SOROPOSITIVOS

AIDS E PRECONCEITO

O Livro "Depois daquela viagem" de Valéria Piassa Polizzi

A obra trata da vida de uma jovem HIV Positiva. Quem leu notou os diversos problemas que a protagonista, Valéria, enfrenta no decorrer da história. Dentre eles, é possível perceber as dificuldades impostas pelo preconceito da sociedade brasileira. Podemos comparar a situação do país com o exterior, conhecido por Valéria no seu programa de intercâmbio para os EUA. Ela relata que lá, além de não ser agredida verbal e psicologicamente, ela foi incentivada a lutar pela própria vida, ao tomar o coquetel de remédios que retardariam os efeitos da AIDS. A falta de acesso à informações acaba gerando o preconceito, o que dificulta a vida de milhares de jovens como Valéria.

ONGs e Associações que combatem o preconceito

Grupo pela Vida, Associação dos Amigos da Vida, Grupo de Incentivo à Vida... Existem diversos grupos, em quase todas as cidades que ajudam a esclarecer e apoiar os HIVs Positivos. O combate ao preconceito é um ponto primordial, uma vez que a juventude da atualidade ou não dá a devida importância ao vírus, ou julga sem o prévio conhecimento. Procure uma Associação na sua cidade e informe-se!

PRECONCEITO: Seja com quem pega ou com quem passa, ele existe

"Apesar de o Brasil ter um dos melhores tratamentos de Aids em todo mundo, a questão do preconceito ainda é um grande entrave para o tratamento." Essa situação é real: 34% dos pacientes soropositivos desiste da terapia por temer efeitos colaterais. As pessoas escondem a doença por medo de exclusão social. Em um mundo onde pessoas com deficiências físicas e mentais, cristãs ou judias, e de diferentes raças convivem, ainda há um preconceito que abrange toda e qualquer "classificação": o preconceito com a AIDS.Os casos variam, desde demissões por causa da doenças, até agressões físicas.Em uma pesquisa realizada com 8 mil pessoas, no Brasil, pelo Ministério da Saúde, 22,5% disseram que não comprariam legumes ou verduras em um local onde trabalha um funcionário com HIV e 13% afirmaram que uma professora com Aids não pode dar aulas em qualquer escola. Essas pessoas são impedidas de ter um emprego, de seguir uma vida normal por causa do preconceito existente com uma doença que não tem cura ainda. Mas o preconceito, esse sim tem cura.