Tribuna Colegial

Projeto Jornal 22A - Ensino Religioso e Educação Física

EDUCAÇÃO

Cenário crítico da educação pública no Brasil

O tema já é antigo: o cenário educacional brasileiro e o grande impasse entre educação pública e educação privada. O ensino de qualidade no Brasil é um privilégio para poucos, um privilégio do qual só aqueles que têm condições de pagar podem desfrutar.


No ensino público, o material didático é fornecido gratuitamente, mas nem sempre este é de boa qualidade, pois esbarra no orçamento destinado pelo governo e, muitas vezes, é direcionado a atender interesses particulares em licitações fraudulentas.


Os professores de escolas públicas não são bem pagos pelo governo e, na maioria dos casos, têm uma demanda de tarefas muito maior do que os de escolas particulares. Logo, os melhores profissionais optam pelo serviço particular. Embora o custo de escolas particulares seja bem maior que o custo de escolas públicas, as particulares fornecem ensino, infraestrutura, segurança, professores e materiais bem melhores, mas, infelizmente, a maioria das pessoas não tem condições de pagar esse serviço.


Apesar disso, existem várias ONGs que buscam amenizar as más condições das escolas e da educação pública. Um exemplo é a ONG Vaga-lume que atua na região Amazônica levando leitura, escrita e cultura para as crianças que não possuem melhores oportunidades. Existem também voluntários que distribuem merenda nas escolas quando quem deveria fazê-lo não o faz.

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Foram entrevistados Ruan, um aluno do 1º ano do Ensino Médio que estuda em uma escola pública, e Gabriela, uma aluna do 2º ano do Ensino Médio que estuda em um colégio particular, para tentar mostrar como são, na prática, as diferenças injustas entre o ensino público e o particular no Brasil.


JORNAL: Desde que você está matriculado em um colégio público, quantas greves dos professores já presenciou? E a greve durou mais ou menos quanto tempo?
RUAN: Acho que seis greves. Todas duraram 20 dias mais ou menos, mas uma durou quase 3 meses.


JORNAL: Você sempre teve merenda ou não?
RUAN: Mais ou menos. Em ano de eleição nunca faltou nenhum dia, mas, em outros anos, já tiveram dias que faltou a merenda para o meu colégio.


JORNAL: Se você pudesse escolher, estudaria em colégio privado ou continuaria no público? Por quê?
RUAN: Privado. Porque eu não seria prejudicado com greves, falta de material no colégio, falta de professores etc.



Perguntas feitas à Gabriela:


JORNAL: Desde que você está matriculada em um colégio particular, os seus professores faltaram muito às aulas? Você já teve aulas prejudicadas em decorrência dessas faltas?

GABRIELA: Não, sempre que faltavam tinha algum professor para substituí-los.


JORNAL: Sua escola distribui merenda? Se não, a cantina paga tem boa qualidade de alimentos?

GABRIELA: Não. Minha escola não distribui merenda e a cantina é muito cara e não oferece alimentos saudáveis.


JORNAL: Se você pudesse escolher, estudaria em colégio público ou continuaria no privado? Por quê?

GABRIELA: Eu continuaria no privado porque o público tem uma qualidade de ensino muito inferior tanto educacionalmente quanto estruturalmente. O governo deveria melhorar isso.

POLÍTICA

Política e solidariedade

Antes de começar a matéria, é interessante que seja dada leve conceituada sobre o termo política. Segundo o dicionário Michaelis, política se denomina por arte ou ciência de governar. Este termo surgiu do grego e designa tudo aquilo que é de interesse público, como a educação, a saúde e a segurança. Pode-se notar que a política vai muito além de engravatados que trabalham para o governo, tudo que nos cerca está diretamente ligado a este sistema. As políticas que procuram dar suporte as necessidades básicas, buscando melhorias em prol da população e do Estado são denominadas sociais. Afirma-se hoje que já existem dentro de diversas áreas, incluindo espaços políticos, variadas ações, governamentais ou não, de solidariedade, como a apresentada na matéria a seguir.


Atualmente, dados afirmam que a região Nordeste é uma das regiões mais pobres do Brasil, onde pode ser encontrado um alto índice de fome, seca, miséria e mortalidade infantil. Um dos maiores problemas que desencadeia diversos outros é a falta d'água, causada pelas secas duradouras. Foi assim então que surgiu o projeto “SOS Nordeste”, que tem como intuito levar até o sertão máquinas que perfuram poços artesianos e distribuem água no período da seca. O projeto foi fundado pelo Comitê da Ação da Cidadania dos Servidores da Câmara dos Deputados, que conta com diversos colaboradores.


Após assistir a uma reportagem que mostrava a estação de seca na Região de São Raimundo Nonato, no sertão Nordestino, Eduardo Aquino, presidente do comitê e idealizador do projeto, junto com outros servidores da Câmara, foi conhecer a região, e se deparou com uma situação muito pior do que imaginava: povoados vizinhos disputavam pela lama de uma lagoa de dois quilômetros que estava seca, pois na região não chovia há meses.


