguém é igual e, como dito anteriormente, ninguém é melhor do que ninguém. Então o que é ser "diferente"? Não é o fato de a pessoa ser negra, tímida, obesa, ter uma deficiência física ou mental,ou por ter um estilo de vida que não seja igual ao da maioria que a exclui da sociedade, mas o julgamento dos outros sem nem conhecê-la a faz se sentir tão diferente a ponto de não se socializar como talvez gostaria. Uma ótima solução para situações como essa são os esportes que utilizam a didática de se dividir em times, no qual uma pessoa necessita da outra para alcançar o sucesso. Esportes assim tem mais influência pois tem como princípio a união e tem como consequência uma certa inclusão com as pessoas entre si.

Parte 4


"Porque não existem mais competições em que não haja apenas um vencedor? Uma Competição onde todos saem vencendo, onde o objetivo principal não é apenas ganhar um trófeu, mas sim a sua realização pessoal. Essa teoria vem sendo trabalhada há anos por diversas instituições, porem é um assunto bem complicado, pois é realmente bem difícil juntar competitividade sem saber que terá um vencedor.
A maratona/meia-maratona é um ótimo exemplo disso, o atleta não fica feliz apenas por ganhar ou não, mas sim por ter conseguido completar a prova. Se tornando um objetivo pessoal. Em um mundo tão competitivo é delicado tratar de uma competição sem vencedores, porém propomos uma competição inovadora, que ganha que mais participa e mostra espírito esportivo e de equipe.
O programa consiste em indivíduos que constantemente se juntam e realizam atividades internas coletivas, como espetáculos artísticos e culturais. Realizando assim um intercambio cultural entre os competidores.
Todas os participantes são premiados ( a não ser que ocorra condutas antiéticas, por parte de determinado participante/grupo), sendo assim, todos são vencedores. A premiação ocorre de acordo com o grau de participação da pessoa nos espetáculos, esportes e atividades.
A pessoa que não mostrar espírito de equipe, ética, moral esportiva, não será beneficiado com a festa de comemoração final.
Dentro desse grande espetáculo cultural, cada pessoa esta “por conta própria” , ou seja, não depende de outras pessoas para ganhar, pois muitas vezes acontece de haver uma ou mais pessoas no grupo que não participam em nada e ganham a premiação da mesma maneira que a pessoa que se esforçou e deu o melhor de si.
Seguindo essa lógica, todos se juntam para realizar atividade diárias em conjunto , diretamente administrada por juízes que julgarão a participação do individuo.
Pelo exposto, essa “competição” foge dos padrões, mostrando que é possível realizar uma disputa no qual não há perdedores , e sim todos vencedores."

Parte 5



O novo jogo, inventado por um grupo subordinado ao jornal, consiste em uma variação da conhecida queimada. Nesta variação, jogam 2 times de 6 pessoas, mais 8 pessoas (que durante o jogo ficam sésseis, delimitando o campo de jogo) e duas bolas. Os jogadores de ambos os times podem andar livremente pelo campo delimitado pelos jogadores de fora, e podem passar a bola (tabelar) com os mesmos. Os 2 times são divididos em 2 grupos de 3 integrantes, um grupo com colete e outro sem. O grupo com colete não pode ser queimado pelo outro time, mas pode ser queimado pelas 8 pessoas que ficam ao redor do campo. O inverso ocorre com aqueles que estão sem colete. Assim, os jogadores com colete deverão proteger os que estão sem colete e vice-versa. O objetivo do jogo é desenvolver a capacidade dos alunos de integração, cooperação e estratégia de jogo.

Educação

A proposta que trazemos para este trabalho refere-se a

pesquisas sobre educadores e seus diferentes pontos de vista em relação ao método de repasse de conteúdo aos alunos. A pesquisa questiona diferentes pontos de vista, formas de reintegração deste indivíduo em seu meio de convivência, a reação de alunos que retomam os estudos depois de anos de ausência na escola e ainda outros meios de auxílio destes indivíduos.



O Projeto Educação Solidaria tem crescido bastante e auxiliado na educação de crianças, adolescentes e adultos. Eu, Luciana Prudente, aluna do colégio Marista de Brasília entrevistei a educadora Telma Lima, que trabalha com Educação Profissional de adultos na área da Saúde.



O projeto Educação Solidária cresceu nos últimos tempos. Você pratica algum tipo de trabalho voluntário relacionado a essa área?


