Impressionismo

Realismo mais objetivo,foi uma reação ao romantismo da época

Claude Debussy (1862 -1918)

Claude Debussy nasceu dia 22 de agosto de 1862, em Saint-Germain-em-Laye. Levado aos dois anos para Paris, passaria ai a maior parte de sua vida até morrer, depois de uma longa e excessivamente humilhante doença, a 25 de março de 1918, antes de conseguir ver o fim da primeira grande guerra. Entre essas duas datas, ele foi capaz de se impor como um dos maiores criadores franceses de todos os tempos, e como um dos autênticos fundadores da modernidade musical.
Dentro do panorama da arte musical de seu país, Debussy ocupa um lugar bastante especial, integrando uma pequena constelação de nomes que inclui Rameau, Belioz, Boulez. A escritura precisa e por vezes reticente, o gosto pelas harmonias proibidas ou então desconhecidas, pelos timbres inusitados e sobretudo o empenho em inovar sem causar muito barulho são algumas das marcas mais evidentes do seu estilo. Um estilo inteiramente pessoal, e, por isso mesmo, absolutamente inconfundível, que preferia o silêncio à declaração enfática.

Claude Debussy - Prelude to the Afternoon of a Faun

Prélude à l'après-midi d'un Faune - Prelúdio para a tarde de um Fauno, composta por Debussy

O prelúdio também abre o caminho para a revolução do modernismo

“Prelúdio à tarde de um Fauno”, do compositor francês Claude Debussy, composto entre 1892 e 1894, serve perfeitamente como marco da música moderna.

A harmonia da música, baseada em tons inteiros, quase não é mais tonal. Era o princípio de uma revolução que levaria a novos sistemas no século seguinte.

É uma obra paradigmática, libertação do sistema diatônico – maior e menor – que serviu de base para praticamente todas as obras ocidentais compostas a partir do século XVII, o que não quer dizer que ela seja atonal, mas que não segue tão rigorosamente as regras do sistema tonal como se fossem modelos imperativos e imutáveis. Em vários momentos, Debussy provoca uma ambiguidade em relação às regiões tonais, fazendo com que o ouvinte se surpreenda com os caminhos inesperados tomados pela música, cuja narrativa obedece a um fluxo espontâneo, como se fossem imagens que se projetam de um devaneio. Essa ideia corrobora diretamente com o enredo utilizado como inspiração da obra: um poema do escritor francês Stephanie Mallarmé (1842 – 1898) que retrata um Fauno – figura da mitologia greco-romana, um semideus meio humano, meio bode – que toca sua flauta por entre bosques no intuito de cortejar as ninfas – na mitologia grega, deusas femininas de diversas ordens naturais –, as quais o desprezam. Exausto de suas investidas sem sucesso, o Fauno então adormece e passa a ter sonhos com as ninfas, onde, então, consegue persuadi-las e conquistá-las.

Tendo esse contexto como base, a música de Debussy faz referências diretas à figura do Fauno que, com sua flauta, emana sedução. A atmosfera onírica é conseguida através da imensa gama de cores provenientes da orquestração, ora mais sutil, ora mais vibrante, como em um quadro de Monet, que sugere uma cena de forma convincente, sem, no entanto, detalhá-la.

Ele pensou a composição em três partes: prelúdio, interlúdio e uma paráfrase. A única parte que chegou a ser composta foi o prelúdio e sua execução, 1894, deu ao compositor seu primeiro sucesso público.

A orquestra é formada por: três flautas, dois oboés, um corne-inglês, dois clarinetes, dois fagotes, quatro cornetas de pistão, duas harpas, e instrumentos de cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos). No prelúdio coexistem a forma sonata, a forma Lied e o procedimento da variação, tudo isso aliado a uma eximia maestria orquestral: deslocamento das figuras temáticas e utilização das diferentes luminosidades possíveis com os arranjos para cordas. Debussy consegue, com todos esses inovadores elementos, construir uma unidade de linguagem primorosa para o seu prelúdio.