Sabendo do histórico de perfuração de sucesso naquela região, Eduardo e os servidores foram buscar ajuda, primeiramente em uma igreja,e arrecadaram com doações 12 mil reais, dinheiro que tornou possível a perfuração do primeiro poço. Com a ótima relação custo e benefício, tornou-se viável a realização do projeto “SOS Nordeste”. Eduardo deixa claro em sua entrevista que o projeto não é uma iniciativa da Câmara dos Deputados, e sim de alguns servidores, que contam com o dinheiro das doações e ajudam na divulgação da campanha. Já a contribuição do Governo é, após a água ter sido encontrada e o poço ser revestido, finalizar essa instalação.


O projeto está apenas começando, teve início no ano de 2012. Atualmente, já conta com nove poços em funcionamento. A nova meta agora é arrecadar cerca de 100 mil reais para a perfuração de novos poços, e ajudar cada vez mais a população nordestina. O projeto não tem visões de aumentar a sua área de influência, porém aos poucos está ajudando a solucionar este problema tão grave que são as secas no Nordeste.

JUVENTUDE

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Jovens mudando o mundo

Jovens participantes do CISV se encontram em diversos países no período das férias para desenvolver a educação para a paz e criar projetos sociais.



O CISV (Children's International Summer Villages) é uma organização internacional independente, voluntária, apartidária e não-religiosa que promove educação para a paz e amizade intercultural entre jovens a partir dos 11 anos de idade. Tem como objetivo formar lideranças comprometidas com a cooperação, integração cultural e solução pacífica de conflitos.


Criado em 1951 pela psicóloga Doris Allen e presente em mais de 60 países, o CISV é mundialmente reconhecido por seu trabalho por um mundo mais pacífico. No Brasil, a organização está presente em Araraquara, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba (em desenvolvimento), Londrina, Rio de Janeiro, São Paulo, São José dos Campos, Salvador e Vitória.


O CISV oferece uma variedade extraordinária de atividades educacionais em grupo para promover o entendimento intercultural entre crianças, jovens e adultos do mundo todo. Ao estimular o respeito pelas diferenças culturais e o desenvolvimento do autoconhecimento, o CISV permite que cada participante incorpore esses valores às suas vidas, na medida em que se tornem cidadãos globais e lutem por um mundo mais pacífico.


Os jovens participam de acampamentos de verão onde possuem um espaço de reflexão e onde são incentivados a mudar o mundo, fazendo-o se tornar cada vez mais unido e pacífico. Trata-se de um espaço totalmente voltado aos jovens onde eles têm a voz da mudança.


A ONG é dividida em programas por idade:


· Village: é o programa original do CISV. Acampamento com duração de quatro semanas para crianças de 11 anos. Delegações de 10 a 12 países, geralmente compostas por dois meninos e duas meninas, juntamente com um líder (com mais de 21 anos), se reúnem com 6 JC’s (Junior Counselors, jovens de 16 a 17 anos) e um grupo de staffs.


· Step Up : acampamento para jovens de 14 ou 15 anos. As delegações têm de 4 a 6 jovens e um líder. Os participantes são responsáveis pelas regras do acampamento e por realizar as atividades.


· Interchange: programa envolvendo dois países. Cada delegação é composta por 6 a 12 jovens de 12 a 15 anos, tendo um líder (com 21 anos ou mais) e, dependendo do tamanho da delegação, um Líder Júnior (de 18 a 20 anos). O programa tem duas fases: na primeira, uma das delegações viaja para o outro país e fica na casa dos participantes da primeira nação. Depois (geralmente seis meses), invertem-se os papéis. As atividades são planejadas pela delegação hospedeira.


· Seminar Camp: acampamento de três semanas para jovens de 17 a 18 anos. Não há líderes nem delegações com tamanhos fixos. Os jovens têm liberdade para determinar o andamento do programa.


· International Youth Meeting: programa para participantes desde os 11 anos até os maiores de 19 (divididos em faixas etárias). São acampamentos mais curtos (duas semanas no máximo).


· International People's Project: participantes de diversos países, a partir de 19 anos, reúnem-se para trabalhar em conjunto com uma organização local, envolvendo um tema ou projeto específico.


· Interplus: programa realizado somente no Brasil. Delegações de três cidades viajam, em sequência, para a cidade de origem de cada uma das delegações. Desenvolvem um único projeto ao longo dos 24 dias de programa.


· Mosaic: atividades realizadas na própria cidade por pessoas de qualquer idade.

A maioria dos programas é realizada nas férias de julho/ agosto ou de dezembro/ janeiro. Além desses programas nas férias, o CISV tem em sua estrutura o JB (Junior Branch), que reúne os jovens durante todo o ano, independente dos programas, para realizar projetos montados por eles mesmos e para manter o “espírito cisviano” sempre ativo.

