AIDS/ DST x Classes Sociais

Como isso nos afeta?

Depois daquela viajem - Valéria Piassa Polizzi

Valéria Piassa Polizzi era uma jovem como todas as outras. Aos 16 anos de idade, namorava um rapaz bem mais velho, de 25 anos. Namoro conturbado, ciumento, violento. E quente. Desinformada sobre os perigos das doenças sexualmente transmissíveis, aceitou quando o namorado quis transar sem camisinha, afinal, "ela não era p.uta" e só com p.uta é que era preciso usar preservativo. Dois anos depois do fim desse namoro, Valéria descobriu que era portadora do vírus da AIDS.A autora ainda relata seu sofrimento e o dos pais quando tiveram os resultados dos exames, o medo de encarar as pessoas e todo o tempo que passou sem contar ao restante da família e aos amigos que tinha a doença.Conviveu durante uns dois anos com os amigos sem lhes contar nada, morrendo de medo de que alguém descobrisse tudo, de que tivessem contato com seu sangue e também contraíssem a doença, com medo de ter um namoro mais sério. Ela termina o Ensino Médio, começa uma faculdade mas acaba desistindo do curso.Após isso, Valéria viajou para os Estados Unidos para fazer um curso de teatro, aprendeu a viver sozinha, fez novos amigos mas continuava com medo de contar para os outros que tinha HIV. Ela começou a ter alguns problemas de saúde, e ao procurar um médico, descobriu que existiam novos tratamentos e que a AIDS poderia ser controlada com medicação. No início, ela resistiu ao tratamento, pois estava esperando apenas sua morte chegar. Mas graças ao médico americano, que lhe incentivava, colocando-a em contato com outras pessoas que possuíam a doença e viviam normalmente, ela resolveu utilizar os remédios.Ao voltar ao Brasil, sua saúde piorou, ela passou alguns dias internada no hospital e só nesse momento conseguiu contar para os amigos e familiares que tinha AIDS. Recebeu o apoio de todos e percebeu que poderia e deveria levar adiante sua vida, sem o medo de morrer a qualquer momento, como ela tinha antes.

Os serviços de DST/AIDS nas unidades de saúde

CTA - Centros de Testagem e Aconselhamento Serviço estruturado para atividades de prevenção, aconselhamento e testes para DST, HIV/Aids e Hepatites B e C. O Atendimento pode ser anônimo. A equipe é composta por técnicos de diversas categorias profissionais.

SAE - Serviços de Assistência Especializada Serviço de saúde capacitado para atividades de prevenção, diagnóstico e tratamento para pessoas com DST/HIV/Aids, em nivel ambulatorial e Hospital-Dia. Conta com equipe multiprofissional, incluindo médicos em mais de uma especialidade.

CR - Centros de Referência em DST/Aids Serviço de maior resolutividade, estruturado como referência aos serviços de menor complexidade. Realiza os mesmos níveis de atenção de um SAE mas tem capacidade para procedimentos diagnósticos mais complexos como endoscopia, ultra-sonografia e radiologia.

AE - Ambulatório de Especialidades Serviços ambulatoriais no qual são atendidas diversas especialidades, incluindo equipe exclusiva para a prevenção e atendimento às DST/HIV/Aids.

2 de julho de 2013


O preço dos antirretrovirais (ARVs) de primeira e segunda linhas para tratar o HIV estão caindo devido ao aumento da concorrência entre produtores de genéricos.

“É bom que os preços dos principais medicamentos para HIV continuem a cair, à medida que mais empresas de genéricos competem pelo mercado, mas os novos medicamentos ainda estão muito caros”, disse Jennifer Cohn, diretora médica da Campanha de Acesso a Medicamentos.


Mas para os medicamentos novos contra o HIV, incluindo novas classes de ARVs, como os inibidores da integrase, a concorrência genérica é bloqueada, em grande parte, devido às patentes. Como resultado, são muito mais caros. O melhor preço possível para um regime de tratamento especial para casos em que o tratamento de segunda-linha fracassou fica em US$2.006 por ano nos países mais pobres – quase 15 vezes o preço do tratamento de primeira linha.

RS é o Estado com maior índice de casos de Aids por habitante

O sul do Brasil concentra 23% dos casos de Aids, com apenas 14% da população total do país. O dado chama atenção do Ministério da Saúde, que promete investimentos na região para reverter essa estatística. O número faz parte do Boletim Epidemiológico DST Aids, divulgado pelo ministério em coletiva de imprensa em Brasília.