Se a música moderna teve um ponto de partida preciso, pode-se identificá-lo na melodia para flauta que abre o prelúdio. O conceito de “moderno”, no contexto das artes, remete antes à estética e à técnica utilizada do que a cronologia. Justifica-se então que Debussy, mesmo em 1892, já mostrava seus traços estilísticos e sua musicalidade de vanguarda carregada de rupturas formais. Pode-se dizer que seu prelúdio tem características mais modernas do que muita música produzida atualmente. Um dos principais conceitos da música moderna é a sua libertação do sistema tonal maior e menor, utilizado desde o séc. XVII. Nesse sentido, o prelúdio de Debussy anuncia a era moderna. Sutilmente, o compositor se liberta da tradição diatônica (maior e menor), o que não configura um abandono absoluto do sistema tonal, apenas questiona o caráter imperativo das relações harmônicas hegemônicas até aquele momento.


  • Em 1912, Vaslav Nijinsky fez uma coreografia ousada para a música, tida como bastante sensual na época.


Poema :


L'après-midi d'un faune - A tarde de um faunode Stéphane Mallarmé (1842-1898)


O fauno:

Estas ninfas quero eu perpetuar.

Tão puro,

o seu claro rubor, que volteia no duro ar

pesando a sopor.

Foi um sono o que amei?

Massa de velha noite, essa dúvida, sei,

Muito ramo subtil estendendo,

provava

meu engano infeliz, que enganado

tomava

por triunfo, afinal um pecado de rosas.

Reflitamos.

(...)

Claude Debussy - La Mer (trois esquisses symphoniques pour orchestre)

Debussy e sua obra-prima, La mer, trois esquisses symphoniques, (1903-05)

A sua estréia se deu nos Concertos Lamoureux sob a regência de Camille Chevillard, no dia 15 de outubro de 1905. Foi pouco compreendida pos seus conterrâneos em sua estréia. A crítica mais famosa da época foi escrita por Pierre Lalo, famoso crítico francês, que escreveu: "Não ouço, não vejo e não sinto o mar". Na realidade, a obra não é uma composição sobre o mar, mas sim sobre lembranças e sentimentos que evocam o mar, segundo o seu autor.


La mer foi porventura a primeira grande obra sinfónica impressionista de todos os tempos. Com efeito, a inspiração denunciada pelo título é levada muito além da simples configuração de um poema sinfónico. Fluem massas sonoras continuadas, texturas orquestrais que se alimentam de uma minuciosa exploração dos timbres de cada instrumento, de dinâmicas rítmicas e melódicas incaracterísticas que, contrariando os padrões musicais então estabelecidos, desenham gestos expressivos que abrem portas a infinitas possibilidades de associação a referências extramusicais. Entramos assim no domínio da ambiguidade: por um lado tão subjetivo quanto as sensações/impressões suscitadas em cada ouvinte; por outro, chamando a si a concretização de ideias e imagens, conforme o livre critério da nossa imaginação. Tendencialmente, a sugestão do título aponta para o rebentar das ondas do mar, movimentos balançados, reflexos de luz trocados entre as imensidões da água e do céu. Debussy conhecia as pinturas de Turner, nas quais está temática é recorrente. É particularmente tentador estabelecer esta relação.


Por outro lado, ao haver uma tendência para escrever uma música ligada às correntes elementares do psiquismo humano, mesmo havendo uma estrutura de construção rigorosa (que, em La mer, foi ao extremo de uma revisão em 1909 que eliminou um compasso), parece colocar-se o ouvinte sempre diante de uma improvisação, uma espécie de movimentação um pouco livre e caprichosa de elementos sonoros, como se cada peça não fosse um fim em si mas uma realização possível de um determinado potencial sonoro.