“O CISV foi uma coisa que mudou minha vida em vários aspectos. Sempre volto dos acampamentos com uma bagagem enorme de conhecimento tanto sobre mim mesma quanto sobre a diversidade cultural que temos no mundo. É um passo para fora da ‘caixinha’. ’’ – Luisa Porto, que já participou de cinco programas.



“É meu meio de aprender mais sobre a vida. É crescer. São lições que me fazem pensar sobre tudo a minha volta e crescer pessoalmente. É aprender a conviver em sociedade e parar de pensar em mim como um ser individual e sim como um conjunto. ’’ - Fernanda Melo, que já participou de quatro programas.



Para participar, basta entrar em contato com algum representante de sua cidade e procurar saber mais sobre os programas!

SAÚDE

Laços da Alegria

Um Trabalho de Amor e Carinho com os Pacientes e Funcionários de Hospitais



O grupo Laços da Alegria foi formado por pessoas que, usando trajes de palhaço, têm como finalidade levar alegria aos mais diversos pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde, através da arte da palhaçada, alimentando esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana.


Os palhaços fazem um trabalho de hospital voluntário sem fins lucrativos. O grupo é formado tanto por jovens como por pessoas mais experientes, que tem o desejo de ajudar o próximo. No mundo carente de solidariedade de hoje, essas atitudes estão cada vez mais valorizadas, sendo assim, o grupo aceita pessoas de todas as idades, áreas, experiências e particularidades.


No hospital, os palhaços realizam atividades de “besteirologia”, área de especialização do Grupo Laços da Alegria para ajudar na recuperação do paciente e seus familiares a suportar melhor a hospitalização. As suas atividades são manifestadas através da graça, do humor e da fantasia que poderão ser levados para o ambiente hospitalar. Os palhaços estão sempre conscientes de que as suas intervenções deverão ser no sentido de melhorar o humor e a vida dos pacientes, familiares e funcionários do hospital, em estreita colaboração com toda a equipe médica, trabalhando sempre com o total respeito por toda a equipe de saúde.


Um integrante do grupo contou: “O maior prêmio deste nosso trabalho é o sorriso no rosto do paciente, não havendo nenhum valor financeiro que pague por este resultado. Um trabalho renovador tanto para os pacientes quanto para nós”.


O grupo de Brasília abre espaço e convida a todos que tenham vontade de fazer parte desta ação social.

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AÇÕES SOLIDÁRIAS

O que é solidariedade?

Solidariedade significa: “Sentimento que consiste na identificação com as misérias alheias; A demonstração ou a manifestação desse sentimento com o propósito de ajudar; ajuda, amparo ou apoio”.


Tendo isso em vista, foi feita uma entrevista com o ministro da eucaristia, Márcio Bittencourt, na Paróquia São Camilo de Lellis e o voluntário Oswaldo Motta, da igreja presbiteriana de Brasília para falar acerca do tema ações solidárias.


JORNAL: O que são ações solidárias?

Márcio Bittencourt - “Ajudar ao próximo sem olhar a quem”. Essa frase mostra bem o que são as ações solidárias. Elas são aquelas em que a pessoa ajuda a outra sem se importar com suas diferenças, e não ganha nenhuma recompensa direta com isso. Quem ajuda não está preocupado com o que vai ganhar em troca, ou como mudará a sua vida. Ela está preocupada em ajudar o outro.

Oswaldo Motta – Ações solidárias são aquelas que propiciam à pessoa a sensação de estar sendo ajudada. Nós ajudamos os necessitados por meio de doações de comida e de dinheiro, e queremos, sempre, proporcionar a todos esse sentimento.


JORNAL: Qual a importância das ações solidárias para a sociedade?

Márcio Bittencourt - A importância das ações sociais está no fato de ser a oportunidade de auxiliar as pessoas. Neste sentido, quanto mais pessoas ajudarem, mais pessoas serão beneficiadas. Aliás, o benefício é tanto para quem ajuda, quanto para quem é ajudado. Faz bem à alma de quem doa fazer ações generosas. Infelizmente, muitos que tem poder aquisitivo e que poderiam ajudar, não ajudam porque o egoísmo ainda está atrelado em seus corações. As ações solidárias são importantes, pois ajudar o próximo deveria ser uma ação de todos.

Oswaldo Motta – Essas atitudes são necessárias para mudar a vida das crianças, oferecendo a elas uma boa educação, uma boa saúde, segurança, lazer e todas as outras necessidades. Os jovens são o futuro do amanhã, se conseguirmos promover de forma correta essas ações, eu acredito que a sociedade com o tempo irá mudar. A inclusão social é algo necessário nos dias de hoje para que essa mudança ocorra.


JORNAL: Com que frequência se deve praticá-las?

