Vanguardas e Semana de Arte Moderna

Música - Neoclassicismo

Stravinsky: Apollon musagète (Apollo) / Rattle · Berliner Philharmoniker

Apollon musagète - compositor: Igor Stravinsky

  • A obra é um balé em duas cenas, foi composta em 1928 e demonstra como Stravinsky se aproximou dos clássicos não apenas no tema da mitologia grega mas também no que diz respeito à música, bem harmonizada, aparentemente simples, com um tema que é desenvolvido.
  • A música é executada por uma orquestra de cordas de 34 instrumentos: 16 violinos, 6 violas, 8 violoncelos e 4 contrabaixos. Foi encomendada por Elizabeth Sprague Coolidge para um festival de música contemporânea que aconteceria em Nova York.
  • A instrumentação utilizada é uma característica neoclássica, assim como sua execução e a obra em si que foi composta com a intenção de ser como a música clássica.
Nelson Freire plays Bachianas Brasileiras nº 4 Prelude (Villa-Lobos)

Bachianas Brasileiras n° 4 para piano, Prelúdio - compositor: Heitor Villa-Lobos

  • Bachiana brasileira n° 4 para piano (1930-1941, tendo sido orquestrada em 1942)

Foi composta para piano a partir de 1930, mas estreada somente em 1939. Recebeu novo arranjo para orquestra em 1941, estreando em meados do ano seguinte. Contém quatro movimentos:

  1. Prelúdio (Introdução) - Lento
  2. Coral (Canto do Sertão) - Largo
  3. Ária (Cantiga) - Moderato
  4. Dança (Miudinho) - Muito animado
  • Nesta obra,no prelúdio, Villa-Lobos inclui a música nacional e a música neoclássica. Nacional por conter a melodia de uma canção nordestina e neoclássica por fazer parte e marcar sua fase neoclássica. Remete ao compositor J.S.Bach, e ao o fazer, situa-se desde já na corrente neoclássica do séc. XX.
  • O piano é um instrumento clássico e há o emprego de procedimentos da composição tradicional europeia. Forma neoclássica, com referências a movimentos e estilos musicais da música erudita européia, como Coral e Ária (respectivamente o segundo e o terceiro movimentos da Bachianas Brasileiras nº4).
Stravinsky: Pulcinella / Rattle · Berliner Philharmoniker

Pulcinella - compositor: Igor Stravinsky

  • A Suite Pulcinella foi composta na fase em que Stravinsky estava em seu refúgio na Suíça, quando dedicou-se à criação de uma grande série de obras de câmara.

  • Terminada a 20 de abril de 1920 e estreada com enorme sucesso a 15 de maio do mesmo ano, Pulcinella nasceu da encomenda de Sergei Diaghilev para o seu balé russo, e também da realização, para Stravinsky, de um antigo sonho de trabalhar com Picasso, com quem há muito se identificava esteticamente.

  • A encomenda veio quando Stravinsky se ocupava intensamente com música antiga. Para o balé de oito cenas, Stravinsky escreveu 15 números musicais, que contaram não só com a sua genialidade, mas também com a de Picasso – que se encarregou do cenário e do figurino. A Suite Pulcinella é uma forma concertante, portanto reduzida, do balé, a qual teve sua revisão definitiva em 1949.

  • Pulcinella tem um valor simbólico na trajetória do compositor, caracterizando o momento em que ele passa a olhar para o passado, para o clássico, esta obra marca uma descoberta do passado que o nortearia dali por diante. A partir daí, ele faria novas recriações, baseando-se em obras de Gesualdo, Bach e Tchaikovsky, por exemplo. Pulcinella tem também um significado no contexto da música do século XX. Ao mesmo tempo em que ouvimos um grande criador, ouvimos também a substituição do presente pelo passado na criação.