A partitura da música requer os seguintes componentes orquestrais: duas flautas, um flautim, dois oboés, um corne-inglês, dois clarinetes, quatro trompas, três trombetas, três fagotes, duas cornetas de pistão, três trombones, uma tuba, instrumentos de percussão, duas harpas e instrumentos de cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos).


  • Encontramos, ainda, o uso simultâneo (sobreposto) de padrões rítmicos diversos e gestos musicais que parecem inacabados ou cortes ou mudanças súbitas que evocam, claramente, o movimento errático e aleatório das ondas e/ou do vento.


    1. De l’aube à midi sur la Mer (Da alvorada ao meio dia no Mar) – muito lento;

    2. Jeux de Vagues (Jogos de Ondas) – Allegro;

    3. Dialogue du Vent et de la Mer (Diálogo do Vento e do Mar) – Animado e tumultuoso.


Maurice Ravel(1875-1937)

A vida de Maurice Ravel(1875-1937) não foi especialmente romanesca. Nada que possa alimentar a imaginação dos biógrafos fantasistas pode ser encontrado na existência desse homem discreto, frio mas polido, que nunca foi de falar muito- Muito menos sobre ele mesmo. Teve poucos amigos, todos igualmente convenientemente reservados. E apenas a eles, em segredo, revelou o que parece ter sido a sua verdadeira natureza, a de uma sensibilidade requintada e um tanto irônica que encontrava um encanto enorme colecionar porcelanas ‘’ autenticamente chinesas’’ que traziam o selo de Sèvres...Ravel dá impressão de ter-se empenhado em usar como uma segunda pele uma máscara imperturbável, que não se transfigurava nem mesmo diante da música –sua ou dos outros-e que era a sua mais profunda paixão. É por isso que os tempos nos passaram dele um retrato por assim dizer ‘’oficial’’.

Sobre seu piano, jamais alguém viu partitura, esboçou ou qualquer indicio do seu trabalho preliminar de composição. Porque entre os seus muitos tabus-dos poucos que se tornaram públicos- estava o de nunca se deixar surpreender compondo. Sobre o piano, apenas pássaros mecânicos dos quais dizia ‘’ ouvir bater o coração’’, navios em miniaturas e buquês de flores de papel encerados em indevassáveis garrafas. E, além disso, bonecas que se moviam, amigos da força de um caporal, era difícil vê-lo assistir a um concerto inteiro.

Quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, Ravel deixou de compor. Tentou alistar-se no exército francês, mas foi rejeitado por razões médicas, acabando como motorista militar.

Com influências diversas como Mozart, Liszt, Borodin, Schoenberg e Stravinsky, além de Debussy, Ravel testou vários estilos até encontrar o seu próprio. Apesar da mistura de influências, o impressionismo mostrou-se forte nas composições deste mestre da música. Mesmo mostrando total racionalidade em seu virtuosismo, Ravel usava temas fictícios em suas composições. Dizia-se que estas eram sempre ligadas à magia, contos de fadas e coreografias encantadas. Mas este era o estilo Ravel.

Bolero - Maurice Ravel

Bolero

O compositor, entretanto, não conseguia entender o tamanho desta popularidade, pois para ele a obra só se tornaria completa se acompanhada de coreografia. Chegou a afirmar que não existia música nenhuma neste balé e que apenas se interessava na dança que o acompanhava.

O Bolero de Ravel é uma excelente obra para um iniciante aprender o nome (e o som) dos instrumentos de uma orquestra sinfônica.

O Bolero é uma sutil mistura de folclore e de grande e genial inspiração.

Toda a peça consiste em dezoito compassos ao longo de uma folclórica melodia espanhola em rítmico de bolero, ininterruptamente repetida. É somente a instrumentação que numa contínua repetição se torna cada vez mais vigorosa, mais concentrada, aumentando também o volume correspondente.

