Basquete

Tecnologia no Basquete

Uma breve introdução

O basquetebol surgiu no ano de 1891, nos Estados Unidos. Seu criador foi James Naismith, professor de Educação Física da Associação Cristã de Moços de Springfield (estado de Massachusetts – EUA). Porém, o primeiro jogo de basquete que temos conhecimento e registro foi realizado no dia 20 de janeiro de 1892 (este jogo foi interno e não foi presenciado por público). Somente no dia 11 de março deste mesmo ano uma partida pôde ser assistida por público de fora da Associação. Nos primeiros anos do basquete ainda não havia uma bola específica para este esporte. As partidas eram realizadas com uma bola de futebol. Porém, no ano de 1894, a Chicope Falls, empresa de Massachusetts, desenvolveu a primeira bola de basquete.

No ano de 1896, foi realizado o primeiro jogo feminino de basquete. Na ocasião, as alunas da Universidade de Stanford venceram a equipe da Universidade da Califórnia.

O basquete é jogado por duas equipes de 5 jogadores que têm por objetivo passar a bola por dentro de um cesto colocado nas extremidades da quadra, seja num ginásio ou ao ar livre. O objetivo do jogo é introduzir a bola no cesto da equipe adversária (marcando pontos) e, simultaneamente, evitar que esta seja introduzida no próprio cesto, respeitando as regras do jogo. A equipe que obtiver mais pontos no fim do jogo vence.

Foi somente no começo do século XX que o basquete começou a se espalhar pelos quatro cantos do mundo. Ligas e federações começaram a organizar campeonatos e o esporte, de tão popular, começou a fazer parte dos Jogos Olímpicos. A prática do basquete teve início no Brasil quando o norte-americano Augusto Shaw introduziu-o na Associação Atlética Mackenzie de São Paulo, em 1896. No Rio de Janeiro, teriam acontecido, em 1912, os primeiros jogos de basquete.

Atualmente, o basquete é muito praticado no mundo todo. Além de estar organizado profissionalmente, este esporte é presença obrigatória nas aulas de Educação Física de escolas e faculdades brasileiras.

Os grandes jogadores e jogadoras de basquete da nossa história: Adriana Aparecida dos Santos, Alessandra Santos de Oliveira, Alfredo Rodrigues da Mota, Amaury Antônio Pasos, Anderson Varejão, Edson Bispo dos Santos, Friedrich Wilhelm Braun, Hortência Maria de Fátima, Marcari Oliva, Janeth dos Santos Arcain, José Edvar Simões, Paula Marta de Souza Sobral, Nenê, Oscar Schmidt, Rosa Branca, Ubiratan Pereira Maciel.

Não existe formação necessária para ser um jogador de basquete, pois, por ser um esporte, o aprendizado vem durante os treinamentos. É necessário que o jogador tenha muita disciplina e força de vontade para jogar em um time de basquetebol profissional.

No Brasil, o esporte está crescendo e se popularizando, esse crescimento ainda não é o suficiente, por isso muitos atletas brasileiros são levados para jogar no exterior, onde o esporte é mais valorizado, como, por exemplo, na NBA, uma liga profissional de basquetebol dos Estados Unidos e Canadá. Foi fundada em 1946, em Nova Iorque, com o nome BAA (Basketball Association of America). O nome NBA foi originado após fusão da BAA com a NBL (National Basketball League). A NBA é considerada uma das mais importantes ligas de basquetebol a nível mundial, sendo que os seus jogadores são os que recebem os mais elevados salários. A liga possui 29 equipes dos Estados Unidos e uma equipe do Canadá.

Por ser um país com tradição no futebol, o mercado de trabalho esportivo brasileiro é maior e mais competitivo nessa modalidade. Os jogadores brasileiros são muito bem cotados no futebol tanto nacional quanto do mundo todo, principalmente na Europa, onde existem os melhores salários e condições de trabalho.

É importante que o incentivo aos investimentos no basquete aconteça, tanto por parte do governo, quanto por iniciativa privada, para que também as crianças tenham oportunidade de crescimento e de treinamento, principalmente as mais carentes. A mídia com certeza também contribui muito para aceitação e procura de modalidades esportivas, despertando interesse das pessoas em praticá-lo e com o basquetebol não seria diferente. Porém, movida pelo capitalismo, a mídia procura favorecer somente os esportes que tem maior número de patrocinadores, o que não é o caso do basquete atualmente.

