Tuberculose

Uma vítima por segundo

A tuberculose é antiga mas não é passado!

O que é a tuberculose?

A tuberculose é uma doença infetocontagiosa causada por um micróbio chamado “bacilo de Koch”. De acordo com os dados mundiais publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ocorrem cerca de nove milhões de novos casos de tuberculose por ano em todo mundo.

A prevenção é a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo. É feita através da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida.

Como se transmite?

A tuberculose transmite-se de pessoa a pessoa por via aérea. Cada vez que um doente tosse, fala, ri, canta ou espirra, liberta pequenas gotículas que transportam o bacilo de Koch. Estas gotículas são invisíveis a olho nu e podem ficar em suspensão no ar ambiente durante várias horas, particularmente se o doente estiver num local não ventilado. A probabilidade de se ser infectado com o bacilo de Koch, depende do número de gotículas infecciosas no ar, do tempo e local de exposição e da susceptibilidade do indivíduo exposto nesse ambiente.

Quais os sintomas?

  • Tosse crónica;
  • Febre;
  • Existência e persistência de suores nocturnos (dos que ensopam o lençol);
  • Dores no tórax;
  • Perda de peso, lenta e progressiva;
  • Falta de apetite, anorexia, apatia completa para com quase tudo o que está à volta.

Tuberculose: Uma doença profissional

Apesar de ser considerada uma doença comunitária, os profissionais de saúde têm maior risco de exposição à tuberculose pulmonar e uma maior incidência de tuberculose latente comparada com a população em geral, devido à exposição a doentes com doença activa e às condições de trabalho. A actividade profissional em unidades de saúde também proporciona uma maior probabilidade de contrair tuberculose multirresistente, que apresenta risco de insucesso terapêutico.

Tendo em conta este risco procedeu-se à implementação de medidas de proteção administrativa, ambiental e individual e ainda à adoção de estratégias de prevenção e controlo de infeções nosocomiais.

Como podemos minimizar o risco de transmissão da tuberculose?

A prevenção da tuberculose nos profissionais de saúde deve iniciar com a avaliação do risco de exposição, de modo a conseguir estabelecer-se um eficaz programa de vigilância da saúde dos profissionais. A avaliação do risco nos locais de trabalho está fortemente associada às tarefas executadas e aos meios de proteção utilizados. O rastreio pode ser feito da prova da tuberculina, que revela se a pessoa foi alguma vez infectada pela bactéria que causa a tuberculose.

A tuberculose tem cura!

Ao contrário do que se pensa, a tuberculose tem cura, sendo que o tratamento é feito por medicações associadas e antibióticos durante 6 meses É importante vigiar os doentes para evitar que abandonem o tratamento, dado que os sintomas da tuberculose desaparecem logo nas primeiras semanas e a pessoa acha que já ficou boa. Contudo grande parte das bactérias ainda está viva dentro do organismo.
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Cátia Ribeiro, Marta Pinto, Rita Ferreira, Teresa Perdigão/ ESEP - CLE - Saúde Ocupacional