O Bolero mostra ainda a influência que tinha recebido da música espanhola. Estreou na Ópera de Paris a 11 de novembro de 1928 e possuía melodia simples e repetitiva para facilitar o acompanhamento dos bailarinos. Mesmo se Maurice Ravel tivesse mantido o primeiro nome com que batizou o Bolero - Fandango - e se ela não tivesse uma estreia marcante como a da Ópera de Paris, esta obra, com certeza, receberia igual aclamação nos dias de hoje.

Bolero é uma obra do francês Maurice Ravel (1875-1937) escrita sob encomenda para a dançarina Ida Rubinstein. Sim: ela foi criada como um balé e assim teve sua estreia, em 1928. No programa constava a seguinte descrição:

Dentro de uma taverna na Espanha, pessoas dançam sob o lustre de latão pendurado no teto. Incentivada pelo público, a dançarina pula sobre uma mesa longa e seus passos se tornam cada vez mais animados.

Hoje em dia, porém, ela é raramente apresentada com dança; o mais comum é ouvi-la em salas de concerto. Aos que duvidam da origem espanhola de seu ritmo, recomendo ouvir os primeiros 30 segundos desde vídeo aqui e tirarem suas próprias conclusões.

Instrumentação: flauta (A), Clarinete em si bemol(A), Fagote (B), Clarinete em Mi bemol (B), Oboé d’amore (A), Trompete e flauta (A), Saxofone tenor (B), Trompa, 2 flautins e celesta (A), Oboé, oboé d’amore, corne inglês e 2 clarinetes (A), Trombone (B), Sopros de madeira (B), Primeiros violinos e sopros (A), Primeiros e segundos violinos com sopros (A), Violinos e sopros (B), Cordas e sopros (B), Vários instrumentos (A), Vários instrumentos (B).

O bumbo é aquela percussão mais grave que faz tremer até o palco. Os pratos são discos de metal, às vezes percutidos com uma baqueta, às vezes percutidos um contra o outro. E o tam-tam é um tipo de gongo suspenso, sem afinação definida. Finalmente, não podemos esquecer do único instrumento que não parou um instante sequer desde o início do Bolero, a caixa clara.

Formato

A proposta de Bolero é bastante audaciosa: uma melodia em duas partes, aqui chamadas de “A” e “B”, repete-se várias vezes trocando apenas de instrumentação, indo de pianíssimo a fortíssimo num longo crescendo. A cada repetição da melodia, um novo instrumento assume a parte do solo.
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Repetidos cento e sessenta e nove vezes pela caixa, estes dois compassos em ostinato dão ao Bolero de Ravel o ritmo uniforme e invariável.

Contexto das Obras a respeito do Impressionismo

A música Impressionista é o nome dado ao movimento da música clássica europeia que surgia no fim do século XIX e continuou até as primeiras décadas do século XX. Origem do estilo é Francês. É marcada por sugestão de atmosfera, e os excessos emocionais da era romântica. Compositores impressionistas preferiam composições com formas mais curtas como o nocturne, arabesque, e o preludio.
A música impressionista rege o abandono da música tonal. Isto significa que as composições não seriam mais estruturadas conforme a eleição de uma das doze notas da escala (sete básicas e os restantes semitons). A novidade estava na sustentação a partir de escalas modais, que eram compostas de acordo com recombinações de conjuntos de notas escolhidas. Esta se tornaria a base das melodias impressionistas que, além de tudo, acabariam sendo influenciadas por técnicas orientais, pela música popular europeia e por elementos medievais.

· - Composições que buscam retratar imagens;

· - Títulos de peças que remetem a paisagens naturais;

· - Melodias sensuais e etéreas.

- Prelúdio para a tarde de um Fauno

A partir do Prélude à L’après-midi d’un faune (Prelúdio à tarde de um fauno), o estilo e o imaginário impressionistas se tornam características de suas obras.’

