Infeção Hospitalar

Mais vale prevenir do que tratar!

O que é?

É qualquer tipo de infeção obtida após a entrada do paciente num hospital ou após a sua alta quando essa infeção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar.

Critérios técnicos de diagnóstico

  • Observação direta do paciente ou análise de seu historial clínico;
  • Resultados de exames;
  • Quando não houver evidência clínica ou laboratorial de infeção no momento da internação no hospital, convenciona-se infeção hospitalar toda manifestação clínica de infeção que se apresentar após 72 horas da admissão no hospital;
  • São convencionadas infeções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos médicos realizados durante esse período;
  • Os pacientes transferidos de outro hospital são considerados portadores de infeção hospitalar do seu hospital de origem;
  • As infeções de recém-nascidos são hospitalares, com exceção das transmitidas pela placenta ou das associadas a bolsa rota superior a 24 horas.

Alguns fatores de risco

Existem diversos fatores que são considerados fatores de risco para infeções hospitalares, contudo, eles não têm necessariamente que ser a causa da infeção ou precede-la.


  • Aumento dos procedimentos invasivos nos pacientes, dado que os materiais utilizados podem danificar as barreiras epiteliais e mucosas, permitindo que os microrganismos consigam aceder diretamente à corrente sanguínea e aos tecidos dos pacientes. Podem também ser utilizados como “reservatórios” onde as bactérias podem posteriormente ser transferidas para outros pacientes.


  • Quando há carência de profissionais de saúde, surge a “falta de tempo” resultante da inadequada razão entre o número de funcionários em relação ao número de pacientes, tendo como possível consequência falhas no cumprimento de técnicas e rotinas previamente estabelecidas.


  • Se diminui o número de técnicos, pode haver um risco de aumento de transmissão de microrganismos através do contato direto com sucessivos pacientes (principalmente se não existir lavagem das mãos ou esta for feita de forma incorreta).


  • A contaminação extrínseca dos diapositivos venosos e das soluções administradas também pode ser um fator que leve a infeções hospitalares da corrente sanguínea.


  • Quando o hospital não tem as suas estruturas adequadas às suas necessidades, pode acontecer que por exemplo os doentes infetados estejam nos mesmos locais do que os "saudáveis".


  • Falta de atualização de conhecimentos por parte da equipa técnica acerca.


  • As caraterísticas dos pacientes, dado que por exemplo um doente subnutrido está três vezes mais susceptível a contrair uma infeção do que os outros.


  • Transferência de doentes de um hospital para outro, pois funcionam como possíveis disseminadores dos micróbios desse hospital para o outro.


Ref. Bibliográficas