Sim. Eu trabalho com educação profissional, normalmente procurada depois do Ensino Médio para possibilitar, mais rapidamente e com mais facilidade, a inserção no mercado de trabalho dos alunos.


Qual o método que você utiliza para “repassar”o conteúdo para seus alunos?


As aulas são bem divididas. São indispensáveis aulas teóricas. As outras são as aulas práticas, principalmente em laboratórios com profissionais específicos para cada matéria, as quais chamamos de componente curricular. Um dos exemplos é o curso de enfermagem, no qual 80% da carga horária de aula são aulas práticas desenvolvidas entre eles (os próprios alunos), como por exemplo atendimento para comunidade.


Você utiliza métodos de ensino (jogos, brincadeiras, aulas ao ar livre) que não são tradicionais para que os seus alunos tenham maior rendimento escolar?


Sim. Usamos vários métodos como jogos criados pelos alunos e relacionados ao componente curricular. Não usamos jogos já existentes. Usamos seminários apresentados para toda a escola, projetos mostrados em feiras de ciência. Um deles é o SNCT, que acontece anualmente na esplanada. Outro método é a participação de eventos com públicos carentes, nos quais os próprios alunos colocam em prática tudo o que aprenderam em sala de aula.


Nos dias de hoje, observamos um alto índice de alunos que deixam a escola na fase criança ou adolescente e, após alguns anos, retomam para a sua vida escolar. Quais dificuldades estes alunos enfrentam e como encaram isso?


Normalmente crianças e adolescentes abandonam a escola por três motivos mais frequentes. São eles: a inserção no mercado de trabalho, problemas financeiros ou com a família e, poucos, devido reprovação. Apesar de serem adultos, quando o motivo é relatado alguns chegam a chorar e acabam expondo toda a situação de sua desistência.


Como os indivíduos são inseridos de volta ao mercado de trabalho após passarem por todo o processo de reeducação (para os que largaram a escola durante a infância/adolescência e retomaram aos estudos depois de algum tempo)?


Quando os alunos conseguem a aprovação do curso técnico eles preenchem um mini currículo que é entregue a unidade de inclusão e cidadania (UIC). Assim, as empresas entram em contato com os estudantes e, conforme o pré requisito, o aluno é encaminhado para a entrevista de emprego.


Vários jovens largam os estudos a procura de trabalho para poder dar melhores condições de vida para sua família. Existe pressão psicológica que levam estudantes a fazer isso?


Sim. Isso ocorre devido à falta de alimentação, de vestuário e pelo sentimento de sofrimento que leva o aluno da educação profissional a largar o curso em busca de um emprego.


Observamos a presença de muitas pessoas que se formam, mas não conseguem exercer seu devido papel no meio de trabalho e são chamados de analfabetos funcionais. O que pode ser feito para que este indivíduo possa conquistar maior

desempenho?


Em minha área isso não é recorrente, porém detectamos que muitos alunos saem certificados do Ensino Médio, mas mal dominam matérias básicas como português e matemática.



Religião

Trabalho feito há 170 anos na surdina


“A caridade é universal e recíproca: os pobres servem os pobres”.


Os vicentinos são uma comunidade guiada pelo espírito de São Vicente de Paulo, é um movimento católico internacional de leigos. Cada membro colaborador é chamado de vicentino. Em Brasília, foi implantada a Sociedade de São Vicente de Paulo, conhecida por SSVP, em 1958 fundada pelo saudoso Padre Roque, no Núcleo Bandeirante.


Os vicentinos prestam assistência voluntária e absolutamente gratuita através de visitas domiciliares semanais a mais de 150 mil famílias carentes, sobretudo idosos, doentes, viúvos e desamparados. Nessas visitas semanais, distribuem 900 mil quilos de suprimentos e encaminha providências para as necessidades de atendimento médico-hospitalar, de orientação cívica e religiosa, de cursos profissionalizantes e de construção de moradias para essas pessoas carentes.
A SSVP não discrimina ninguém, ajuda a todos que dela necessitam sem distinção de raça, cor, posição social e credo político ou religioso. Nenhuma forma de ajuda ou obra de caridade é estranha ao trabalho da SSVP, que mantém ainda o funcionamento de 580 asilos e 41 hospitais públicos localizados em diversos estados da federação.