O basquete internacional se encontra organizado pela FIBA - Federação Internacional de Basquetebol. Suas determinações valem para todos os países onde o basquete é jogado, exceto para a liga profissional de basquete dos EUA, a NBA, que mantém regras próprias pouco diferentes das regras internacionais. A expectativa é que as duas entidades aproximem cada vez mais seus regulamentos.

Dos 170 países filiados a FIBA o que tem maior número de praticantes é Estados Unidos da América. Além de serem maiores praticantes, possuem a melhor liga do mundo, a NBA. Por ser bastante incentivado pelo governo, os EUA possui a melhor seleção de basquete do mundo, este esporte é um dos três mais praticados do pais (Beisebol,Futebol Americano e Basquete). O Canadá, A Rússia, a Argentina, o Brasil e a França também tem atletas que se destacam no cenário mundial.

Os maiores campeonatos de basquete são o mundial da categoria e as Olimpíadas. Também tem NBA (Masculino-30 times), WNBA (Feminino-12 times) e EUROLEAGUE BASKETEBALL (Masculino-24 times).

Basquete: dicas e benefícios

Tecnologia e esportes: uma aliança que deu certo

Após a invenção de jogos, computadores e demais instrumentos que facilitam a comunicação e a diversão, as pessoas se tornaram mais ociosas e colocaram a prática de exercícios em segundo plano. Porém, a tecnologia não deve ser aproveitada somente para o lazer, ela pode ser utilizada de diferentes maneiras e, inclusive, para auxiliar as modalidades esportivas de alto rendimento, tornando possível a treinadores e atletas que buscam alcançar a performance máxima obter e analisar informações e recursos de maneira eficiente e efetiva para aperfeiçoar o treinamento e a tomada de decisões.

Pesquisas tecnológicas são essenciais para desenvolver novos produtos em todas as categorias esportivas, desde bolinha de ping pong, tênis para corrida, chuteiras, até roupas para natação.

A última moda da natação só pôde existir por causa da tecnologia, são os maiôs que, ao diminuírem o atrito com a água, melhoram o desempenho dos nadadores. Para o taekwondo foi criada uma tecnologia chamada de Speed Fight, que permite monitorar os movimentos do atleta durante os treinamentos, por meio de sensores instalados no colete. No vôlei, programas dão às comissões técnicas informações detalhadas, e em tempo real, sobre o comportamento dos atletas dentro da quadra.

A tecnologia se espalha cada vez mais em todas as modalidades esportivas, mostrando a importância de sua união com o esporte. Para aqueles que, mesmo sendo portadores de deficiência física, superam seus próprios limites nas pistas, piscinas e quadras, esta união é ainda mais importante, a tecnologia ajuda os atletas a terem maior eficiência e independência.

Tecnologia no basquete

No basquete há inúmeras tecnologias que propiciam um melhor desempenho ao atleta. No ano de 2009 foi lançada uma tecnologia que revolucionou o basquete e, principalmente, ajuda o arbitro a ser mais justo e coerente com ambos os times. O artifício é um aparelho chamado de "Digital Scoresheet”, esse aparelho filma o jogo ao vivo e fica sobre supervisão dos árbitros da mesa, assim que tiver um lance polêmico o juiz principal recorre ao aparelho junto aos árbitros da mesa e verifica a jogada.

Exemplo de como o aparelho é usado: No final do segundo período, a jogadora eslovaca Zuzana Zirková fez uma tentativa de lançamento de três pontos desde a linha de meio campo que acabou por entrar no cesto. Enquanto um dos árbitros auxiliares validou o cesto, o árbitro principal quis verificar se o lançamento tinha sido executado dentro do tempo regulamentar, os árbitros então recorreram à mesa dos oficiais do "Digital Scoreshhet" e confirmaram o lance.

