FERRAMENTAS DIGITAIS

Thamara de Freitas Alves

História da UFMG

Em Minas Gerais, a primeira instituição de nível superior - a Escola de Farmácia, de Ouro Preto - data de 1839. Em 1875 é criada a Escola de Minas e, em 1892, já no período republicano, a antiga capital do Estado ganha também a Faculdade de Direito.


Em 1898, com a mudança da capital, a Faculdade de Direito é transferida para Belo Horizonte. Depois, em 1907, criou-se a Escola Livre de Odontologia e, quatro anos mais tarde, a Faculdade de Medicina e a Escola de Engenharia. E em 1911, surge o curso de Farmácia, anexo à Escola Livre de Odontologia.


A criação de uma universidade no Estado já fazia parte do projeto político dos Inconfidentes. A idéia, porém, só veio a concretizar-se em 1927, com a fundação da Universidade de Minas Gerais (UMG), instituição privada, subsidiada pelo Estado, surgida a partir da união das quatro escolas de nível superior então existentes em Belo Horizonte. A UMG permaneceu na esfera estadual até 1949, quando foi federalizada. Ainda na década de 40, foi incorporada ao patrimônio territorial da Universidade uma extensa área, na região da Pampulha, para a construção da Cidade Universitária. Os primeiros prédios erguidos onde é hoje o campus Pampulha foram o do Instituto de Mecânica (atual Colégio Técnico) e o da Reitoria. O campus só começou a ser efetivamente ocupado pela comunidade universitária nos anos 60, com o início da construção dos prédios que hoje abrigam a maioria das unidades acadêmicas.


O nome atual - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - só foi adotado em 1965.


À época da federalização, já estavam integradas à UFMG a Escola de Arquitetura e as faculdades de Filosofia e de Ciências Econômicas. Depois, como parte de sua expansão e diversificação, a Universidade incorporou e criou novas unidades e cursos. Surgiram então, sucessivamente, a Escola de Enfermagem (1950), a Escola de Veterinária (1961), o Conservatório Mineiro de Música (1962) e as escolas de Biblioteconomia (1962), Belas-Artes (1963) e Educação Física (1969).


Em 1968, a Reforma Universitária impôs profunda alteração à estrutura orgânica da UFMG. Desta reforma resultou o desdobramento da antiga Faculdade de Filosofia em várias faculdades e institutos. Surgiram, assim, a atual Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, o Instituto de Ciências Biológicas, o Instituto de Ciências Exatas e seus respectivos ciclos básicos, o Instituto de Geociências e as faculdades de Letras e de Educação.


Hoje, firmemente estabelecida como instituição de referência para o resto do país, a UFMG continua em franca expansão. Cinco cursos foram criados nos últimos quatro anos: Agronomia (em Montes Claros), Artes Cênicas, Engenharia de Controle e Automação, Matemática Computacional, Fonoaudiologia e, mais recentemente, Nutrição. As oportunidades de ingresso crescem continuamemente. Além de Belo Horizonte, o exame vestibular é agora realizado em doze cidades no interior do Estado - Conselheiro Lafaiete, Contagem, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Governador Valadares, Juiz de Fora, Lavras, Montes Claros, Pouso Alegre, Sete Lagoas, Uberlândia e Viçosa.

UFMG é a quarta universidade brasileira em ranking de instituição saudita

Na edição 2015 do ranking CWUR, produzido na Arábia Saudita pelo Centro de Rankings Universitários Mundiais, a UFMG mantém a quarta posição entre as universidades brasileiras e figura na 526ª posição entre as mil instituições avaliadas.


Para o pró-reitor de graduação, Ricardo Takahashi, o CWUR “tem a virtude de adotar metodologia bastante distinta de todos os rankings que vêm sendo lançados ultimamente, resultando mais ou menos na mesma ordem que os outros”.


A Universidade de São Paulo (USP) é a instituição da América Latina mais bem colocada na edição de 2015 da lista, seguida pelas universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Estadual de Campinas (Unicamp), UFMG e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


A primeira do mundo, com 100% da pontuação, é a Universidade de Harvard (EUA), seguida da Universidade Stanford e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Além das três norte-americanas, duas instituições britânicas completam o grupo das cinco melhores: a Universidade Cambridge e a Universidade Oxford.


