Vanguardas e Semana da Arte Moderna

Expressionismo

O expressionismo é um reflexo da angústia e ansiedade que dominavam os círculos artísticos e intelectuais da Alemanha durante os anos anteriores à Primeira Guerra Mundial e que se prolongaria até ao fim do período entre guerras (1918-1939). Angústia que suscitou um desejo veemente de transformar a vida, de alargar as dimensões da imaginação e de renovar a linguagem artística.

A arte expressionista buscava retratar as emoções mais intensas do ser humano, buscando as mesmas utilizando a psicanalise de Freud, além de se opor à objetividade e destacar a subjetividade. Um dos temas do expressionismo era: “o interior mudando o exterior” com emoções destorcendo os rostos. As obras expressionistas eram marcadas pelo pessimismo, além do foco nas cores e formas das figuras, não priorizando muito o tema retratado.

Retratos e pinturas expressionistas eram marcados pelo antinaturalismo, antiesteticismo, uso de cores irreais e distorção das figuras. Obras expressionistas podem ser confundidas com fauvistas devido ao uso da cor, mas são facilmente distinguíveis: Obras expressionistas possuem um contorno preto nas figuras, enquanto as fauvistas não.

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"O Grito", de Edvard Munch


Na obra vemos um uso de cores irreais para o céu, definido por um laranja denso, e a deformação de todos os elementos da obra, menos a ponte e os dois figurantes ao fundo, evidenciando um antinaturalismo estético. A expressão de mais puro horror e desespero do interior humano é perfeitamente capturada no rosto da figura

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"A Última Ceia", de Emil Nolde


Na obra é possível perceber o uso de cores livres e misturadas nas peles dos personagens, como um amarelo misturado com verde. Jesus apresenta um rosto muito expressivo, demonstrando uma emoção que caminha entre o prazer e a dor, enquanto seus apóstolos todos apresentam variadas emoções, sejam elas de serenidade, desinteresse ou uma detectável tristeza (discípulo com sua cabeça apoiada no ombro de Jesus). Também está presente um antinaturalismo nas formas das pessoas retratadas.

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"Morte no Quarto do Doente", de Edvard Munch


Neste quadro de Munch, é possível uma forte carga emocional de tristeza nos personagens, todos de cabeça baixa. Há o uso de uma cor laranja misturada com vermelha pigmentando o rosto, demonstrando um antinaturalismo nas cores. Somente o rosto de uma personagem é retratado, sendo este marcado por olhos fundos e tristes. A ausência de rosto dos demais pode ser considerado um antinaturalismo do artista, característica típica do expressionismo.

O Teatro Surrealista ou Teatro da Crueldade


Para você dar para fora que você tem metade me reformada,



Therefore strong vanity will keep you silent Portanto forte vaidade irá mantê-lo em silêncio



If fear should not; Se o medo não deve; both will, I do not doubt. ambos vão, eu não duvido. 80 80



All men delight in sensual luxury, Todos os homens deliciar-se com luxo sensual,



All men enjoy revenge; Todos os homens gostam de vingança; and most exult e mais exultar



Over the tortures they can never feel— Sobre as torturas que eles nunca podem sentir"

(Fragmento retirado da obra Os Cenci)








The Cenci (Os Cenci) é uma peça polêmica inspirada por uma família nobre italiana, a família Cenci conspira para a aniquilação da figura paterna na tentativa de suspender o seu reino de terror, incesto, estupro e tortura. O pai percebe a conspiração através de consequências horripilantes. É considerada uma peça de teatro ameaçadora e sepulcral refletindo as características do estilo teatral de Antonin Artaud, sendo considerado um visionário louco do teatro surrealista.




Artaud foi um dos primeiros teatrólogos a questionar o teatro naturalista, propagou o uso do misticismo que hipnotizassem o público, sem que fossem necessário fazer o uso de diálogos entre os personagens e sim muita dança, música, forte expressão corporal e uma iluminação carregada. Que anunciaria ao público os sonhos oníricos e os mistérios da alma humana.






“A questão que se coloca é de permitir que o teatro reencontre sua verdadeira, linguagem espacial, linguagem de gestos, de atitudes, de expressões e de mímica, linguagem de gritos e onomatopeias, linguagem sonora, em que todos os elementos objetivos se transformam em sinais, sejam visuais, sejam sonoros, mas que terão tanta importância intelectual e de significados sensíveis quanto a linguagem de palavras.” ( Antonin Artaud: sobre o teatro)








O dramaturgo francês Antonin Artaud é um dos principais representantes do teatro surrealista, através do icônico teatro da crueldade. O francês buscava libertar o expectador das regras impostas despertando o inconsciente da platéia. As características advindas da vanguarda combinou o abstrato com o inconsciente (Freud). O homem deve ser livre de sua mente lógica e racional imposta pelos padrões da sociedade, dando maior autonomia aos sonhos.