A voluntariedade, a seriedade e o espírito de doação e a partilha situam a SSVP no prol das entidades mais respeitadas e reconhecidas no campo da promoção humana e assistência social em todo o mundo. As dimensões das dificuldades enfrentadas para a continuidade de um trabalho dessa importância fazem com que sempre busquem parcerias e ajudas junto às pessoas com elevado espírito de caridade e responsabilidade social. A Família Vicentina e com parceiros sociais há uma grande integração para levar adiante e não interromper sua luta contra o desafio de proporcionar dignidade e bem estar social a tantos brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.
Os vicentinos reúnem-se normalmente nas dependências de uma paróquia católica, onde buscam obter as doações de gêneros alimentícios, roupas, agasalhos, calçados, móveis e outros bens em bom estado de conservação e apropriados ao uso para serem levados os pobres nos locais em que assistem.


Sr Odilon Silva, um dos membros dos vicentinos, conta aos Arautos do Evangelho em uma entrevista. “Estou na Sociedade há 43 anos. Meu avô foi um dos fundadores da primeira Conferência Vicentina de Salesópolis (SP). Portanto, é uma vocação de família. Passei por todos os cargos: fundador da Conferência São Pio X, o Papa da Eucaristia, Secretário e Presidente de Conferência, Secretário e Presidente de Conselho Particular, Presidente de Conselho Central, coordenador de ECAFO (Escola de Caridade Antônio Frederico Ozanam, que é o curso de formação vicentina). Já fui Provedor da Santa Casa em Salesópolis e Presidente do Asilo. Atualmente, sou Presidente do Conselho Metropolitano de São Paulo. Não é uma questão de competência, mas de prática e dedicação. Como estou aposentado há 14 anos, agora tenho ainda mais tempo para me dedicar a ela” Mostra a união que existe entre os membros dessa sociedade, a voluntariedade, a necessidade e alegria de proporcionar aos pobres uma diva ao menos digna de ser vivida, com roupa, comida, saúde. Os vicentinos acabam fazendo um trabalho que seria feito pelo governo, o dever do governo garantir a todos o seus direitos, porém isso não é feito e por isso os vicentinos estão ajudando a todos.


Na Paróquia São Paulo Apostolo, no guará I, há uma comunidade de Vicentinos, eles recebem ajuda dos paroquianos para levarem roupas, sapatos, brinquedos, livros, doações em geral para que eles possam levar as famílias pobres.
Bruno, participante da sociedade de São Vicente de Paulo, na paróquia São Paulo Apostolo conta como é feito o trabalho dos vicentinos lá: “Trabalhamos para lucrar o que as pessoas comprar e não usam, como roupas, objetos, etc. Mas também, aos fins de semana, vamos até os lugares pobres no qual eles não têm chance de ter algo para comer. Não faço isso sozinho, há jovens de 16 a 23 anos que sempre ajudam”.


Os vicentinos já fazem esse trabalho há quase 170 anos, em surdina, sem ostentação nenhuma, sem alardes... Mas, eles fazem em nome da Igreja, nesse silêncio.

Paróquia São Paulo Apostolo – Guará I.


Política

Visão de um cientista político e uma doméstica sobre a PEC das domesticas


Este mês foi aprovado a PEC das domesticas que trouxe grandes discussões nas mídias, tanto do lado a favor contra do lado contra.


A 72° emenda constitucional trouxe um grande numero de direitos trabalhistas ao grupo das domesticas, que até então não tinha certos direitos garantidos pela constituição. Direitos como o FGTS, seguro desemprego ou indenização em caso de demissão sem justa causa foram acrescentados. Contudo, estes direitos aumentam as despesas dos patrões e podem trazer algumas demissões de empregados. Masserá que estes direitos compensam as demissões?

O jornal Gazeta Solidariedade entrevistou Rodrigo Pedrosa Lyra, formado em Ciência Política pela UnB, para ver as vantagens e possíveis desvantagens da PEC das domesticas.

Entrevistador - A PEC das domesticas trouxe o reconhecimento do trabalho das domesticas nas casas de família?


Rodrigo - Não. Acredito que o fato da proposta ter partido da Câmara dos Deputados evidencia apenas o poder de lobby dos sindicatos da categoria no Legislativo brasileiro. Ainda que seja interessante tornar todos os trabalhadores iguais perante à lei e corrigir uma dívida histórica, não houveram manifestações ou atos da sociedade civil em apoio à PEC. Por isso, acho que do ponto de vista moral, ou de reconhecimento, a emenda constitucional não mudou a relação patrão-empregado. Acredito que a maior mudança foi no bolso das famílias que agora deverão arcar com custos trabalhistas mais altos, o que, certamente, prejudicará aqueles trabalhadores que deveriam ser beneficiados pela PEC.


