Itinerário Queirosiano em Lisboa

À roda do Chiado com Eça de Queirós

Praça do Comércio no século XIX

«- Lisboa é Portugal […]. Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e

S. Bento!...».

Eça de Queirós, Os Maias, Cap. VI

Antiga Serafina, hoje Pastelaria Cister, fundada em 1838.

«Lisboa é uma cidade doceira, como Paris é uma cidade intelectual. Paris cria a ideia e Lisboa o pastel».

Eça de Queirós, Uma Campanha Alegre

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Rua de S. Marçal

«Ela [Condessa de Gouvarinho] vinha agora a intimidá-lo [Carlos], “em nome de todos os sacrifícios que por ele fizera”, a que aparecesse na Rua de S. Marçal, domingo ao meio-dia, para terem uma explicação definitiva».

Eça de Queirós, Os Maias, Cap. XIII

Praça do Príncipe Real

«Carlos apeava-se de um copé de praça, que viera parar, devagar, à esquina da Patriarcal, com estores verdes misteriosamente corridos […]. A velha traquitana de rodas amarelas acabara de ser uma alcova de amor, perfumada de verbena, durante as duas horas que Carlos rodara dentro dela, pela estrada de Queluz com a senhora Condessa de Gouvarinho […]. Carlos aproveitara a solidão da Patriarcal para se desembaraçar do calhambeque».

Eça de Queirós, Os Maias, Cap. X
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Miradouro de S. Pedro de Alcântara

O nome vem do Convento de S. Pedro de Alcântara, mesmo em frente, que o Marquês de Marialva mandou construir no século XVII.
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Restaurante Tavares

«- Bem – gritou ao cocheiro – vai ao Café Tavares… No Tavares, ainda solitário aquela hora, um moço areava o sobrado. E enquanto esperava o almoço, Ega percorreu os jornais».


Eça de Queirós, Os Maias, Cap. X

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Teatro Trindade

«Pararam à porta do Teatro da Trindade no momento em que de uma tipóia de praça se apeava um sujeito de barbas de apóstolo, todo de luto, com um chapéu de abas recurvas à moda de 1830 […]. Ega reconheceu-o. – É o tio do Dâmaso».


Eça de Queirós, Os Maias, Cap. XVI

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