Como uma de suas técnicas, uniu o palco e platéia durante a realização da peça. Em meados das décadas de 40 e 50, os preceitos do surrealismo influenciaram o teatro do absurdo.

EXTRA





O Cinema Surrealista





O Surrealismo foi um grande movimento artístico e literário que também influenciou bastante a indústria cinematográfica. Os cineastas buscavam seguir as diretrizes da vanguarda, quebrando com o tradicionalismo nas telonas. Possui pouca preocupação com o enredo e com a história do longa-metragem. Os ideais da burguesia são quebrados e os desejos surreais afloram (não possui cronologia nas histórias). Dois filmes conseguiram representar muito bem esta vanguarda nos cinemas, são eles: “Um Cão Andaluz - 1928” e “Idade do Ouro - 1930”, ambos dirigidos pelo cineasta Luiz Buñuel com uma forte parceria do artista Salvador Dalí no roteiro.

Surrealismo - Un Chien Andalou ( Um Cão Andaluz ) - Trailer Original
A Idade do Ouro / L'Age d'Or - Luis Buñuel, 1930 - legendado completo
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(Salvador Dalí e Walt Disney)



Em meados da década de 40, Walt Disney e Dalí firmaram um acordo para a produção de um curta metragem baseado nas obras surrealistas do pintor. Na época, no entanto, Walt não possuía meios para continuar financiando o projeto, motivo pelo qual só foram produzidos 17 segundos de “Destino”, nome dado ao curta. Meio século mais tarde, o sobrinho de Disney, encontrou o projeto esquecido e resolveu finalizá-lo com a ajuda dos estúdios de seu tio.

A junção dos titãs deram origem a saga surrealista de uma mulher que faz uma breve alusão das princesas da Disney. Esta encontra como cenário, não os castelos encantados, mas um mundo completamente surreal no qual o inconsciente se manifesta na realidade.

Walt Disney & Salvador Dali - Destino HD (PT-BR)

Música impressionista

1 - Claude Debussy: Prélude à l'Après-midi d'un faune

Claude Debussy, Prélude à l'Après-midi d'un faune

"Prélude à l'après-midi d'un Faune" é uma música do impressionismo composta entre 1892 e 1894 pelo compositor francês Claude Debussy. Ela tenta passar ao ouvinte melodias que criem inúmeras sensações e imagens.Seu título remete a uma paisagem natural: no caso, a tarde de um fauno. Além disso, possui melodias sedutoras e delicadas.


Essa obra é paradigmática em vários aspectos, como a libertação do sistema diatônico (maior e menor), sendo que esse sistema foi utilizado como base de inúmeras obras ocidentais do século XVII, o que não quer dizer que ela seja atonal, mas que não segue tão rigorosamente as regras do sistema tonal. Debussy provoca inúmeros sentimentos nos ouvintes em relação as regiões tonais, causando surpresa e curiosidade devido às inúmeras direções que a música possui. Além disso, permite o ouvinte entrar num estado de espírito fazendo com que entre numa especie de mundo dos sonhos.


A atmosfera onírica é obtida através da imensa gama de cores provenientes da orquestração, ora mais sutil, ora mais vibrante. A presença de sensação de espontaneidade é proveniente das oscilações de andamentos e irregularidades rítmicas. Além disso, a presença da flauta em toda a obra, com diversas variações, cria na musica um ar de sedução e de beleza. Ela também faz uma referência à figura mitológica do Fauno (figura meio humana e meio bode) que, com sua flauta, encanta e cria uma atmosfera mágica.

2 - Claude Debussy: La cathédrale engloutie

Debussy - La cathédrale engloutie

Composta em 1910 pelo compositor Claude Debussy, A Catedral Submersa (La Cathédrale Engloutie) é o décimo prelúdio do Livro 1. É baseada em uma antiga lenda da Bretanha: para punir o povo por seus pecados, a Catedral da Ilha de Ys foi afundada no mar. Em algumas manhãs, quando o tempo está claro e a água transparente, a catedral se eleva do mar por um curto período de tempo. Ouvem-se os sinos tocando, os padres cantando e, ao fundo, o som do órgão, antes que ela volte ao fundo do mar.


Esta é a obra de Debussy que mais se aproxima de música programática, descritiva. Nela, Claude usa quintas e segundas paralelas e sons agudíssimos e gravíssimos, sem passar pelos registros médios. As quintas e segundas paralelas causam suspensão da tonalidade e eram muito usadas pelos compositores da Idade Média – exatamente a época em que surgiram as catedrais.