Entrevistador - A sociedade brasileira esta preparada para reconhecer e pagar o trabalho das domésticas?


Rodrigo - Não, mas não apenas a sociedade brasileira, como nenhuma sociedade na atual conjuntura econômica internacional. Muitos não percebem, mas aquela figura da empregada, frequentemente do sexo feminino e de pele mais escura, quase pertencente à família, que dorme e come na casa dos patrões, não é comum nos Estados Unidos ou na Europa. É, sem dúvida, um resquício tipicamente brasileiro da nossa “Casa Grande e Senzala”, que segue existindo por costume e que tenderá a desaparecer a partir do momento em que houver a contratação de diaristas, o que aparece como opção mais viável, visto que não há o custo de direitos trabalhistas.


Entrevistador - Com a PEC das domesticas haverá desemprego? E a emenda compensa este desemprego?


Rodrigo - Sim. É certo que a PEC, ao contrário do que provavelmente foi a intenção de seu autor, Deputado Carlos Bezerra (PMDB), aumentará o desemprego da categoria em curto e médio prazo. Do ponto de vista econômico, seria como se o preço do insumo aumentasse para as famílias a partir do momento em que os custos trabalhistas elevassem, por sua vez, os custos de contratação desses empregados. Isso ocorre ao mesmo tempo em que há diminuição do preço relativo de contratar-se diaristas, isto é, há claramente uma redução relativa no preço do bem substituto, no caso, a diarista sem direitos trabalhistas. Além disso, há maior do medo por parte das famílias em contratar empregados domésticos, devido ao risco de futuros processos trabalhistas, como por exemplo, os relativos ao pagamento das horas extras. Se a emenda compensa esse desemprego, acredito que do ponto de vista político sim, já que nenhum político gostaria de ser lembrado como crítico ou como alguém contra uma emenda que claramente passaria do Senado, tendo sido aprovada com 66 votos favoráveis e nenhum contrário. Há, portanto, ganhos eleitorais ao se apoiar esse tipo de emenda. Do ponto de vista dos trabalhadores e sindicatos, melhor perguntar a eles quando a profissão for extinta dentro de alguns anos.


Entrevistador - As leis impostas pelo governo serão difíceis de serem respeitadas pelos patrões?


Rodrigo - A emenda tornou-se norma jurídica de eficácia contida, daí a necessidade da regulamentação sobre como funcionará o segundo-desemprego, indenização em demissões sem justa causa, conta no FGTS etc. Parte do que foi proposto nessa regulamentação aprovada no dia 6 deste mês e que deverá passar novamente pelos plenários do Senado e da Câmara, antes da sanção presidencial, está a garantia de que seja feita fiscalização compulsória nas casas das famílias. Ainda assim, e sem me ater ao fato da provável inconstitucionalidade da entrada compulsória de fiscais nas casas das famílias, acredito ser muito difícil assegurar o respeito à norma. Na realidade, ela não será respeitada, uma vez que as famílias simplesmente não irão mais empregar esse tipo de funcionário.


Entrevistador - É necessário modificar a constituição (PEC) ou bastaria alterar a CLT (consolidação das leis do trabalho)?


Rodrigo - Não sou jurista, mas acredito que haveria a necessidade de alterar-se a Constituição, uma vez que no texto original, os direitos trabalhistas referentes à Consolidação das Leis do Trabalho não eram estendidos aos trabalhadores domésticos.

O jornal também entrevistou a trabalhadora doméstica Rosangela de Souza Ferreira para ter uma comparação de uma praticante do ofício.


Entrevistador - Para você, a nova lei afetou sua rotina de trabalho? Concorda com as normas?


Rosangela - Não mudou muita coisa, pois no meu caso durmo no local do trabalho. Não concordo com essa rigidez, pois como convivo com a família ha treze anos, sei da rotina das crianças, do que gostam e do que não gostam, da agenda corrida; então não tem como eu sentar ou ficar deitada até dar o meu horário ouvindo e vendo o corre corre de manha e à noite. Mas gostei de ver que de agora em diante muitos empregados domésticos terão seus direitos assegurados por lei.



