O novo desacordo ortográfico

"O naufrágio da nossa língua..."

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Depois de cumpridos os seis anos de transição é agora obrigatória a aplicação do novo Acordo Ortográfico. Mas este (des)acordo não reúne consenso, são várias as vozes que se manifestam a favor ou contra. A minha voz levanta-se contra aquilo que considero o naufrágio da Língua Portuguesa.

O Acordo Ortográfico de 1990 em vez de uniformizar a língua portuguesa e de simplificar veio baralhar os alunos, mais concretamente aqueles que aprenderam a ler e a escrever antes de surgirem estas regras. Os defensores argumentam que com o antigo acordo era difícil uma criança perceber o porquê da utilização de um "p" antes de um "ç" na palavra "adopção", por exemplo, quando este não se lê... Mas eu aprendi! Eu também já fui criança e porque é que agora tenho de "desaprender"? Como é possível estas crianças se baralharem nas antigas regras e não se baralharem quando na mesma frase surgem várias palavras escritas da mesma maneira mas com significados diferentes? "Eu não me pelo pelo pelo de quem para para desistir" . Nós, os portugueses falantes do Português de Portugal, temos desde 13 de maio deste ano de escrever de acordo com as novas regras aproximando a nossa língua com a do Português do Brasil, mas o mesmo não aconteceu aos ingleses que também fizeram a sua língua aproximada ao inglês falado na América.

O facto de sermos em menor número não nos deve obrigar a mudar a língua de Camões. Em 1500 descobrimos o Brasil e agora são os brasileiros que nos conquistam.