3 - Maurice Ravel: Pavane pour une infante défunte

Puhan Wang Plays Ravel - Pavane pour une infante defunte

"Pavane pour une Infante Défunte" é uma obra musical do impressionismo composta em 1899 pelo compositor Maurice Ravel. Sua partitura é escrita para piano e apresenta-se na tonalidade de sol maior com a extensão do sol 1 ao fá 5.


A peça possui como forma o rondó. Inicia-se com ritmo tético e terminação masculina causando assim um impacto de certeza na confirmação da tônica maior no primeiro e último compasso. Sua métrica é simples e distribuída em 72 compassos. Além disso, sua obra pianística possui diversas regiões e alturas diferentes na melodia, com textura homofônica.


Ao escutar "Pavane pour une Infante Défunte", foi possível perceber desde o início que Ravel escreveu a música com insistência em bloco, um acorde e na sequência outro acorde, sendo assim uma música bem harmoniosa - característica comum nas obras impressionistas. É certo dizer que Ravel foi um compositor muito temático em suas composições, assim ele consegue absorver diversos sentimentos em seus ouvintes, causando um profundo impacto nas coisas que pensamos e que imaginamos. Dessa maneira, sua obra propicia uma viagem ao mundo dos sonhos onde tudo é possível.

Os reflexos da Semana da Arte Moderna e 1ª fase do modernismo no Brasil

A Semana de Arte Moderna foi um evento ocorrido no mês de fevereiro de 1922, na cidade de São Paulo. Foi realizada por artistas que, inconformados com o padrão estético das obras do período, buscavam mais liberdade nas artes plásticas e na literatura, rompendo com os modelos anteriores.


O movimento Modernista visava à renovação dos meios de expressão artística. As obras inovadoras inspiradas na quebra de paradigma que estava acontecendo na Europa não foram tão bem recebidas no Brasil, e receberam muitas críticas do público. Entretanto, mesmo sendo mal vistos, os novos artistas modernos não pararam e hoje o resultado de seu esforço é observado na abertura do mundo da arte a novos conceitos.


Essa semana trouxe ao Brasil a influência intercontinental de vanguardas como o Cubismo, o Expressionismo, o Surrealismo, o Dadaísmo e o Futurismo, cada um com suas próprias características, mas mantendo um objetivo em comum: iniciar um novo tempo para a arte sem normas a serem seguidas.

Semana da Arte Moderna de 1922 - Animação
Anos após o início desse movimento, ele ainda é lembrado pelas transformações que possibilitou. O jornal virtual da Folha de São Paulo publicou em fevereiro de 2002, no aniversário de 80 anos da Semana da Arte Moderna, uma matéria sobre o impacto que ela causou no país.




SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922 É REVISITADA NA INTERNET

Viviane Zandonadi

É um festival. Os modernos fervem o Teatro Municipal de São Paulo durante três ruidosas noites de verão. Recitais, encenações, música, literatura e exposições de artes plásticas movimentam a Paulicéia. Isso bem poderia ter acontecido ontem, uma festa qualquer. Mas foi em 13 de fevereiro de 1922. Há 80 anos, a Semana de Arte Moderna já era multimídia e a ordem do dia era renovar a arte brasileira.

Hoje a internet sugere uma viagem pelo conteúdo que explica os acontecimentos e avalia seus efeitos em letras e expressões. Ainda podem ser ouvidos os ecos da semana que incitou questionamento e crítica cultural.

No início, os irreverentes iluminados pela modernidade e inspirados por influências européias não foram bem compreendidos. Houve até quem, alheio à liberdade de expressão, chutasse obras exibidas na exposição de artes plásticas. Mas o movimento inaugurado com a Semana de 22, numa São Paulo urgente e emergente, estendeu-se por décadas e semeou muitas mudanças.

Elas são ainda hoje objeto de estudos acadêmicos e de trabalhos escolares, muitos deles disponíveis na rede. Um exemplo é o site www.trevomaster.com.br/sam, que traz obras e biografias dos modernistas.

Em 1928, Oswald de Andrade publicaria a antológica obra "Manifesto Antropófago"(www.lumiarte.com/luardeoutono/oswald
/manifantropof.html)
, revelando que os frutos da semana turbulenta estavam bem frescos. Trecho: "Só me interessa o que não é meu. Lei do Homem. Lei do antropófago". Intuição? Hoje a teia de bits e bytes que se corporifica na internet revela-se infinitamente antropofágica, livre e desvairada. Instiga as mesmas idéias de inovação cravadas pelo modernismo: tudo está ao alcance do clique. É só pegar!