Política no Esporte

Protesto contra gastos na Copa do mundo FIFA e na Copa das Confederações

Na manhã de Sábado, 15/06, cerca de 2.300 pessoas fizeram uma manifestação em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, protestando contra o gasto de verba publica em ventos esportivos como a Copa do Mundo e a das Confederações.

O Batalhão de Choque da Policia Militar do DF logo entrou em ação cercando o grupo de manifestantes. Após varias horas de protestos a policia dispersou o grupo de manifestantes com balas de borracha e bombas de efeito moral. 26 manifestantes e 6 policiais ficaram feridos.


Juventude

Juventude e a integração religião x diversão em prol do bem comum


Introdução:

A juventude de hoje em dia está ativa. Fazendo muitos trabalhos para melhorar a vida de muita gente, sendo a maioria dos voluntários para ajudar a população. Iremos falar aqui de três desses grupos jovens que são muito conhecidos entre a sociedade. A cor e o fogo missionário, a Jornada Mundial da Juventude(JMJ), Segue-me e o Grupo Terra.


Cor missionária e Fogo Missionário:


Juventude e Família Missionária é uma obra de apostolado internacional formada por jovens e famílias que buscam responder ao chamado da Nova Evangelização lançado pelo Papa João Paulo II, indo na casa das pessoas, fazendo atividades com crianças, chamando Cristo para vida delas.


Entrevistadora:

Para você, o que são as missões?


Entrevistada:
As missões para mim é uma forma importante de levar a palavra de Deus às pessoas que estão distantes da religião ou estão indecisos na sua fé e também uma forma de amor, caridade e de espirito de integração entre os apóstolos de Deus. Marta Grecy,40.

Conclusão:

Com as missões, você se aproxima de Cristo, conheçe muitas pessoas novas, aprende a dividir o ambiente por alguns dias com muitas pessas, trabalha a união, aprende novas músicas, faz o bem, conheçe novos horizonte.


Segue-me



Considerando que a expressão SEGUE-ME é um chamado de Cristo que oferece a todos a graça de descobrir sua vocação, o Encontro de Jovens com Cristo - SEGUE-ME, movimento da Igreja Católica Apostólica Romana, tem como principais objetivos: despertar nos jovens a visão cristã da realidade atual estimulando-os à adoção de responsabilidades e atitudes compatíveis, através da vivência dos ensinamentos do evangelho ,ampliar o diálogo e o bom entendimento entre jovens e adultos de forma a aprimorar o relacionamento familiar e comunitário e servir de instrumento evangelizador a todos os que fazem e/ou trabalham no encontro.


Entrevista:

Entrevistamos uma voluntaria do segue-me da Igreja São Camilo de Lelis para expor um pouco do que

trabalhar nesse evento católico , o nome dela é Ananda Beleza ,tem 21 anos ,é estudante de jornalismo(UNICEUB) e direito (UDF).


Entrevistadora:


Qual a importância do Segue-me para você?


Entrevistada:

O segue-me foi super importante não só para minha vida espiritual/religiosa, mas também para minha vida religiosa . Ele trouxe assuntos totalmente aplicáveis ao meu dia a dia como a convivência com minha família, amigos e pessoas mais próximas.O segue-me me aproximou mais ainda de Deus, fez eu repensar as minhas atitudes e tomas decisões baseadas no que presenciei lá.


Entrevistadora:


O que ele trouxe de positivo na sua vida?


Entrevistada:

Além da aproximação com Deus o segue-me me aproximou da igreja. Me fez entender um pouco a missa e querer conhecer mais a Bíblia. Alguns testemunhos que presenciei lá ate hoje guiam positivamente minhas decisões.


JMJ Rio 2013 - Vídeo Promocional

Jornada Mundial da Juventude



Jornada Mundial da Juventude é um evento religioso criado pelo Papa João Paulo II em 1984, que consiste na reunião de milhões de pessoas católicas, sobretudo

jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos e dura aproximadamente uma

semana em uma cidade escolhida no caso esse ano será no Rio de Janeiro. Nesse

evento vão jovens católicos do mundo inteiro em busa Nele ocorrem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows, tudo isso em diversas línguas.A participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja.


Conclusão:

É um encontro de corações que creem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.