Critérios

Segundo o CWUR, o ranking mede oito critérios diferentes de qualidade e prioriza a excelência dos ex-alunos das instituições: 25% da nota das universidades são medidos pelo número relativo de pessoas formadas nelas que ganharam prêmios internacionais importantes, de acordo com o tamanho da instituição.


O mesmo percentual é atribuído a outros dois critérios: número de formandos que atualmente ocupam cargos de dirigentes nas melhores empresas do mundo e qualidade dos professores, com base no número de prêmios e medalhas de relevância.


O restante da pontuação é distribuído entre os seguintes indicadores: número de publicações em jornais de reputação, número de publicações em jornais de grande influência, número de citações em pesquisas, índice que mede o impacto geral da instituição e patentes internacionais solicitadas pela universidade.


Na opinião de Ricardo Takahashi, o ranking da CWUR foi construído de maneira a tratar tecnicamente alguns dos pontos frágeis observados nas metodologias adotadas por outros rankings. “É claro que, como todo ranking, também este tem fatores questionáveis, a exemplo da escolha dos pesos para os diversos indicadores.”


Para o pró-reitor de Graduação, o fato de a UFMG aparecer entre as dez primeiras em rankings de naturezas diversas mostra uma estabilidade na sua produção acadêmica e certa credibilidade cruzada entre os ranqueamentos.


As dez primeiras do Brasil:

Universidade de São Paulo (USP)

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Universidade Federal Fluminense (UFF)

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Institucional UFMG

PROGRAMAS SOCIAIS DA UFMG:

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Instituição

O Centro Pedagógico tem sua origem no antigo Ginásio de Aplicação da UFMG, fundado em 21 de abril de 1954, em cumprimento aos dispositivos legais instituídos pelo Decreto Lei nº 9053 em 1946. Esse Decreto obrigou as Faculdades de Filosofia Federais a manterem uma escola destinada à prática docente dos alunos matriculados em seus cursos de Didática.

Em 1958, o Ginásio de Aplicação transformou-se em Colégio de Aplicação, atendendo a uma crescente política de valorização da Educação. Na ocasião, passou a oferecer os seguintes cursos: Ginasial, Científico, Clássico e Normal.

A partir de 1968, a UFMG passou por uma reestruturação que afetou também o Colégio de Aplicação. De acordo com os novos planos resultantes dessa política de reestruturação, o Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia tornou-se um Centro Pedagógico, integrado à Faculdade de Educação da UFMG, com a função básica de ofertar cursos relativos ao ensino de 1º e 2º graus.

Em 1972, o Centro Pedagógico foi transferido para o campus da Pampulha e passou a ter uma escola de 1º Grau, funcionando em prédio próprio, e paralelamente, um Colégio Técnico, oferecendo cursos de aperfeiçoamento profissional de nível médio.

Em 1997, baseado em orientações da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9394/96), a Escola de 1º grau recebeu uma nova denominação: "Escola Fundamental do Centro Pedagógico da UFMG".

Em 2007, o Centro Pedagógico (CP) passou a integrar, juntamente com o Colégio Técnico (COLTEC) e o Teatro Universitário (TU), a Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG, unidade especial cujo regimento foi aprovado pelo Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais pela Resolução N.º 05/2007, de 03 de maio de 2007.

Por ser uma escola pública — responsável pelo ensino fundamental de nove anos (desde 2006), organizado em Ciclos de Formação Humana (desde 1995), o Centro Pedagógico adota o sorteio para ingresso dos alunos, por considerá-lo a forma mais democrática, evitando mecanismos de seletividade que favoreçam quaisquer grupos sociais.

Assim, hoje, o Centro Pedagógico ministra o ensino fundamental, tendo-o como base investigativa para a produção de conhecimento em ensino, pesquisa e extensão. Seu objetivo maior é constituir-se como campo de experimentação e de pesquisa na Educação Básica e na formação de professores e de profissionais que têm o ambiente escolar como campo de atuação.
FINALIDADES E OBJETIVOS

São objetivos dessa Escola:

  • Ministrar o Ensino Fundamental, tendo-o como base investigativa para a produção de conhecimento, de ensino e de pesquisa.
  • Constituir-se como campo de reflexão e de investigação sobre a prática pedagógica.
  • Constituir-se como espaço de novas experimentações pedagógicas, que subsidiem avanços e reflexões sobre a prática educativa.
  • Servir de Campo de Estágio para alunos da Licenciatura e da Graduação.
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Instituição

O COLTEC foi criado em 1969, a partir de convênio celebrado entre o Conselho Britânico, a UFMG, o CNPq e o MEC, com a finalidade de atender à demanda de formação de profissionais técnicos de nível médio nas áreas de Patologia Clínica, Instrumentação, Eletrônica e Química.