Márcio Bittencourt – A prática das ações solidárias devem se encontrar no dia-a-dia de cada um, sendo por ações pequenas, como algum favor, ou grandes ações, como as doações.

Oswaldo Motta – Sempre que possível. Todo dia, nós podemos ajudar o próximo de alguma forma, e, acredite ou não, essas ações podem salvar uma pessoa. Nossos projetos já duram cerca de 15 anos. Durante esse tempo, pode-se perceber a evolução do jovem, que entra aqui marginalizado, e sai com emprego e moradia.


JORNAL: Quem são os principais influenciados por essas ações?

Márcio Bittencourt – Quando alguém pratica essas ações, há benefícios pelos dois lados. Aqueles que são beneficiados estão recebendo a ajuda de alguém, e aqueles que as ajudam, se sentem bem. É um sentimento único, proporcionado apenas quando você ajuda o próximo.

Oswaldo Motta – Geralmente as ações solidárias atingem uma classe mais pobre da sociedade, por isso ela ajuda, principalmente, os cidadãos marginalizados. Com isso, podemos promover uma inclusão social dos mesmos na sociedade, através de programas que oferecem a devida educação, alimentação, entre outros.


JORNAL: Quais os tipos de ações solidárias promovidas por essa instituição?

Márcio Bittencourt – A Paróquia São Camilo de Lellis desenvolve diversas ações solidárias como a distribuição de cestas básicas, pastoral da saúde, enxoval para mães carentes, Obras de Assistência e de Serviço Social da Arquidiocese de Brasília – OASSAB, programa providência de elevação da renda familiar, assistência aos doentes nos hospitais, pronto socorro espiritual - prose, grupos de ajuda mútua - dependentes químicos, ajuda a crianças, adolescentes e trabalhadores em situação de baixa renda, apoio materno, apoio aos idosos, entre outras.

Oswaldo Motta – A Igreja Presbiteriana de Brasília possui vários programas, como saúde e educação integral que é uma ação social realizada por alunos da Universidade de Brasília (UnB), em conjunto com a IPBsb, que tem como objetivo a promoção da educação e da saúde de famílias carentes do Distrito Federal. Atualmente, o projeto atende, na área da saúde, a população carente da Estrutural, Itapoã, Sol Nascente (Ceilândia), Santa Maria, Recanto das Emas e a invasão da 611 Norte. Temos também o programa Saúde Integral, onde o projeto é atender comunidades carentes e trabalhar os vários aspectos de suas vidas diárias. São realizadas visitas periódicas às famílias com os diversos profissionais e, quando necessário, as pessoas atendidas são encaminhadas para atendimento ambulatorial ou internação no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Outro projeto nosso é o Educação Integral, aonde são atendidas crianças e adolescentes com idades entre 1 e 16 anos. São realizadas aulas de cidadania, dança e música; educação artística e esportiva; reforço escolar e atividades de incentivo à leitura, por meio de oficinas de matemática, português, saúde bucal, alimentação saudável, higiene corporal e conservação do meio ambiente; e o trabalho terapêutico e sociológico, que “escuta” as crianças por meio de desenhos e expressão corporal. O principal objetivo do projeto é tentar modificar os sonhos, os desejos e a realidade violenta que essas crianças possuem.



São Camilo de Lellis

Telefone: (61) 3213-3333 | Setor Cívico Sul, Lote nº:12 - Brasília - DF

Igreja Presbiteriana de Brasília:

Fone: (61) 3245-5719 | Email: secretaria@ipbsb.org.br | Skype: IPBSB | Endereço: EQS 313/314 - Asa Sul - Brasília - DF | CEP: 70.000-000

A respeito do tema "Ações solidárias"

A diretora da Creche Comunitária Santo Aníbal, Diane Galdino de 42 anos, expôs sobre seu trabalho em instituições solidárias, e o que, para a mesma, esse tipo de ação significa.
A seguir estão apresentadas as respostas dadas pela diretora Diane.

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JORNAL: Quando iniciou seu trabalho na creche?

DIANE: Com a creche oficialmente 5 anos. Cheguei em um terreno que só tinha mato. Capinamos e começamos a construção que ainda é em madeirite. Apesar de parecer tão frágil, está estruturada em bases sólidas do amor.


JORNAL: Há quanto tempo trabalha com este tipo de ação solidária?

DIANE: Há 26 anos.


JORNAL: Já trabalhou em outros tipos de organizações solidárias?

DIANE: Sim. Em diversas frentes de trabalho solidário e voluntário. Trabalhei com adolescentes e adultos em situação de rua, em ocupações (invasões), na alfabetização de jovens, adultos e idosos, com creche e socioeducativo. Ajudei a abrir 12 Bibliotecas comunitárias no interior do Nordeste e Centro-Oeste. Também tive a oportunidade de fazer várias missões no interior do nosso país, como por exemplo: comunidades no Maranhão, Bahia, Ceará, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Minas... Também em alguns municípios de Curitiba, Espírito Santo, Rio e São Paulo.


