BASQUETECNOLOGIA

No mundo globalizado, esporte e tecnologia correm juntos!

O BASQUETE

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O basquete nasceu em 1891, seu criador, James Naismith, professor de educação física, o desenvolveu após perceber a necessidade de motivar seus alunos a praticar esportes mesmo durante o inverno, que impossibilitava a prática ao ar livre e os limitava a entediantes aulas de ginástica. Preocupado em não criar um jogo agressivo como o futebol americano, Naismith chegou à conclusão de que o novo esporte deveria ter um sentido coletivo, ser jogado com uma bola manipulada pelas mãos e o alvo deveria estar distante do solo para que tivesse certo nível de dificuldade. A primeira partida oficial de basquete aconteceu no dia 11 de março de 1892, em que jogaram os professores contra os alunos da escola em que Naismith trabalhava. Desde então, o basquete disseminou-se pelo mundo, sendo hoje jogado por mais de 300 milhões de pessoas.

Atualmente, os principais campeonatos mundiais são os Jogos Olímpicos e o Mundial de Basquete, além dos campeonatos continentais, como o Pan e a Euroliga. Nos EUA, se destacam, em níveis internacionais, o NBA e o WNBA, masculino e feminino respectivamente. No Brasil, o principal campeonato é o Nacional CBB, disputado entre clubes, funcionando de forma parecida em que ocorrem o NBA e o WNBA.

Os campeonatos Mundiais de Basquete são organizados pela FIBA (Fédération Internationale de Basketball - Federação Internacional de Basquete em francês) em nível mundial. Já regionalmente, em cada continente, os campeonatos são organizados pela FIBA de cada continente (Ásia, África, Américas, Oceania e Europa).

A Argentina e o Brasil são os únicos países que sediaram por duas vezes o Campeonato Mundial de Basquete Masculino. A Argentina sediou o evento em 1950 e 1990, o Brasil em 1954 e 1963. Apenas na sexta edição, em 1970, o Campeonato Mundial de basquete seria realizado na Europa.

Apesar de o esporte ter uma grande relevância mundial atualmente, estando presentes em grandes eventos esportivos como os Jogos Olímpicos, apenas a partir do começo do século XX que o basquete difundiu-se pelo mundo, formando-se ligas, federações e campeonatos. Atualmente, o basquete é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA. Os Estados Unidos se destacam, tendo sua seleção consagrada como a campeã do basquete mundial em 2010. O país abriga a renomada National Basketball Association (NBA), que comanda os rumos dos lucrativos espetáculos de basquete, com shows e atrações entre os tempos dos jogos da liga. Vale acrescentar que os Estados Unidos é considerado o país com maior número de praticantes desse esporte em todo o mundo, sendo o basquete um dos três esportes mais jogados no país.

Já o país da famosa Seleção Canarinho ainda não atribuiu tanto prestígio ao basquete como atribui ao esporte que caracteriza o país, o futebol. Apesar do contínuo e recente crescimento desse esporte no Brasil, ainda faz-se necessário um grande investimento do governo e até da iniciativa privada, para que este se torne um esporte forte no Brasil. Só desta forma crianças terão oportunidades de crescimento e de treinamento, principalmente as carentes.

Desta forma, devido o pequeno espaço que esportistas brasileiros têm no país, muitos são levados para jogar no exterior, principalmente para a NBA. Isso ocorre tanto pelo pequeno incentivo do governo e pelo pequeno prestígio dado ao esporte pela população brasileira, tanto porque segundo Wlamir Marques da ESPN os jogadores que se destacam no país não poderiam ficam “jogando no Brasil com salários ridículos em função do que ganhariam jogando na NBA ou na Europa”. A NBA, considerada uma das mais importantes ligas de basquete a nível mundial, sendo os seus jogadores os que recebem os mais elevados salários do ramo.

Apesar de eventos populares como o Jogo das Estrelas em Brasília (02/03/2013) e a vitória por parte da Seleção de Brasileiros, ou a presença de grandes nomes na história de nosso basquete, como o nome de Hortência Marcari, é inevitável a comparação da qualidade do nosso basquete em aspectos mundiais. A participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 não foi boa. A seleção masculina de basquete foi eliminada nas quartas de final ao perder para Argentina, enquanto a feminina não conseguiu passar da primeira fase. Desta forma, a valorização do esporte é a única chave para sua melhora no cenário mundial.


TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NO ESPORTE

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No mundo atual o advento tecnológico beneficia as mais diversas áreas do cotidiano. A tecnologia da informação pode nos associar nas mais diversas tarefas, e também nos mais diversos níveis esportivos. No meio esportivo de alto rendimento, o desenvolvimento da tecnologia proporciona uma série de benefícios: a comunicação social e o uso da internet permitem a interação mais rápida entre atletas e treinadores, o que aperfeiçoa e desenvolve os treinamentos e permite fazer comparações com adversários e de diferentes desempenhos do mesmo atleta. Além disso, possibilita o diagnóstico médico à distância através da telemedicina, pela transmissão de imagens e vídeos de competições para os médicos, como ocorreu durante a Olimpíada de Londres, em 2012. É importante mencionar também que o crescimento da tecnologia da informação permite o maior acesso do público ao esporte, beneficiando ambos os lados: o atleta profissional que se sente encorajado e incentivado, com uma torcida, e o torcedor, que se inspira e busca novos meios de se exercitar.

No basquete a tecnologia pode aprimorar tanto o desempenho individual como da equipe. Através de imagens é possível analisar a intensidade com o que a bola é passada de um jogador para outro, o ângulo de arremesso, o posicionamento da mão, a colocação do time na quadra, a distância ideal que colegas de time deveriam se posicionar, entre outros importantes fatores no decorrer do jogo de basquete. Com a análise desses dados, há possibilidade de fazer correções e mudanças nas táticas do jogo e na maneira de cada jogador se portar durante treinos e partidas.

Na rotina de pessoas que não almejam ser atletas profissionalmente, muitas vezes o avanço tecnológico associa-se a falta de exercícios físicos, e problemas de saúde originados do sedentarismo, devido à automação de ações e a diminuição da necessidade de movimentação do ser humano, ao utilizar elevadores, escadas rolantes, jogos virtuais, que substituem jogos ao ar livre, por exemplo. No entanto, a realidade pode ser completamente contrária, através da associação da tecnologia a melhora da qualidade de vida. Primeiramente é necessário o alerta para não utilizar excessivamente produtos do advento tecnológico, que privam atividades físicas rotineiras. Mas o mais importante é usufruir da tecnologia de forma consciente. Temos a nossa disposição, atualmente, diversas informações na Internet, que nos possibilitam tanto pesquisar novidades no meio esportivo, como o acesso a descrições de doenças, desenvolvidas a partir do sedentarismo, com suas causas, precauções e consequências. Além da facilidade de ter em mãos acesso, através de aplicativos, muitas vezes grátis para celulares, a treinos, rotinas de atividade física, dietas alimentares, por exemplo.

Como podemos ver então a tecnologia vem para ajudar a aprimorar desempenhos esportivos nos mais diversos níveis e interesses físicos: tanto para atletas profissionais, tanto para aqueles que só querem melhorar a própria qualidade de vida. Se aplicando de diferentes formas nas mais diversas modalidades de esporte, através do compartilhamento mundial de informações.

A TECNOLOGIA NO BASQUETE: TRABALHO DE PESQUISA

OBJETIVO DO TRABALHO

O arremesso de lance livre é um dos movimentos essenciais do basquete. Pensando nisso, elaboramos um trabalho de pesquisa que visa o aprimoramento das habilidades técnicas dos alunos em teste e a comprovação de que a tecnologia e o esporte podem funcionar bem lado a lado. Este trabalho consiste na análise da postura corporal dos voluntários, identificação dos erros e acertos cometidos por eles e sugestões para melhor execução do lance livre com o auxílio da tecnologia de informação.

METODOLOGIA UTILIZADA

Para realização do trabalho três alunas foram filmadas e fotografadas durante a sequência de dez arremessos livres. A partir da análise dos resultados através das filmagens e das fotografias foi possível estabelecer uma comparação entre as posições das alunas e a posição desejada, e verificar então os pontos certos e errados, possibilitando a elaboração de sugestões para melhora da perfomance de cada arremessadora.

Após as sugestões feitas, os dez arremessos livres sequenciais foram repetidos, possibilitando a ánalise das semelhanças e diferenças das posturas nos dois momentos através de fotos tiradas durante o segundo momento, o que nos permitiu a visualização do progresso ou regresso de cada participante.

O resultado dessa análise nos possibilitou relacionar o uso da tecnologia de informação e seu uso no esporte, a partir das alterações das performances de cada arremessadora.

Abaixo temos a discussão dos resultados dos dois momentos, o segundo com o auxílio das sugestões à respeito do movimento das participantes. Contamos com vídeos e fotos para ilustração de nossa análise.

