Projeto final (20%)

Lusobook – Livro lusófono: orientações gerais

1. Construção progressiva do Livro lusófono (Lusobook) – aspetos obrigatórios, sugestões e modelos

Este projeto é individual e vai ser desenvolvido ao longo do ano, em várias fases, com a monitorização da professora.

O Livro Lusófono pretende ser um portefólio que se constitua em diário de aprendizagem; mais do que isso: num diário que mostre toda a riqueza e emoções associadas aos teus contactos com as culturas lusófonas.

Tens objetivos específicos com a aprendizagem do Português, necessidades e interesses únicos! Por isso, tens toda a legitimidade e toda a liberdade para procurar as informações que mais te interessarem:

· podes querer saber mais sobre várias culturas lusófonas – portuguesa, brasileira, angolana, cabo-verdiana, moçambicana, timorense, guineenses, são-tomense - ou centrar-te principalmente numa só;

· pode interessar-te mais uma perspetiva histórica, diacrónica, ou uma determinada época – por exemplo, a atualidade;

· talvez queiras focar-te em assuntos particulares, como: política, economia, empresas, sociedade, ambiente, música, pintura, dança, literatura, teatro, cinema, arquitetura, culinária/gastronomia, história, artesanato, viagens, desporto, educação…

· podes preferir contactar mais com as culturas lusófonas em Toronto, com alguma comunidade lusófona em particular, com profissionais que usem Português no dia a dia – tudo isto vai ser possível! Vais, inclusivamente, desenvolver um projeto de ação/participação/intervenção na comunidade – a teu gosto!

· deves procurar sempre fontes em Português (material consultado) e ligadas a países lusófonos; também podes considerar material oriundo das comunidades lusófonas aqui no Canadá e pelo mundo.

Assim, de acordo com as tuas próprias opções – e, atenção, que as tuas opções não são fixas nem rígidas! -, o que tens de fazer? Vê o quadro 1, que explica as três partes do Portefólio “Lusobook”: Registos pessoais e livres; Projeto de ação em Português; Imersão em Português:

As partes do portefólio

O que tenho de entregar?

I. Um registo pessoal e um comentário à publicação de um colega – Fórum de interação no Moodle. Nesse comentário, também partilhas informação recolhida por ti. Ver calendário abaixo.


II.· É obrigatório enviar um texto à professora a dizer quais são as tuas opções e a pedir ajuda concreta para aquilo que queres fazer: por exemplo, queres fazer uma reportagem, pedes ajuda sobre como podes fazer, etc… Ver calendário abaixo.

· Naturalmente, o que vais entregar no final do ano depende das tuas opções. Exemplos:

o Cópias das tuas interações e publicações, eventualmente;

o Trabalhos feitos no âmbito do voluntariado;

o O teu projeto criativo, que pode estar relacionado com escrita criativa, organização de um evento, teatro, música, canto, dança, vídeo, reportagem…: precisas de entregar, pelo menos, a planificação detalhada do projeto. Claro que evidências da sua realização vão valorizar o teu trabalho!

· Podes usar recursos multimédia ao teu dispor como Wikispaces, aplicativos para criar e apresentar informação (por exemplo, https://www.smore.com/?ref=logo). No entanto, ao submeteres trabalho no Moodle – Turnitin, tens de fornecer sempre texto em formato compatível e legível pelo Turnitin!

· Podes consultar a professora sempre que precises! Aliás, isso é recomendável, para melhorares a qualidade do teu trabalho. A tua iniciativa é valorizada – vê os parâmetros de avaliação.


III.Um texto escrito com a possibilidade de incluir elementos visuais/multimodais (foto, vídeo, artigo…). Ver calendário abaixo.

Qual deve ser a extensão do portefólio?

Como tens muita liberdade, não há um número rígido de palavras que tenhas de cumprir. Os números que indico são, apenas, uma orientação:

· Registos pessoais (partilha no Moodle e comentário) + evento lusófono – cerca de 750 palavras;

· Projeto de ação em Português – totalizando todas as tuas ações, pelo menos 1500 palavras.

Quanto tempo deves dedicar ao teu “projeto de ação” em Português?

Esse tempo é variável e depende da tua disponibilidade e “entrega”. Se fizeres voluntariado, deves ser responsável perante os compromissos assumidos. Acima de tudo, deves garantir que desenvolves o projeto que queres, que te dê prazer e realização e que a ele te dedicas com honestidade e entusiasmo.