OBRIGADO PAPA FRANCISCO

Grupo Terra


Ano passado pude participar de um projeto chamado TERRA é um grupo de jovens que tem como principal objetivo proporcionar a crianças carente um dia especial, esses jovens procuram fazer isto todos os anos com frequência. Quando fui chamada para participar achei um projeto interessante, é uma forma dos jovens de classe média alta verem a realidade de crianças que não tem as mesmas condições que eles. Esse grupo é coordenado por um grupo de jovens do Colégio Maristão, a muitos anos, mas a principio ele tinha um espaço para aprendizado no inicio das atividades com as crianças, depois um espaço de brincadeiras e um lanche, mas com o passar dos anos o grupo foi perdendo as forças e acabou deixando de lado o aprendizado, mais pelo fato dos coordenadores terem ficado mais velhos e terem cada vez menos tempo para se preocupar com o grupo, mas agora ocorreu uma renovação nos coordenadores para que novamente volte a ter o seu sentido e trabalho primordial, novamente esta sendo coordenado por alunos que estão dentro da instituição Maristão e que estão cada dia mais empenhados em buscar os primórdios do grupo, esse grupo está voltado a ser muito ajudado principalmente pelos alunos, que estão sendo cada vez mais frequentes nos encontros.


Pude fazer uma entrevista com uma das coordenadoras desse grupo para poder saber como foi e como é o funcionamento deste grupo. Ela me descreveu um pouco do desenvolvimento do grupo no decorrer dos anos e como ele está atualmente.

Conversando com a coordenadora Mariana Sidrim pude ouvir um pouco do que é o terra pra ela, quais as influencias que o grupo tem na vida dela, como ela vê o desenvolvimento do grupo, qual a reação das crianças, o que elas demonstram, o que significa o grupo para ela e o que ela sente após um encontro do TERRA.


ENTREVISTADA:
O terra consiste em uma ação solidaria, que realizamos com crianças e adolescentes de samambaia, uma cidade satélite de Brasília. Normalmente reservamos. A parte da tarde de uma sábado para nos dedicar a essas crianças e jovens, que sao carentes de amor carinho e afeto, proporcionando a eles um dia especial repleto de atividades e recreações e um lanche ao final. O grupo me traz um bem estar, um pensamento de ter feito uma boa ação, estou servindo a Deus, ajudando o próximo. O terra me mostrou outra maneira de ver a vida e as dificuldades que passo, pois cada criança vem com sua historia cada uma pior que a outra mas nem por isso o sorriso sai do rosto delas e eu reclamando de tão pouco, sempre faço essa reflexão. O grupo está sempre em constantes mudanças e desenvolvimento para garantir muitas melhorias. As crianças muitas vezes chegam arredias é preciso saber lidar com cada situação que é posta por cada uma, a maioria delas gostam muito e saem pedindo mais encontros sempre, elas muitas vezes demonstram afeto e carinho pelos voluntários que ficam brincando com elas, pois se apegam muito por receberem um carinho que muitas vezes não tem em casa. O terra me traz uma felicidade imensa a cada terra o grupo supera uma dificuldade e ajuda as crianças de alguma forma, é muito prazeroso ver o rostinho delas com um sorriso enorme quando estão indo embora. Gostaria de agradecer pela oportunidade de poder falar um pouco desse grupo que é fantástico e gostaria de convidar cada um que quiser para conhecer o nosso trabalho e nos ajudar a dar muito carinho a essas crianças.


Ações Solidárias

A fim de se aproximar do sonho de Marcelino Champagnat, na busca da plenitude de vida, a Instituição Marista propõe um programa de solidariedade onde busca propostas com a intenção de vencer a exclusão, a má distribuição de renda e a desvalorização da vida humana com comprometimento de aproximar os colaboradores e alunos ao projeto de Jesus Cristo que propõe no seu evangelho, "Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são os meus discípulos" São João, 13. Assim como toda a rede Marista propõe, o Colégio Marista de Brasília Ensino Médio (Maristão) realiza ações solidárias investidas pelo Núcleo de Pastoral que desenvolve diversos trabalhos como, Pastoral Juvenil Marista (PJM), Manhãs de Formação (Mansão Vida, GIRARTE e creches);Grupo Terra; Semana Champagnat.

PROJETO GIRARTE: -Uma Nova chance.