Em 1981, o Conselho Universitário da UFMG estabeleceu, por meio da resolução 25/81 de 06 de novembro daquele ano, as diretrizes para o Centro Pedagógico, Unidade Especial formada pela Escola Fundamental e COLTEC, vinculado à FaE. Essas diretrizes gerais definiram a nova unidade como um espaço de experimentação pedagógica e curricular.

Até 1997, o Colégio Técnico ofereceu quatro cursos técnicos de nível médio na modalidade integrado, nos quais os alunos estudavam em horário integral. Em conformidade com o Art. 2º da Portaria no 646, de 14 de maio de 1997, a escola passou a oferecer Ensino Profissional, de nível técnico, concomitante ao Ensino Médio.

A implementação dessa reforma deu-se de forma gradual em virtude da cristalização sócio-histórica do tradicional modelo de ensino técnico do COLTEC, da dificuldade de operacionalização dos novos ordenamentos do ensino e da discussão, que persistiu até o final de 2000, sobre a inserção das escolas de Educação Básica e Profissional na estrutura universitária.

Até 2008 o COLTEC possuía 4 cursos técnicos, com ensino médio concomitante. No final do ano de 2008 foi aprovado o curso técnico de Informática, que começou a vigorar a partir do ano letivo de 2009. Nesse mesmo ano, graças a algumas alterações em alguns cursos, as vagas para os cursos técnicos passaram de um total de 136 para 176.

Com a aprovação da resolução nº 05 de 03 de maio de 2007 foi criada a Unidade Especial denominada Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG, o Colégio Técnico compõe um do três centros de ensino da nova unidade, são elas: Centro Pedagógico (responsável pelo Ensino Fundamental); Teatro Universitário (responsável pelo ensino técnico de formação de atores) e o COLTEC (responsável pelo ensino técnico de nível médio). Atualmente o COLTEC está investindo na criação de novos cursos técnicos e continua atuando na área de formação de recursos humanos para a educação, sendo um campo para estágio curricular de alunos de cursos de graduação. Vários de seus docentes participaram, nos últimos anos, de iniciativas de renovação curricular para os ensinos fundamental e médio em colaboração com a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais - SEEMG.

Junto ao Centro de Ensino de Ciências e Matemática de Minas Gerais - CECIMIG e Faculdade de Educação da UFMG, o COLTEC executa, desde 1991, o Programa de Pós-graduação - Especialização - em Ensino de Ciências nas modalidades Ciências, Física, Química e Biologia. No COLTEC são desenvolvidos também vários projetos e cursos de extensão, dentre os quais se destacam: projetos com as comunidades de Caparaó, Alto Caparaó, Morro Alto e São Bartolomeu que vêem contribuindo significativamente para o desenvolvimento das referidas comunidades e para a formação de estudantes de diferentes níveis de ensino; e o projeto de Ensino Médio para Jovens e Adultos que completou, em 2008, dez anos de funcionamento com uma proposta pedagógica construída especificamente para esse publico. Além desses projetos, têm sido ofertados cursos de qualificação profissional para Jovens e Adultos para reinclusão social (ex-detentos) e para pessoas com necessidades especiais (Síndrome de Down) em parceria com instituições tais como a Prefeitura de Belo Horizonte e a Funabem. O Colégio também oferece periodicamente cursos de extensão (curta duração) nas áreas de Informática, Língua Estrangeira, Música, Dança, Esportes e Tecnologia de materiais.


Objetivos do Colégio Técnico

O COLTEC, desde a sua criação, tem o propósito de ser referência para as demais escolas do país. Sua influência tem sido justificada em função de sua organização, da crescente qualificação de seu pessoal docente e técnico, da infra-estrutura dos seus laboratórios e, principalmente, em função do seu projeto educativo, que possibilita a formação do estudante de nível médio e técnico com uma significativa base científica, experimental e humanística e um contato permanente com instrumentos e técnicas atualizadas.