JORNAL: Como os trabalhos dentro da creche funcionam e são organizados?

DIANE: Todas as nossas atividades socioeducativas são planejadas a partir do Projeto Pedagógico que possuímos. Desde a acolhida até a entrega das crianças são pensados a partir da premissa do amor e cuidado com cada um desses anjos que Deus confia a nós. A higienização que passa pelo banho, escovação, cuidados básicos de higiene até o carinho do creme e do perfume que eles e elas tanto gostam. Nossos cuidados passam também pela alimentação em que adotamos a “saudável” não utilizando alimentos industrializados, biscoitos recheados, suco de pózinho, frituras e refrigerantes. A alimentação passa pelo carinho na preparação. Tudo é feito no dia e utilizamos muitas verduras e frutas e as crianças adoram... Os sucos são todos naturais e bolos e doces são feitos na própria creche. Fica o convite para vocês visitarem e provarem uma das nossas especialidades: bolo de maçã ou banana com mel e canela, ou quem sabe uma torta de verduras e frango desfiado... Também fazem parte do nosso planejamento os espaços, as cores, as músicas, o que as crianças vão assistir, tudo precisa ser pensado, planejado e bem preparado para aqueles e aquelas que são a razão do nosso trabalho, da existência dessa casa de educação.


JORNAL: Que tipo de pessoas são acolhidas dentro da mesma?

DIANE: Crianças e adolescentes em situação de risco ou vulnerabilidade pessoal e/ou social. Famílias de baixa renda que vivem na pobreza ou extrema pobreza.

JORNAL: Como é, para você, trabalhar com este tipo de organização?

DIANE: É antes de tudo missão. Eu diria que sentido da vida, da minha vocação, de resposta ao chamado amoroso de Deus que nos convida a construirmos um mundo mais justo e fraterno, um mundo mais parecido com o Reino que Ele nos mostrou ser possível, necessário para que "todos tenham vida; e vida plena". Na perspectiva de seguimento de Jesus Cristo significa seguir os passos daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Partindo dai a caridade e a solidariedade ganham um outro olhar. Caridade como Ele nos ensinou não é 'dar o que nos sobra’, é partilhar o que temos, pois quando partilhamos todos ganham e ainda sobra. É o milagre da partilha que Ele mesmo testemunhou como no caso dos dois peixes e cinco pães? Se todos agissem assim não existiria tanta injustiça social.


JORNAL: Qual a importância desta forma de solidariedade?

DIANE: Penso que a principal importância é enxergar o outro como ser humano, como pessoa, como alguém de direitos. Perceber que não é possível aceitar tanta diferença e exclusão e partir para a construção de um mundo mais justo e solidário. Acho que é isso, lutar por um mundo baseado nas premissas do amor incondicional, amor capaz de enxergar o outro, capaz de se indignar com tanta injustiça, miséria e opressão e se colocar a serviço, de se doar, de ir ao encontro daqueles que mais precisam e que são esquecidos ou invisíveis pela maioria das pessoas e pelo Estado que não garante os direitos básicos que todo ser humano tem por lei. Essa forma de solidariedade, baseada no amor incondicional é impossível ao olhar de uma sociedade baseada no ter, no poder e no descartável.


JORNAL: Qual importância que esse trabalho ganha quando feito com esforço e dedicação?

DIANE: A maior importância e diria a recompensa é o brilho no olhar e o sorriso das crianças ou de qualquer pessoa que conseguimos ajuda, seja com a escuta, com o encaminhamento de alguma necessidade, curando uma ferida por meio de curativos, doando um prato de comida ou atendendo diariamente de diferentes formas. Acho que esse foi um dos principais motivos que ajudou a minha decisão de 'deixar tudo' para estar a serviço desse amor incondicional, da solidariedade, da justiça e dignidade humana, é isso, dar dignidade a milhares de crianças, jovens, idosos e milhares de pessoas vivendo de forma sub-humana. Não é justo, não pode ser assim. Sei que não dá para fazer tudo, mas é possível fazer tudo o que posso com esforço, dedicação e doação e, no final, a alegria de olhar para criança ou qualquer outra pessoa e saber que naquele sorriso e naquele brilho no olhar podemos ver esperança, podemos ver vida que brota mesmo no meio de tanta exclusão, miséria e pobreza.


JORNAL: Qual o principal objetivo desta ação solidaria?

DIANE: Acolher e amar cumprindo um dos maiores mandamentos que Ele nos ensinou: 'Amar ao próximo como a si mesmo'. Em tudo amar e servir, sobretudo as crianças e os mais pobres e excluídos de nossa sociedade.


JORNAL: E, por fim, qual sua opinião a respeito do trabalho solidário que é exercido hoje em dia em vários meios, como esporte, saúde, educação?

DIANE: São importantíssimos e necessários, primordiais para que possamos garantir direitos a educação, lazer e saúde. Recordo que educação e saúde não é apenas trabalho social, é antes de tudo direito previsto em nossa Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Acrescentaria também o trabalho desenvolvido por motivos religiosos, pois há uma multidão de pessoas que por esse motivo tornam esse mundo melhor e mais humano. Pessoas de diferentes tradições religiosas que no cumprimento de seus mandamentos se aproximam do outro, sobretudo os excluídos para vivenciar o maior mandamento em todas as religiões: Amar.

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A diretora, por fim, disse que convida a todos a visitarem a creche comunitária, assim como todas as outras instituições de solidariedade que sempre necessitam do maior apoio possível de toda a sociedade!



Creche Comunitária Santo Aníbal
QE 40 - Rua 20 - Lote 02 - Polo de modas. Guará II. DF
3301-1960
cordenacao@santoanibal.org.br
http://www.santoanibal.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=10:historico&catid=2:historico

RELIGIÃO

Trazendo sempre o bem

A RELIGIÃO COMO MEIO PACIFICADOR DA SOCIEDADE


A religião é muito utilizada para estruturação e controle de diversas sociedades, mas não é algo negativo quando se tem uma grande sinergia entre as pessoas. No século XXI, ela apresenta o importante papel de abrir a mente dos indivíduos para novas e grandes possibilidades, além de resgatar conceitos sociais básicos que ainda não foram bem trabalhados. A sociedade e a religião vêm desenvolvendo uma relação cada vez melhor entre si, tendo como exemplo a relação de jovens e crianças com a Igreja, o que lhes oferece várias formas de descobrir sua vocação, estimulando-os à adoção de responsabilidades e atitudes por meio dos ensinamentos do Evangelho. Além disso, tem-se com objetivo o desenvolvimento dos fiéis no seu papel cristão em ações solidárias, como na ajuda a diversas instituições carentes.


Na última semana de junho, vários acontecimentos marcaram a vida de inúmeras pessoas por meio da religião. Esta está sempre se inovando e buscando novos corações para tocar por intermédio de uma força maior chamada fé. Essa força maior, que traz esperança para a sociedade religiosa, incentivou inúmeras pessoas a sempre buscarem fazer o bem comum.


Nessa última sexta feira, dia 25 de junho, católicos de Brasília foram tocados pela benção, alegria e paz que o Papa Francisco proporcionou ao país. Seguindo os ensinamentos do Papa, os católicos se encontraram em uma reunião de grupos carismáticos da Metropolitana (Núcleo Bandeirante) com o objetivo de arrecadar fundos para a paróquia e doar agasalhos e cobertores a moradores de rua em Brasília. Esse projeto foi incentivado por meio da fé dos cristãos, que acreditam na possibilidade de um mundo melhor. Quando foi perguntado o porquê desse gesto, uma idosa participante do grupo carismático respondeu que o amor e a fé nos fazem querer sempre o bem das outras pessoas e, se alguém tem a possibilidade de ajudar o próximo, que não perca sequer um segundo para ajudá-lo.

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(Reunião dos grupos carismáticos para iniciar o projeto na Capela Nossa Senhora Aparecida, Metropolitana)



NO DIA 28 DE JUNHO, SEGUNDA-FEIRA, OUTRO GRUPO SE REUNIU PARA REALIZAR UM GESTO DE CARIDADE PARA AS PESSOAS MAIS CARENTES DO PLANO PILOTO. SEUS INTEGRANTES, FIÉIS DA IGREJA EVANGÉLICA, SE DISPUSERAM A FAZER CALDO QUENTE PARA DISTRIBUIR NA REGIÃO. O GRUPO, QUE SE CHAMA “BELIEVE”, PREPAROU O CALDO NA COZINHA DA PRÓPRIA IGREJA (MINISTÉRIO NÚCLEO DA FÉ - BRASÍLIA), CHAMANDO JOVENS, CRIANÇAS E ADULTOS PARA PARTICIPAREM DO EVENTO CARIDOSO QUE ACONTECEU NA NOITE DO DIA 28 DE JUNHO NO PLANO PILOTO. “FOI UM INCENTIVO DAS PRÓPRIAS PESSOAS DA IGREJA”, DIZ UMA DAS LÍDERES DO GRUPO QUE PARTICIPOU DO EVENTO E SE EMOCIONOU AO VER O TANTO DE PESSOAS QUE FORAM AJUDAR A DISTRIBUIR O CALDO. MAIS UMA VEZ A RELIGIÃO FAZENDO O BEM E TRAZENDO A PAZ PARA OS CORAÇÕES FIÉIS.

ESPORTE

Lutando contra a rua

É comum no Brasil vários jovens e crianças optarem pelo caminho da criminalidade, seja por falta dos recursos para adquirir o que eles precisam ou por influência do meio onde vivem. Porém, há certas pessoas fazendo a diferença na vida destas crianças.


Nestes últimos 4 meses, foi criado um programa solidário na cidade do Gama e no Recanto das Emas um projeto de jiu-jitsu para crianças. O programa coordenado pelo professor Michael (faixa preta) é gratuito e tem como objetivo educar as crianças para a vida e tentar tirá-las da rua por meio da vivência esportiva.


Foi feita uma entrevista com um de seus alunos, Pedro, um garoto de 9 anos que frequenta o projeto desde o seu inicio.


JORNAL: Pedro, você acha que, no tempo em que você esteve frequentando a sua aula de jiu-jitsu, houve alguma mudança em você? Como comportamento, por exemplo

PEDRO: Eu acho que sim, moço. Porque antes, eu ficava sempre andando muito pela cidade, ficava muito tempo na rua, não queria ir para o colégio estudar e eu acho que era até meio nervoso. Mas quando eu comecei as aulas, achava super divertido e legal e também fui aprendendo muita coisa que não sabia, fiz amigos e o tio Michael disse que é muito importante para a gente ir a escola e estudar e nos esforçar sempre.


JORNAL: E o que você mais gosta nas aulas de jiu-jitsu?

PEDRO: Ah... Eu não sei... Acho que gosto de tudo! (risos)


E, para aprendermos mais sobre o projeto, o Professor Michael, que dá as aulas para estes garotos, concedeu ao jornal uma entrevista:


JORNAL: Por que você teve a intenção de criar esse projeto?

MICHAEL: Quando eu era pequeno, minha maior diversão era lutar. Hoje eu sou um profissional com noção de que o esporte salva muitas vidas na rua e, ao mesmo tempo, te ensina sobre a vida e vários valores, como, por exemplo, o respeito ao próximo. Foi assim que tive a iniciativa de criar este projeto.


JORNAL: O que você acha desse projeto?

MICHAEL: Hoje eu vejo que se tem muitos talentos em áreas menos favorecidas. Essas áreas são carentes da luta e quando a luta chega aparecem grandes talentos. Pensando assim, eu vejo que esse projeto é ótimo não só para o esporte, mas também para a sociedade, contribuindo, construindo e orientando essas crianças para a vida.

Invictus, o poema que inspirou Nelson Mandela

"Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma".


Invictus conta a história de como Nelson Mandela buscou unir a nação, após o fim da apartheid, por meio da linguagem do esporte. O filme mostra como utilizando de um esporte que só era aceito pelos brancos e odiado pelos negros, Nelson Mandela, que havia ficado 27 anos na prisão e quatro anos depois era o atual presidente, conseguiu recriar um time desmotivado, através do seu apoio ao capitão do time.


Logo no início do filme quando o presidente recém-eleito chega pela primeira vez ao seu gabinete e percebe que muitos funcionários, que trabalhavam com o presidente anterior, estão arrumando suas coisas e esvaziando suas salas. Percebendo a movimentação, Mandela pede que sua assistente reúna todos os trabalhadores que ainda estão no local. Na sala de maioria branca, o clima é de tensão e alguns acreditam que Mandela os demitiria. Ele então inicia um discurso emocionante que tem como objetivo motivar e convencer esses funcionários a continuar trabalhando para o governo sul-africano. Mandela qualifica todos os presentes, independente de cor ou idioma e os encoraja a continuarem ocupando as funções que possuíam no antigo governo. Através de sua eficiente comunicação se compromete a fazer seu trabalho da melhor forma possível e solicita que os demais se comprometam com o mesmo objetivo.


  • Mandela, concentra algumas das caraterísticas mais importantes em um líder, consegue influenciar seus colegas de governo a se comprometerem com a busca de um objetivo comum e mesmo convencê-los a aceitar ideias diferentes. Ele possui excelente comunicação, interação, sociabilidade e integridade. Além disso, através da sua “visão”, faz sua equipe acreditar em um futuro melhor.


Podemos perceber que Mandela se esforça, a todo momento, em mobilizar os indivíduos a constituir uma equipe, é não só um exemplo, mas um símbolo da tolerância e do respeito.


Um outro lado que o filme mostra é a luta, a perseverança. Sonhamos com um mundo melhor mas somos medrosos e tememos a mudança e toda a transformação intrínseca a seu conceito. Mandela teve coragem de ser diferentes e de provar que essa diferença valeria a pena.


O filme tem poucas partes fictícias e infelizmente o preconceito não é uma delas, assunto que também é tratado em Invictus. Uma criação estupidamente humana, o preconceito se mostrou maior na África do Sul, na época doapartheid. Mostrando o cenário de preconceito até no esporte, Mandela fez com o que o time de rugby, esporte essencialmente branco na época, investisse em trabalhos sociais e interação com a população. Durante o filme, o resultado não foi diferentes, essas intervenções feitas por Mandela, fizeram o time superar suas dificuldades, claramente psicológicas e não técnicas, em meio a uma copa do mundo. Mandela combateu a desunião que mantinha o país separado e permitiu uma visão mais ampla a cerca do resultado no qual podemos chegar se estivermos unidos. Seu sonho era construir uma “nação arco íris em paz consigo mesma e com o mundo”.