‘A intenção do Prélude à L’après-midi d’un faune não é de ser uma tradução fiel do texto, mas sim uma impressão das atmosferas e imagens que o poema evoca; visto sob esta luz, podemos comparar o estilo musical de Debussy à linguagem dos pintores franceses de seu tempo, os impressionistas, incluindo Monet, Degas e Renoir. ’

O arabesco do solo da flauta que inicia a peça evolui, de forma ambígua, por cromatismos e escalas diatônicas (maiores e menores) e por valores rítmicos complexos e simples, colocando o ouvinte na impossibilidade de captar as transições e as uniões, e desta ambigüidade nasce uma magia indefinível, invisível que lhe confere o seu poder de enfeitiçar.

Aboliu as formas tradicionais, empregando progressões harmônicas "proibidas", acordes não relacionados, dissonâncias sem resolver e um abundante uso de escalas pentatônicas (cinco tons) e antigos modos (disposição de escala) religiosos.

Na Obra apresenta: Composições que buscam retratar imagens, Título da peça remete a paisagens naturais, abandono da música atonal.


  • Em 1922, na Semana de Arte Moderna em São Paulo, a música de Debussy escandalizou a paulicéia desvairada, pelas mãos da pianista Guiomar Novaes.




La Mer (O mar)

o compositor não pensa em imitar sons do mar, mas cada movimento mostra as impressões que tem sobre ele:


    1. De l’aube à midi sur la Mer (Da alvorada ao meio dia no Mar) – muito lento;
    2. Jeux de Vagues (Jogos de Ondas) – Allegro;
    3. Dialogue du Vent et de la Mer (Diálogo do Vento e do Mar) – Animado e tumultuoso

    Uma tendência para escrever uma música ligada às correntes elementares do psiquismo humano, mesmo havendo uma estrutura de construção rigorosa (que, em La mer, foi ao extremo de uma revisão em 1909 que eliminou um compasso), parece colocar-se o ouvinte sempre diante de uma improvisação, uma espécie de movimentação um pouco livre e caprichosa de elementos sonoros, como se cada peça não fosse um fim em si mas uma realização possível de um determinado potencial sonoro.

    As células (e não frases) basilares apresentam uma fisionomia vincadamente oriental e, como as vagas, aparecem e desaparecem e são variadas, invertidas ou retrovertidas, afastando esta música da direccionalidade e hierarquia da tonalidade. Encontramos, ainda, o uso simultâneo (sobreposto) de padrões rítmicos diversos e gestos musicais que parecem inacabados ou cortes ou mudanças súbitas que evocam, claramente, o movimento errático e aleatório das ondas e/ou do vento.

    O resultado é o de uma relação muito fluida com o tempo, em que muitas vezes a música parece nascer do silêncio, como no primeiro andamento e, se se faz sentir alguma ideia de continuidade, esta é feita mediante contrastes sucessivos de elementos que não se articulam claramente. Estes sobrepõem-se e sucedem-se de uma maneira imprevisível e indeterminada, gerando um tipo de composição por estratos que não se misturam e que permanecem diferenciados, numa tentativa de criar uma simultaneidade de acontecimentos integrados que procuram aparentar um componente espacial.



    Bolero

    Tema cíclico que se repete inúmeras vezes com a marcação constante da caixa no fundo. O andamento dela é constante, sendo uma característica fundamental da música. Ela foi planejada como um exercício de instrumentação e orquestração, ou seja, uma experimentação de todos os instrumentos da orquestra. A cada momento da música Ravel apresenta o seu tema com um instrumento diferente ou com uma combinação de instrumentos diferentes. Outro fator a ser observado é o crescendo constante que vai desde um “pianíssimo” (volume muito baixo) até um fortíssimo no final.

  • (escrito para semínima = 72, ou seja, com a duração teórica de catorze minutos e dez segundos), e uma melodia uniforme e repetitiva. = Ostinatos , muito presente no impressionismo.