ARREMESSADORAS

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Bárbara Soares (nº 9), Paula Ferreira (nº 33) e Ludmila Boaventura (nº 27)

PRIMEIRO MOMENTO

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LUDMILA

Ludmila, a primeira voluntária, não foi capaz de convergir nenhuma bola. Seu desempenho não deixa dúvidas de que foi cometida uma série de erros. A aluna lançou a bola com a mão direita, porém posicionou a perna contrária à frente (imagem 1). Fora isso, durante a execução do movimento nota-se a grande distância entre seus pés (imagem 2), a elevação de uma das pernas durante o arremesso (imagem 3) e o posicionamento equivocado da bola na palma de sua mão (imagem 1). A maior de suas faltas foi a não flexão adequada dos membros inferiores (imagem 2).
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PAULA

Paula, por sua vez, foi quem obteve maior êxito ao convergir três bolas em dez tentativas. Paula cometeu alguns deslizes como posicionar à frente a perna contrária ao lado dominante (imagem 1), permitir uma distância maior do que a necessária entre os pés (imagem 2) e elevar uma das pernas durante a execução do movimento (imagem 3). Porém, no instante em que ampliou a flexão dos joelhos, apoiou a bola na base dos dedos e a fez girar na direção contrária a do lançamento, Paula realizou perfeitamente o sexto, oitavo e décimo lançamentos.
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BÁRBARA

Bárbara, a última analisada, convergiu dois de dez arremessos, sendo estes o sexto e o sétimo. Ao contrário das outras tentativas em que elevou uma das pernas (imagem 1), não flexionou adequadamente os joelhos (imagem 2) e apoiou a bola na palma da mão (imagem 2), a aluna efetuou adequadamente os arremessos número seis e sete. O acerto dos arremessos foi consequência da inclinação dos joelhos, da redução da distância entre os pés, não elevação das pernas e da utilização dos dedos para melhor direcionamento da bola, o que proporcionou a rotação desta na direção contrária ao arremesso, culminando em um bom desempenho no lance livre. O posicionamento da aluna Bárbara que chegou o mais perto da posição considerada ideal para o bom desempenho do arremesso livre, levando em consideração as outras arremessadoras também, pode ser vista da imagem 3.

QUAL É O IDEAL AFINAL?

Após a análise do desempenho das alunas, é possível perceber deslizes comuns e mais frequentes, como o posicionamento da perna contrária ao lado dominante e a não flexão adequada dos membros inferiores. Objetivando uma melhora no desempenho dos voluntários na execução do lance livre, listamos alguns fatores que favorecem a convergência perfeita de arremessos: lembre-se de colocar a perna correspondente ao braço executor do lançamento à frente; o cotovelo deve apontar para o joelho; não permitir a existência de uma grande distância entre os pés, para evitar a rotação do tronco; tentar posicionar o dedão do pé da perna que fica à frente de modo à apontar para o centro do quadrado da tabela de basquete; flexionar as pernas, pois isso proporciona maior impulso à bola; apoiar a bola na base dos dedos e não na palma da mão; levantar sutilmente a ponta dos pés, como um salto alto; e claro, fixar o olhar no alvo, a cesta.

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SEGUNDO MOMENTO

A partir das correções e sugestões feitas pelo grupo, obtivemos diferentes resultados no desempenho de cada arremessadora. Bárbara, que antes só havia acertado duas cestas, foi capaz de converter o dobro de arremessos, obtendo um bom resultado em quatro cestas em dez arremessos. Já Paula, que inicialmente tinha convertido três arremessos, teve seu desempenho prejudicado, acertando apenas uma cesta. Ludmila foi a única que não obteve uma alteração em seu resultado, permaneceu não convergindo nenhum dos arremessos.

LUDMILA

Apesar de não ter havido mudança nos resultados dos arremessos feitos por Ludmila, observa-se claramente o melhor desempenho em relação, por exemplo, ao direcionamento de seu lance livre. Podemos atribuir então sua maior dificuldade em acertar a cesta à ausência de força muscular, típica em mulheres.
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PAULA

Já com a participante Paula, fica evidente a dificuldade que muitas vezes há de incorporar as recomendações feitas, seguindo-as corretamente. Pode-se observar tal fato quando a participante tira o pé do chão ao arremessar a bola. Além disso, a sensação de obrigatoriedade de melhorar e o posicionamento fixo deixou a arremessadora nervosa e mais focada em se posicionar corretamente do que em alcançar seu objetivo principal: converter o maior número de arremessos possíveis; acarretando então seu prejuízo, já que seu desempenho foi inferior às tentativas feitas anteriormente.
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BÁRBARA