Atualmente, o Colégio Técnico vem mantendo a sua proeminência histórica no cenário educacional com a adoção de uma metodologia de trabalho solidária com as necessidades da formação do aluno para o desenvolvimento de seu potencial, para a realização de seu projeto de vida e para a atuação competente no campo do trabalho. Sua proposta político-pedagógica tem como objetivos principais:

— Formar profissionais técnicos de nível médio com possibilidade de exercerem sua profissão de forma destacada;

— Possibilitar ações interativas com as Unidades Acadêmicas da UFMG, responsáveis pela formação do professor da Educação Básica, no desenvolvimento de projetos pedagógicos inovadores, na realização de diagnósticos das práticas docentes e na identificação de problemas e alternativas de solução, consolidando a estreita relação ensino/pesquisa/extensão na Educação Básica e Superior;

— Expandir, progressivamente, a área de abrangência da educação profissional para consolidar-se como centro de referência em Educação Profissional de nível médio, priorizando práticas docentes que favoreçam o pleno desenvolvimento do aluno;

— Garantir a continuidade do processo de democratização do ensino, resguardando a sistemática de ingresso de alunos provenientes dos diferentes estratos sociais e as condições favoráveis à sua permanência e seu sucesso na escola;

— Fortalecer os vínculos de convivência com as famílias dos alunos e a sociedade, priorizando ações de caráter político, pedagógico e sócio-cultural que resultem em benefícios recíprocos;

— Promover a difusão e a socialização dos conhecimentos gerados na instituição, com a publicação de obras, trabalhos, divulgação de material didático e a oferta de cursos para o aprimoramento da formação técnico-científico-pedagógica e atividades de extensão;

— Manter um diálogo permanente com as Unidades Acadêmicas da UFMG, com outras instituições de ensino, pesquisa e extensão, com o Setor Produtivo, com órgãos governamentais e de fomento da pesquisa, buscando formas de colaboração e apoio, intercâmbio e comprometimento com o projeto político-pedagógico do Colégio;

— Contribuir com os órgãos governamentais e a sociedade em geral nas ações reparadoras das dívidas sociais para com as camadas excluídas do processo educacional, oferecendo cursos e programas de Educação de Jovens e Adultos e outros de nível básico da Educação Profissional.

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Instituição

A Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) é uma instituição sem fins lucrativos, controlada pela UFMG, e tem como missão prestar assistência estudantil aos alunos de baixa condição socioeconômica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


A Fump desenvolve Programas de Assistência Estudantil que visam facilitar o acesso à alimentação, saúde, moradia, transporte, aquisição de material escolar e outros projetos que auxiliam os estudantes a ter um bom desempenho acadêmico, reduzindo a evasão na Universidade.


A história da Fump se confunde com a trajetória da própria UFMG. Quando a Universidade foi criada, em 1927, com o nome de Universidade de Minas Gerais (UMG), o ensino era pago, o que dificultava o acesso da população pobre. Naquele momento, havia grande articulação na comunidade universitária pela assistência estudantil, bandeira defendida com muita determinação pelo primeiro reitor da UMG, o professor Francisco Mendes Pimentel.


Em 1929 é criada a Associação Universitária Mineira (AUM), primeira estrutura de assistência estudantil da Universidade de Minas Gerais (UMG). Entre suas funções, a AUM prestava assistência médica, odontológica, jurídica e material aos estudantes de baixa condição socioeconômica.


O professor José Baeta Vianna, outro entusiasta do projeto de assistência estudantil, cria, em 1936, a Assistência Universitária Mendes Pimentel (Aump), que assume as atividades de assistência da UMG.



Em 1949, a Aump começa a sofrer os reflexos das mudanças na Universidade com o processo de federalização e com a instituição, em 1951, da gratuidade no ensino da UMG. A gratuidade no ensino provoca, de imediato, a paralisação pela Aump dos empréstimos para matrícula e reflete no programa de assistência, já comprometido pela precariedade dos recursos recebidos pela instituição. Os anos seguintes são de instabilidade financeira na entidade. Mesmo nesse cenário difícil, alguns serviços, ainda que de maneira precária, continuam a ser prestados por meio das congregações, diretorias das escolas e faculdades, dos diretórios acadêmicos, do Diretório Central dos Estudantes e da Reitoria da Universidade.