CALENDÁRIO


Setembro de 2016

· Começa já a pensar no teu projeto de ação: o que queres fazer em Português? Guarda informação, links úteis, toma notas.

Outubro de 2016

· Registo pessoal (1): partilha-o no “Fórum de interação” no Moodle.

· Turnitin: envia um texto com a programação (2) do que queres fazer em Português e a pedir a ajuda de que pensas necessitar – projeto de ação.

Novembro de 2016

· Comenta (3) a publicação de um colega no Moodle (escolhe alguma não comentada antes, se possível).

· Continua a trabalhar no teu projeto de ação e a guardar comprovativos disso.

Dezembro de 2016

· Opcional: se o teu projeto criativo ou voluntariado implica escrever bastante, podes pedir feedback formativo à professora! Ou podes pedir opinião, orientação… – Submete o teu material para revisão pelo Turnitin.

Janeiro de 2017

· Imersão em Português: evento lusófono – submete o teu texto (4) pelo Turnitin.

· Continua a trabalhar no teu projeto de ação e a guardar comprovativos disso.

Fevereiro de 2017

· Até 28 de fevereiro: submete a parte do teu portefólio que ainda não revelaste – projeto de ação em Português - via Moodle-Turnitin (5).

· Se tiveres guardado algo mais no teu Livro Lusófono e que queiras que seja considerado na tua avaliação, é este o momento de enviar tudo o que ainda não tinhas mostrado anteriormente.

Março de 2017

· Apresentações orais em aula a calendarizar oportunamente (10 minutos/aluno)

Tempo de intervenção em aula – apresentação oral em março

A tua apresentação final, em aula, tem de ter uma duração de 10 minutos e pode ser:

· ao vivo, falando em direto; pode incluir a audição de algum documento ou o visionamento de pequenos filmes – mas, atenção, os vídeos nunca poderão ultrapassar 2 minutos no total!

· o visionamento de vídeo feito por ti – mesmo neste caso o vídeo não pode ocupar todo o tempo de apresentação! Deves fazer uma introdução ao vídeo e reservar tempo no final para lançar questões à turma. Assim, o vídeo, mesmo que seja feito por ti, não pode ultrapassar 4 minutos.

Repara que, num formato ou noutro – ao vivo ou em vídeo –, o teu tempo de intervenção individual tem de ser 10 minutos!

Apresentação oral (8%):

o Não interessa pôr os teus colegas a ler o teu Livro Lusófono, mas sim apresentares um testemunho de aprendizagens e vivências tuas! O público não pode ser colocado na situação de ler/ver o portefólio de ninguém. Não é permitida a leitura de texto: a fluência do discurso oral é fundamental.

o Execução/Apresentação – pode ser num formato mais formal – como o da exposição oral – ou encenando outra situação (programa de televisão, aula, debate, etc…) – ao vivo ou em vídeo – mas atenção aos tempos a cumprir relativamente ao uso de vídeo!

o Critérios de avaliação: organização, pertinência e qualidade das ideias; adequação do vocabulário ao conteúdo e ao público; articulação correta das palavras, correção da estrutura frásica; utilização de um tom de voz e entoação adequados à situação comunicativa; gestão do tempo (10 minutos); recursos multimodais; relação e interação com o público; perguntas e respostas no final da apresentação.

Trabalhos escritos (12%):

o Cumprimento dos prazos e entrega dos géneros a incluir, a produzir bem como das publicações e submissão de trabalho no Moodle – 5 entregas no mínimo;

o Multimodalidade e adequação dos registos pessoais às fontes consultadas – tratamento oportuno e crítico da informação;

o Atuação pertinente e adequada nas várias práticas de linguagem – por ex.: organização do texto - plano que respeite o pedido e as características essenciais dos vários géneros; coerência; adequação às diferentes finalidades comunicativas (publicação e comentário em Moodle e outros, mediante a escolha dos alunos…);

o Correção linguística;

o Evolução em todos os textos escritos: paralelamente, os alunos beneficiam da correção das suas escritas livres; devem aproveitar e investir o conhecimento aí construído nos textos a produzir no portefólio. A iniciativa dos alunos pedindo feedback também é valorizada.