SMARTSHOPS EM PORTUGAL

Sessão de esclarecimento/sensibilização

Seminário sobre as SMARTSHOPS EM PORTUGAL

14 de maio 2013 - 19H30

Anfiteatro Paulo Freire - Campus da Penha
Escola Superior de Educação e Comunicação
- Universidade do Algarve -

Resumo

A banalização do consumo de drogas aumentou muito significativamente. Um dos exemplos mais flagrantes são as lojas smartshops. Estes estabelecimentos proliferam pelo nosso país a um ritmo extraordinário, o que, face à conjuntura atual e como futuros Educadores Sociais não podemos ficar indiferentes…

Pretende-se, com esta ação, despertar para uma problemática muito atual, e desmistificar o conceito deste comércio de venda e consumos de substâncias com efeitos psicoativos e que reflexos tem na sociedade portuguesa. “Escolhe os produtos que desejas que terás as melhores trips, é um dos slogans deste fenómeno e legalmente são "ervanárias especializadas", que vendem substâncias psicoativas, em que os produtos cuja composição química original (a ilegal) é alterada em alguns aspetos moleculares, colocando-as fora da lista de substâncias proibidas. Em alguns casos essas alterações moleculares até aumentam os efeitos das substâncias originais e a falta de conhecimento sobre as substâncias comercializadas nestes estabelecimentos coloca o cliente/utilizador numa roleta russa, ou seja, não sabe exatamente o que está a consumir. Legal não significa, pois, isento de perigo.

Em algumas lojas até se vende equipamento para “fabricar” as suas próprias substâncias, como é o caso de faça o seu absinto caseiro”, ou faça as suas próprias misturas e guarde em cápsulas naturais.

Ao mudar-se a composição molecular de uma substância, tornamo-la diferente à luz da lei, mas ela mantém os seus efeitos e em alguns casos até aumenta a sua eficácia, como é o caso de misturas de sálvia divinorum, que provocam efeitos mais potentes que o próprio LSD. Em algumas smartshops, os funcionários aconselham o uso ao pé de uma pessoa sóbria.

Os rótulos destes produtos, apresentam as seguintes frases:

“Impróprio para consumo humano” e/ou “Misturar com água e regar com abundância”.

Segundo o Professor Universitário Félix Carvalho, docente na Faculdade de Farmácia do Porto, “se um opióide provoca a depressão do sistema respiratório, também o irá fazer o seu derivado químico, e nesse sentido, existe também a possibilidade de provocar a morte”.

Face à evolução deste tipo de estabelecimentos, ao vazio na legislação que os regulamentam e aos perigos para a saúde pública e humana, tornou necessário que as entidades competentes elaborassem a devida legislação, à muito aguardada, e já em vigor - Dec-Lei 54/2013 e Portaria n.º 154/2013, de 17 de abril.

Orador Convidado: Telmo Oliveira, Diretor Regional ASAE Algarve

Organização:

Alunos da UC de Seminário de Supervisão

- licenciatura em Educação Social, 3º ano - 2º semestre (PL) -

contatos para inscrição: 962532679 ou via e-mail para <a43043@ualg.pt>