Uma das ações solidarias promovidas pelo Colégio Marista para alunos do Ensino Médio são as manhas de formação. Um dos projetos propostos é o Girarte que tem como objetivo proporcionar aos alunos a convivência da cidadania entre os jovens, participando de oficinas realizadas por ex moradores de rua em situações precárias e de vulnerabilidade que buscam o aprendizado e a introdução no mercado de trabalho. As oficinas integradas são Serigrafia, Estética e a Fabricação de doces e salgados. Esse processo é muito importante para os alunos para que juntos realizem esforços para diminuir as desigualdades sociais, do conhecimento de variadas realidades e a busca pela cidadania.


MANSÃO VIDA: -Ainda tem uma saída.


Outro projeto desenvolvido pela Manhã de Formação é a visita a Clínica de Reabilitação Mansão Vida localizada em Samambaia. Que procura por meio de suas atividades o recomeço, superaração de dificuldades e a cura de males que afetam o individuo. A instituição espera que a convivência ajude a integrar às normas estabelecidas por qualquer grupo social em que venha a conviver futuramente. Com o intuito de conscientizar e ampliar os conhecimentos dos jovens nos dias de hoje acerca das drogas, o Marista, proporciona aos alunos a oportunidade de vivenciar por uma manhã um momento de reflexão.


GRUPO TERRA: - Uma tade de amor


‘’O Grupo Terra de Solidariedade, formado por alunos e ex-alunos, realiza um dia de sonho para crianças carentes. São alugados brinquedos como cama elástica, para a diversão das crianças. Os voluntários vão fantasiados de personagens infantis. O grupo de voluntários é composto por volta de 60 integrantes da PJM, que dedicam a tarde para divertir e animar 60 crianças. São tardes de muita alegria e animação em que os voluntários trabalham o amor ao próximo, respeito e valorização à vida. Há distribuição de lanche e lembrancinhas que são compradas com dinheiro arrecado entre os voluntários.No final de cada evento percebemos o quanto podemos fazer crianças felizes por uma ação simples e a dedicação de várias pessoas. Queremos sim, agradecer ao Marista por essa oportunidade!’’

Brenda Marques - 3º ano (Coordenadora do grupo)


SEMANA CHAMPAGNAT: - Competindo pelo bem.


‘’As provas solidárias que fazem parte da Gincana Semana Champagnat tem por objetivo motivar os alunos a vivenciar o doar-se ao próximo. Tanto que no ano de 2012 teve como provas a doação de sangue, arrecadação de materiais de limpeza e materiais para oficinas profissionalizantes (salão de beleza, cozinha e serigrafia).Foram arrecadados vários materiais e também roupas que favorecerão as Instituições a realizarem bazares para arrecadação de capital que possa ajudá-las financeiramente também. A primeira Instituição beneficiada foi a Escola Maria Teixeira. O Centro Socioeducativo Santo Anibal também foi beneficiado com materiais de limpeza, roupas e uma quantia de dinheiro arrecadada pelos alunos.
A movimentação para ações solidárias não acabou, continuamos com a “Corrente do Bem”, para podermos arrecadar a quantia que falta para construção de uma brinquedoteca na escola Maria Teixeira. ‘’


charge

Nosso grupo também elaborou uma charge, ilustrando o tema solidariedade

Opinião

Cristolândia na Globo - ESTV

Cristolândia é um projeto de recuperação de dependentes químicos. O projeto consiste na recuperação de dependentes químicos, sem medicamentos, só com a palavra de Deus.


O projeto começou no dia 27 de março de 2010, foi criado pela missão Batista Cristolândia. Inicialmente os trabalhos começaram em São Paulo, na cracolândia, e depois se espalhou para as cracolândias dos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Distrito Federal.



No DF tem dois centros de atendimento: um na Ceilândia Sul e outro em Águas Lindas. No centro de atendimento da Ceilândia Sul, por dia, passam entre 10 a 20 pessoas, elas passam só o dia e depois vão para a casa de recuperação de Águas Lindas. Nesta casa de recuperação tem cerca de 120 internos, todos homens, e a faixa de idade é de 20 a 26 anos.


A voluntária Eucimeire Ferreira da Silva, de 35 anos, respondeu nossa pergunta sobre a motivação das pessoas participarem deste trabalho. Respondeu ela “...a maioria das pessoas abraça essa causa porque tem, de alguma forma, uma relação com esse problema, já teve ou tem membros da família envolvidos com drogas, ou teve experiência pessoal.”.