Em www.terra.com.br/literatura
/modernismo/modernismo.htm
, o movimento é explicado quase à exaustão, com enfoque em literatura. O design claro remete a um velho e bom livro escolar. Até parece aula, mas não é chato, não. O mesmo acontece com o robustohttp://literatura.nosachamos.com/semartemoderna.htm.

O site A Era Vargas www.cpdoc.fgv.br/navhistoria/htm/evapresentacao.htm tem o mérito de combinar o modernismo com a história. A seção de Arte e Culturawww.cpdoc.fgv.br/navhistoria/htm/
anos20/evarteecultura001.htm
fala por meio de atalhos. Cada vez que surgir uma pergunta na sua cabeça, clique na palavra. Ponto também para a galeria de imagens.

A enciclopédia Artes Visuais, do Instituto Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br), está entre as opções mais generosas em iconografia. Além das imagens, traz verbetes e análises bem fáceis de entender, assim como alguns depoimentos dos próprios artistas. É para navegar por links, conceitos, história, biografias e por uma dinâmica coleção de obras, sempre atualizada.

Não menos didático e abrangente é o Panorama da Literatura Brasileira(www.nilc.icmsc.sc.usp.br/literatura
/modernismo1.htm)
, da USP (Universidade de São Paulo). Exibe todos os tentáculos com os quais o modernismo envolve a literatura e explica, detalhadamente, seus efeitos na prosa, na poesia e no teatro.

É confortante encontrar o movimento visto por olhar crítico e equilibrado. Sem deslumbramento. Sem meros registros. Só muita informação.


Folha de São Paulo. 13/02/2002 - 11h25 disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u21246.shtml

As pinturas modernas foram as primeiras a deixar de lado a proporcionalidade e se aventurar a expor o corpo humano nu de forma a chamar a atenção para a falta de compromisso em imitar a realidade, como pode ser visto nas obras de Tarsila do Amaral.
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Antropofagia, de Tarsila do Amaral. O título faz referência ao movimento de engolir a cultura estrangeira e processá-la introduzindo-a ao Brasil.

Na literatura, rimas deixaram de ter a relevância de antes e a métrica não era mais essencial. Alguns artistas também tomaram a liberdade de falar sobre assuntos não usuais que se tornam em escândalos, como é o caso de Mário de Andrade recitando seu poema “Ode ao Burguês” na frente de uma platéia repudiada.



Ode ao Burguês - Mário de Andrade


Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,

O burguês-burguês!

A digestão bem-feita de São Paulo!

O homem-curva! o homem-nádegas!

O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,

É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!


Eu insulto as aristocracias cautelosas!

Os barões lampeões! os condes Joões! os duques zurros!

Que vivem dentro de muros sem pulos;

E gemem sangue de alguns milréis fracos

Para dizerem que as filhas da senhora falam o francês

E tocam os "Printemps" com as unhas!


Eu insulto o burguês-funesto!

O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!

Fora os que algarismam os amanhãs!

Olha a vida dos nossos setembros!

Fará Sol? Choverá? Arlequinal!

Mas à chuva dos rosais

O êxtase fará sempre Sol!


Morte à gordura!

Morte às adiposidades cerebrais!

Morte ao burguês-mensal!

Ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!

Padaria Suíça! Morte viva ao Adriano!

"- Ai, filha, que te darei pelos teus anos?

- Um colar... - Conto e quinhentos!!!

Mas nós morremos de fome!"


Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!

Oh! purée de batatas morais!

Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!

Ódio aos temperamentos regulares!

Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!

Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!

Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,

sempiternamente as mesmices convencionais!

De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!

Dois a dois! Primeira posição! Marcha!

Todos para a Central do meu rancor inebriante!


Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!

Morte ao burguês de giolhos,

cheirando religião e que não crê em Deus!

Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!

Ódio fundamento, sem perdão!


Fora! Fu! Fora o bom burguês!...



Esse poema mostra características vanguardistas na métrica irregular, ausência de rimas e no tema moderno. Ao escrevê-lo, o autor critica as pessoas que não pensam por si mesmas e que estão presas em um conceito no qual estão sempre tomando cuidado em ser formais e rejeitando qualquer forma de mudança. Também insulta aqueles que não têm identidade nacional e moram no Brasil ao mesmo tempo em que vivem a cultura exterior. Seu maior alvo nesse texto são os que, por medo do arrependimento e desfalecimento, preferem ficar na mesmice convencional e não contribuir para o povo brasileiro.

O trabalho:

Artes Visuais - Luca Fonseca, número 23


Artes Cênicas - Henrique Bitencourt, número 13


Música - Rafael de Aguiar, número 37


Língua Portuguesa - Júlia Bairros, número 20


Turma: 3º ano G, 2015