Bárbara foi a participante que obteve o melhor resultado, confirmando que o movimento em estudo, o arremesso livre, pode ser aprimorado a partir da observação com o auxílio de tecnologia de informação. Como a arremessadora seguiu todas as recomendações estabelecidas, conseguiu duplicar o resultado das primeiras tentativas. Nota-se que a partir do momento que percebe o quão mais fácil se torna o movimento ao seguir as orientações, Bárbara consegue repetir a posição que a deixou segura, chegando a acertar três arremessos seguidos.
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ESPORTE E TECNOLOGIA: ESSA UNIÃO FUNCIONA?

Com base nos resultados totalmente distintos da experiência, podemos observar que a tecnologia pode ser uma grande forma de aprimorar o desempenho atlético, corrigindo posturas incorretas, por exemplo, mas, no entanto, não funciona de forma isolada, ou seja, o aparato tecnológico não garante o melhor rendimento do atleta, é imprescindível uma série de cuidados. Dentre eles, para que o desempenho seja otimizado é necessário passar corretamente as informações e instruções visando à melhora do desempenho atlético, portanto é preciso que haja um bom relacionamento técnico-atleta. Além de também ser necessária a correta compreensão do atleta para com as orientações dadas e sua capacidade de absorção destas, sendo essencial uma boa coordenação motora, por exemplo.

VOCÊ SABIA?

· O basquete em cadeira de rodas é uma modalidade que começou a ser praticada nos Estados Unidos, em 1945, principalmente por ex-soldados do exército americano que ficaram paraplégicos devido à 2ª Guerra Mundial. Esses homens se reuniam em uma quadra de um hospital de reabilitação e começaram a praticar a nova adaptação do esporte. Com o passar do tempo os amputados passaram a competir e atualmente, tanto homens como mulheres estão inseridos nessa modalidade. As regras utilizadas seguem as exigências da Federação Internacional de Basquete Amador, com algumas adaptações. Para que haja uma igualdade entre os jogadores, as cadeiras foram planejadas sob as mesmas medidas.

· O Brasil foi o primeiro país da América Latina a praticar o basquete, em 1896. O nome de maior destaque no cenário nacional é Oscar Schmidt, que disputou 326 partidas pela seleção marcando 7 693 pontos ao todo.

· O placar mais alto em uma partida de basquete ocorreu em 1982 nos Jogos Asiáticos sediados na Índia, no qual o placar marcou a vitória do Iraque sobre o Iêmen de 251 a 33 pontos.

· Atualmente o basquete é umas das modalidades mais praticadas no mundo, são mais de 300 milhões de adeptos com mais de 170 países filiados à Federação Internacional de Basquete Amador (FIBA).

· Os Estados Unidos já obtiveram 11 medalhas em 13 torneios disputados, sendo que nas duas ocasiões em que não garantiu o ouro, ganhou a medalha prata e bronze.

· A tecnologia também se faz presente nos designer e projetos dos uniformes de basquete cada vez mais modernos. À exemplo disso, pode-se citar a empresa Nike que criou uma série de uniformes que combinam materiais leves, tecnologias avançadas além da preocupação com o meio ambiente, proporcionando assim maior desempenho dos jogadores. A coleção Nike Hyper Elite utiliza tecidos artificiais capazes de permitir maior flexibilidade ao design ao mesmo tempo em que cria áreas de malha sem adicionar costuras às peças, os calções dessa coleção são 14 gramas mais leve do que a média dos shorts usados atualmente por jogadores profissionais, os tecidos elásticos se expande em quatro direções para proporcionar maior mobilidade e conforto. Outra peculiaridade da coleção são os tecidos estruturados em 3D Dri-FIT, que ajudam a eliminar o suor da pele e impedir que a roupa grude no corpo. As camisas V têm bainhas com ventilação e as cavas das mangas modificadas, oferecendo mobilidade e um caimento que reduz volume e distrações. Além de tudo isso a empresa se compromete com o desenvolvimento sustentável, optando por tecidos feitos com aproximadamente 96% de poliéster reciclado, economizando em média 22 garrafas de plástico recicláveis por uniforme.

INTEGRANTES DO GRUPO

Ana Luísa Falcomer (nº 4), Bárbara Soares, (nº 9), Carolina Sartori (nº 13), Ludmila (nº 27), Luíza Brito (nº 28), Maria Luiza (nº 31) e Paula (nº 33)

Turma: 2º I

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