Na década de 1960, a Aump passa por um processo de reestruturação comandado pelo professor Aluísio Pimenta, ex-bolsista da entidade, que assume a Reitoria em 1964 e se dedica à reorganização da assistência na UMG que, em 1965, passa a adotar o nome Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pelo novo estatuto, a Aump passa a atuar de forma mais universalista, atendendo a todos os estudantes da Universidade por meio de assistência social, oportunidades de estágio ou trabalho; serviços médicos, hospitalares e dentários; amparo financeiro para aquisição de livros e de material didático; assistência jurídica e alimentação sadia a custo acessível. Em 1966, a Aump começa também a administrar os Restaurantes Universitários criados nas escolas.


A garantia de um orçamento próprio para a assistência estudantil começa a se tornar realidade em 1972 com a criação do Fundo de Bolsas, constituído pelos recursos da taxa de matrícula e da anuidade paga pelos estudantes.


Em 1973, a Aump se torna Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) e é reconhecida como entidade filantrópica na mesma década, o que lhe confere maior autonomia e viabiliza a isenção de impostos e o estabelecimento de convênios. Esse fato tem importância fundamental para consolidar a política de assistência na UFMG.


Durante o regime militar, um dos maiores desafios da Fump foi a gestão dos Restaurantes Universitários. A situação quase levou a Instituição à falência, em meados da década de 1980. A solução veio em 1987, quando a Reitoria assumiu o custeio dos restaurantes.


No final dos anos de 1980, a Fump consegue sanear suas contas e amplia suas formas de receita. Com o orçamento equilibrado, a Instituição amplia sua estrutura de apoio ao estudante, passando a administrar o Programa Permanente de Moradia Universitária da UFMG. Em 2001, é inaugurado o complexo da Moradia Universitária Ouro Preto I, em Belo Horizonte e, em 2002, começa a funcionar a moradia de Montes Claros. Em 2006, os estudantes passam a contar com a Moradia Ouro Preto II, também em BH.


A partir de 2008, a demanda pela assistência oferecida pela Fump começa a aumentar significativamente com a inclusão de mais estudantes pela UFMG por meio do Programa de Apoio ao Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e da política de bônus no vestibular que beneficia egressos das escolas públicas e candidatos que se declaram pardos ou negros.


Por outro lado, os recursos da instituição sofrem queda depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar inconstitucional a Contribuição ao Fundo de Bolsas (CFB) que era vinculada à matrícula. Porém, o Ministério da Educação (MEC) cria o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) cujos recursos têm ajudando a Fump a manter os programas de assistência destinados aos estudantes de baixa condição socioeconômica.


No segundo semestre de 2008, a Fump lança a Campanha de Contribuição Voluntária ao Fundo de Bolsas voltada para toda a comunidade acadêmica. Os recursos arrecadados com a campanha, somados à verba do Pnaes, vêm contribuindo para a manutenção dos programas de assistência oferecidos pela Fump.


A história da Fump não acaba aqui. A Instituição, apesar de completar 82 anos, não perde seu espírito renovador. Projetos como a Moradia Universitária de Montes Claros, inaugurada em 2010, e a aquisição da nova sede próxima ao campus Pampulha da UFMG, também em 2010, são o maior exemplo de que a Fump está preparada para enfrentar os desafios da assistência estudantil no século 21 e continuar contribuindo para que os estudantes mais necessitados tenham, além de vagas na Universidade, condições necessárias para concluir os estudos podendo vislumbrar um futuro mais promissor.

MISÃO, VISÃO E VALORES DA FUMP

Missão


Executar a política de assistência estudantil definida pela UFMG, garantindo ao estudante plenas condições socioeconômicas e culturais para a conclusão do curso, visando minimizar as diferenças de oportunidades anteriores ao seu ingresso na Universidade.


Visão


A Fump trabalha para consolidar-se como referência em assistência estudantil no Brasil, adequando cada vez mais seus programas e

respectivos critérios de acesso, num modelo de gestão equilibrado e ágil, que tenha como premissa a sintonia com os interesses da Universidade.


Valores

- Solidariedade

- Transparência

- Compromisso

- Responsabilidade Social

- Ética

- Justiça

- Eficiência

- Respeito

- Honestidade

- Impessoalidade