Fertilizantes

O fertilizante e as plantas

As plantas, para se desenvolverem adequadamente, necessitam de ter à sua disposição quantidades adequadas de elementos nutritivos ou nutrientes.
Um solo fértil deve ter capacidade para fornecer às plantas os nutrientes que elas necessitam, de uma forma equilibrada.

Sempre que os solos não tenham essa capacidade, é necessário recorrer à utilização dos fertilizantes.

Podemos definir "Fertilizantes" como sendo substâncias que se aplicam ao solo e/ou à parte aérea da planta com o objetivo de melhorar a sua nutrição e obter maiores e/ou melhores produções.

Tipos de fertilizante e a consequência de seu uso

Adubos minerais - são obtidos industrialmente por processos químicos e subdividem-se em três grupos:

• Adubos minerais elementares - têm um só macronutriente principal - azotados (N) (exemplos: uréia, nitroamoniacal a 20,5%, etc.), fosfatados (P) (exemplos: superfosfato a 18%, ou a 42%.) ou potássicos (K) (exemplos: cloreto ou sulfato de potássio);

• Adubos minerais compostos - podem ter dois ou três macronutrientes principais - binários (N-P, N-K ou P-K) (exemplos, nitrato de potássio, etc.) ou ternários (NPK)

• Adubos minerais especiais - podem ser adubos elementares ou compostos aos quais se adicionaram macronutrientes secundários, micronutrientes, reguladores de crescimento, pesticidas, retardadores de nitrificação, etc., ou serem produtos contendo apenas macronutrientes secundários, micronutrientes ou até não conterem elementos habitualmente considerados nutrientes vegetais (exemplos: sulfato de magnésio, borax, "osmocote" - adubo revestido de libertação controlada, N-serve - com inibidor de nitrificação, ureia-form, soluções nutritivas, etc);

• Adubos orgânicos - são produtos de natureza orgânica, provenientes de resíduos de plantas e/ou animais (exemplos: farinha de peixe - com mais de 6% de azoto e 6% de fósforo, ossos moídos - com mais de 27% de fósforo, sangue seco e pulverizado - com mais de 10% de azoto, ou outros resíduos orgânicos, desde que satisfaçam os seguintes teores: matéria orgânica 50%, azoto 2%, fósforo 3% e total de azoto+fósforo+potássio 6%).

• Adubos minero-orgânicos - obtidos por mistura de adubos minerais com adubos orgânicos ou corretivos orgânicos, (exemplos: adubos obtidos a partir da mistura de adubos minerais e estrumes de aviário ou outros produtos com origem similar, desde que satisfaçam as seguintes condições: teor de matéria orgânica 25%, total de azoto+fósforo+potássio 15% e qualquer destes macronutrientes com teores superiores a 5%).

A agricultura se sustenta com a ajuda dos fertilizantes químicos, se não fosse por eles não seria possível produzir a grande demanda de alimentos necessária para abastecer a população mundial. Mas juntamente com estes benefícios vem a poluição de rios, lagos e mares. A razão de os poluentes estarem ligados à plantação de verduras e legumes você fica sabendo agora.

Os fertilizantes contêm em sua composição nitratos e fosfatos, e uma vez lançados nas lavouras são posteriormente arrastados com a água das chuvas para o leito dos rios ou se infiltram no solo, indo para os lençóis freáticos e mananciais. Esses compostos, quando presentes na água, aumentam consideravelmente a população de algas e plantas, pois como o próprio nome diz, eles tornam o solo fértil. E a consequência desse distúrbio na vegetação aquática é a Eutroficação.

O fenômeno de Eutroficação é causado pelo excesso de nutrientes (compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogênio) num corpo de água. O excesso de algas logo entra em decomposição, aumentando o número de micro-organismos decompositores e diminuindo a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) da água.

Elementos químicos do fertilizantes

Os elementos químicos presentes nos fertilizantes, conforme

a quantidade ou proporção, podem ser divididos em duas

categorias:

Macronutrientes:

(carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio,

fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre)


Micronutrientes:

(boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio, zinco, sódio, silício

e cobalto). Se o solo não dispuser de suficiente quantidade de

qualquer dos nutrientes mencionados, mesmo aqueles minimamente

necessários, há prejuízo no crescimento e no desenvolvimento da

planta. As deficiências mais comuns são de nitrogênio (N), fósforo

(P) e potássio (K), daí a fórmula básica dos fertilizantes, NPK, que

indica o percentual de nitrogênio na forma de N elementar, o teor

percentual de fósforo na forma de pentóxido de fósforo, P2O5, e o

conteúdo percentual de potássio na forma de óxido de potássio,

K2O. Como importante componente das proteínas e da clorofila, o

nitrogênio freqüentemente é fator primordial no aumento da produtividade

agrícola. O fósforo é responsável pelos processos vitais das

plantas, pelo armazenamento e utilização de energia, promove o

crescimento das raízes e a melhora da qualidade dos grãos, além

de acelerar o amadurecimento dos frutos. O potássio é responsável

pelo equilíbrio de cargas no interior das células vegetais, inclusive

pelo controle da hidratação e das doenças da planta.

Do ponto de vista do processo produtivo, o nitrogênio (N), o

fósforo (P) e o potássio (K) são os mais importantes. Os demais macro

e micronutrientes, apesar da importância biológica, não têm expressão

econômica na indústria de fertilizantes, nem valorização comercial

significativas, por serem utilizados em quantidades muito pequenas.

Contudo, para aumentar a fertilidade do solo, não basta a

simples aplicação de fertilizantes. Uma das mais importantes medidas

consiste na correção da acidez do solo, que, se excessiva,

prejudica a absorção dos nutrientes pelas plantas e aumenta os

custos da fertilização. No Brasil, onde a maioria dos solos tem

natureza acentuadamente ácida, a simples aplicação de calcário

moído pode ser eficaz para a necessária neutralização.