Métodos Anticoncepcionais

Tipos de métodos anticonceptivos

Preservativos masculinos e femininos (Camisinhas)

Os preservativos masculinos e femininos, que são os métodos mais acessíveis e por isso os mais comuns, pois podem ser adquiridos nas farmácias e postos de saúde. Eles se diferenciam em tamanho e modo de uso, pois o masculino deve ser colocado para cobrir o pênis durante a relação, enquanto o feminino deve ser introduzido no canal vaginal. Alem de prevenir a gravidez eles também previnem as DSTs.

Diafragma

O "diafragma" é um método de barreira móvel, ou seja, que pode ser colocado e retirado da vagina, com uma estrutura em látex, ele chega a durar até dois anos. Para ser eficiente, deve ser colocado duas horas antes da relação sexual e retirado entre quatro e seis horas após o sexo, combinando com gel espermicida. Após o uso, deve ser lavado com água e sabão.

Anéis Medidores

O anel vaginal, ou anel medidor, deve ser introduzido pela vagina e acomodado no colo do útero no quinto dia de menstruação, permanecendo ali por três semanas. É um método hormonal que traz uma formulação semelhante à da pílula anticonceptiva (etonogestrel e etinilestradiol), mas dispensa o uso do gel espermicida. Não traz desconforto e normalmente não é sentido durante as relações sexuais.

Pílula oral ou pílula anticonceptiva

Com percentual de 99,8% de eficácia, elas são feitas com hormônios parecidos com os que são produzidos pelo corpo (progesterona e estrogênio), age impedindo que aconteça a ovocitação. Devem ser tomadas diariamente e de preferência no mesmo horário.

Pílula anticoncepcional de emergência (pílula do dia seguinte)

Esse medicamento só deve ser usado em caso de emergência, como, por exemplo, quando a camisinha estourou ou não houve uso de preservativo na relação sexual. Jamais deve ser adotado como método usual de proteção.

De acordo com Rodolfo Strufaldi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) e professor assistente de ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC, o uso frequente da pílula de emergência pode causar alterações no ciclo menstrual. É preciso de receita médica para retirar esse medicamento.

As duas pílulas que compõem uma dose devem ser ingeridas com intervalo de 12 horas. Elas concentram alta dose hormonal (o equivalente a oito pílulas anticoncepcionais de uso prolongado), que vai retardar a ovulação e, assim, dificultar a gestação. A ocorrência de sangramento, ou a ausência do mesmo, está ligada ao período do ciclo menstrual da mulher.

Anticoncepcional injetável mensal

Com aplicação mensal, normalmente nas nádegas, o anticoncepcional injetável é semelhante à pílula anticonceptiva por sua praticidade, mas não exige que seja administrado diariamente e possui menos efeitos colaterais no estômago do que o comprimido, é liberada a mesma quantidade de hormônios da pílula e a menstruação ocorre normalmente.

Minipílula e injeção trimestral

Para mulheres em amamentação, o Ministério da Saúde oferece dois métodos contraceptivos, que podem ser introduzidos seis semanas após o parto, sendo eles a minipílula, administrada via oral, e a injeção trimestral. A combinação entre a prolactina (hormônio que estimula a produção do leite materno), com a progesterona (hormônio que prepara organismo para a fecundação) cria a barreira que impede uma nova gravidez durante a amamentação.

Dispositivo intrauterino (DIU)

Trata-se de uma estrutura de metal que tem ação espermicida intrauterina, ou seja, que impede que o espermatozoide chegue ao óvulo. Pode ficar até cinco anos dentro do corpo da mulher. É necessário que um médico insira o dispositivo no útero. Sua eficácia contra a gravidez é de 99,6% e, os efeitos colaterais podem ser o aumento do sangramento menstrual, da duração da menstruação e da incidências de cólicas. Não é recomendado para mulheres com anemia severa justamente porque aumenta o fluxo menstrual, e, assim, poderia agravar a doença.

Método definitivo

Segundo a Lei do Planejamento Familiar, pessoas com mais de 25 anos e pelo menos dois filhos vivos, ou naqueles casos em que há risco de vida para a mulher ou para o futuro bebê, podem usar os métodos contraceptivos definitivos, ou seja, sem possibilidade de reversão , como a ligadura das trompas de falópio para as mulheres, ou a vasectomia nos homens. Os dois procedimentos impedem que os espermatozoides atinjam o óvulo, impedindo que ocorra a fecundação.