A história do futebol no Brasil

Muito se fala, mas pouco se sabe sobre a origem do futebol no Brasil. O que é certo é que em 1894 o paulistano Charles Miller trouxe ao país um jogo de uniformes e um objeto esférico inflável, que os ingleses chamavam de “ball”. Daí, Miller começou a difundir o esporte no país inteiro, tornando-o paixão nacional em menos de 30 anos. Para muitos historiadores, entretanto, o futebol chegou ao Brasil bem antes de Miller, através de marinheiros ingleses cujos navios aportavam em nossas terras. O ano de 1874 é o mais citado como o “apito inicial” do futebol no Brasil: o local foi a praia da Glória, no Rio de Janeiro, para uma apresentação a ninguém menos do que a princesa Isabel.


Casos de agressões verbais em relação a etnias raciais pouco foram vistos no Brasil nos últimos anos. Jogadores que sofreram essa agressão usam redes sociais para desabafar, como o jogador Daniel Alves do Barcelona que ficou indignado com as manifestações da torcida do Real Madrid, no clássico entre as equipes e desabafou sobre a perseguição que sofre nos gramados espanhóis por meio do Twitter. Temos também o caso do jogador Neymar, na partida contra o Ituano, pelo Campeonato Paulista, voltou a acender uma polêmica no futebol: o racismo. O jogador questionou o técnico Roberto Fonseca, da equipe adversária, se o mesmo havia o chamado de “macaco”. Porém, sem ter certeza, Neymar voltou atrás e decidiu não polemizar.


Essa não é a primeira vez que o craque brasileiro se envolve em uma suspeita de racismo. Em um amistoso contra a Escócia, em março de 2011, o craque marcou os dois gols da vitória brasileira e foi intensamente vaiado pela torcida adversária. Durante a partida, um torcedor alemão infiltrado na parte da arquibancada com o maior número de brasileiros atirou uma banana em campo, em provocação ao jogador. Relembre outros atletas que também sofreram com preconceito.


Unidos somos mais fortes

Como os esportes podem contribuir para acabar com as discriminações, aumentar o apreço pela diversidade e promover a inclusão social?


O esporte pode contribuir com a diminuição da discriminação por meio de ações inclusivas, com as quais cada um seria importante para o time em suas próprias particularidades. A ideia de que os altos e com melhor forma e força física são os melhores em todo tipo de esporte deve ser subvertida a um modelo no qual o time, quanto mais variado for, melhor.


As atividades cooperativas podem ajudar na inclusão social, através de jogos e brincadeiras com essa filosofia, que pretende uma revisão de valores em relação aos que já existem que são baseados na competição e no desrespeito ao ser humano. Nesse tipo de atividade, desenvolve-se a necessidade de jogar uns COM os outros, superar desafios conjuntos, compartilhar sucessos, vencer juntos e quebrar as barreiras do individualismo. O confronto é minimizado e dá lugar ao encontro, à união das pessoas em prol da mesma finalidade, visando à eliminação do medo e do fracasso individual.


COOPERAÇÃO: é um processo onde os objetivos são comuns e as ações são benéficas para todos.

COMPETIÇÃO: é um processo onde os objetivos são comuns, mutuamente exclusivos e as ações são benéficas somente para alguns.


A principal diferença entre cooperação e competição é que no primeiro todos cooperam e ganham, eliminando-se o medo do fracasso e aumentando-se a auto-estima e a confiança em si mesmo. Enquanto que no segundo, a valorização e reforço são concedidos apenas ao vencedor, o que gera frustração, medo e insegurança.

No estilo de jogo em que o espírito competitivo é de exclusão faz as equipes jogarem umas contra as outras. Há rivalidade, tensão e sentimento de derrota. Desenvolve-se o egoísmo e o direito aos melhores. A preocupação é com o resultado, que é o que elimina o adversário.


No estilo de Jogo em que se compete COOPERANDO, as equipes são parceiras, uma joga com a outra. Ninguém é rejeitado. Desenvolve-se a autoconfiança. Uns contribuem para adequar as possibilidades dos outros dentro do jogo. O resultado é uma ação conjunta e o sucesso é compartilhado.

O francês Pierre de Coubertin diz que o mais importante não é vencer, mas tornar parte; importante na vida não é triunfar, mas esforçar-se; o essencial não é haver conquistado, mas haver lutado.


Esporte é interação!

Apresenta-se a seguir um projeto de competição, elaborado após discutir-se qual seria a melhor forma de integração de uma turma, visando aproveitar o potencial de cada indivíduo e promover a premiação de quem mais participa e não de quem é mais rápido, mais habilidoso ou mais agressivo.


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