A tecnologia também se faz presente nos uniformes dos jogadores. Novos tecidos estão sendo usados para a produção dos uniformes de basquete que são bem mais leves, duram mais que os antigos e são bem mais confortáveis, os que os torna ideais paras as condições de um corpo de um jogador. Além disso, as empresas estão investindo nos designs das roupas montando novos desenhos e personalizando os uniformes cada vez mais. Os tênis que têm sido desenvolvidos tem o ''cano alto'' para que o jogador não torça os pés, uma vez que o basquete é um esporte que se pula muito, intensificando o risco de lesões. Outro benefício do tênis é seu solado que ajuda o atleta juntamente com o solo da quadra a não escorregar, ou seja, o tênis gera atrito.

Exemplo de situação em que o Digital Scoreshhet pode ser usado:

Pondo em prática

Com o objetivo de confirmar a hipótese de que a tecnologia pode ajudar e fornecer suportes para o melhor rendimento no esporte, fotografamos e filmamos lançamentos previamente sem tecnicas, analisando seus erros e buscando uma maneira de obter melhores resultados.

Primeiro lançamento

Análise

Nenhuma das lançadoras voluntárias do grupo obtiveram um bom rendimento em seus arremessos, convertendo entre 0 e 2 das 10 tentativas.
O ruim desempenho da Isadora se deu devido à lançadora ultrapassar a linha, utilizar as duas mãos para fazer o lance, não equilibrar o corpo ao saltar em alguns dos arremessos e, principalmente, por não ter apoiado a bola com firmeza em suas mãos na preparação para o arremesso. Suas duas conversões só puderam acontecer porque nesses lances ela permaneceu na linha corretamente e teve maior equilíbrio tanto em seu corpo ao pegar impulso quanto em sua mão ao segurar a bola.
Alguns erros da Isadora se repetiram nos lances da Marina, como o arremesso com as duas mãos e a falta de firmeza ao segurar a bola, porém, mesmo mantendo-se na linha e flexionando os joelhos corretamente ela só obteve sucesso em um lance, no qual flexionou o pulso e os joelhos de uma forma que lhe proporcionou maior impulso e, dessa forma, teve mais firmeza com a bola.
A Luiza foi a única que teve equilíbrio ao segurar a bola e por isso conseguiu utilizar, de maneira correta, apenas um braço para realizar seus arremessos, porém, ela não flexionou as pernas e os joelhos, o que fez com que não conseguisse o impulso adequado e a força necessária para a bola chegar até a cesta, mesmo permanecendo na linha durante todas as tentativas, não conseguiu converter nenhuma cesta.
Ao analisar fotos e vídeos produzidos pelo grupo, podemos perceber que a maioria dos erros se dá devido à falta de equilíbrio não somente corporal como também em relação ao manejo da bola desde o seu contato com a mão até o momento do lance. Outra falha muito comum é a falta de atenção em relação à linha e ao ponto fixo onde deseja que a bola chegue, então, para haver uma melhora considerável no lançamento seria necessário que tivesse uma maior concentração no lance para focalizar a atenção no alvo e conseguir uma boa visualização do cesto sem esquecer do limite imposto pela linha e de manter firmeza na mão sem deixar a bola escapar antes do momento certo.

Segundo lançamento

Análise

A Luiza melhorou muito seu desempenho, mas, continuou sem conseguir converter nenhuma cesta. Ela permaneceu na linha, teve equilíbrio tanto corporal quanto ao segurar a bola e seguiu as recomendações indicadas após a análise do vídeo, mas mesmo flexionando os joelhos para adquirir mais impulso, as bolas arremessadas não conseguiram chegar até a cesta, porém tiveram maior alcance que o da última vez.

A Isadora seguiu apenas algumas das recomendações de acordo com as análises: permaneceu na linha e teve maior equilíbrio no corpo, porém manteve seu desempenho já que ao tentar arremessar com um braço só perdeu a firmeza na bola, cuja nem chegou até a cesta. So conseguiu converter fazendo uso das duas mãos.

A Marina foi a única que regrediu devido a não seguir as recomendações continuando a arremessar com as duas mãos e sem firmeza no lançamento da bola.

Mesmo constatando os problemas e tentando ao máximo concertar os erros identificados através das análises, as lançadoras encontraram grande dificuldade em relação à força e por isso não obtiveram uma melhora considerável.

Basquete adaptado para crianças com necessidades especiais

Aplicativos

Brasília é destaque no basquete brasileiro

Camille Le Guerroué, Isabela Martins, Isadora Abreu, Luiza Reis, Maria Eduarda, Marina Ribas

Fontes de pesquisa: